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Putin e Fico debatem guerra na Ucrânia durante encontro em Moscou

8 Comentários🗣️🔥 Vladimir Putin e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, se cumprimentam em Moscou. (Foto: actualidad.rt.com) O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reuniu-se com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em Moscou, durante as celebrações do 81º aniversário do Dia da Vitória. Fico homenageou os soldados soviéticos que libertaram a Eslováquia na Segunda Guerra Mundial. […]

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Vladimir Putin e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, se cumprimentam em Moscou. (Foto: actualidad.rt.com)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reuniu-se com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, em Moscou, durante as celebrações do 81º aniversário do Dia da Vitória.

Fico homenageou os soldados soviéticos que libertaram a Eslováquia na Segunda Guerra Mundial. O primeiro-ministro depositou flores na Tumba do Soldado Desconhecido junto à muralha do Kremlin.

O secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores da Eslováquia, Rastislav Chovanec, informou sobre os principais temas discutidos. Um deles foi a entrega de uma mensagem do presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, para Putin.

Fico buscou obter informações diretas sobre os esforços russos para encerrar o conflito na Ucrânia. O líder eslovaco demonstrou preocupação com o impacto da guerra na estabilidade regional.

Os dois líderes examinaram as relações bilaterais entre a Rússia e a Eslováquia. Foram tratados também assuntos nos quais há divergências entre os dois países.

Em declarações à imprensa em frente ao Kremlin, Fico se descreveu como uma “ovelha negra” entre os líderes europeus. Ele criticou as diretrizes impostas por Bruxelas à sua nação.

Essa posição tem provocado controvérsias no interior da União Europeia. A abordagem pragmática de Fico em relação à Rússia difere da adotada pela maior parte dos membros do bloco.

A visita reflete as divisões existentes na Europa sobre a guerra na Ucrânia. Diversos países aplicam sanções contra a Rússia enquanto outros exploram vias de diálogo.

O primeiro-ministro eslovaco busca equilibrar as relações de seu país com o Ocidente e com o Oriente. Ele prioriza a defesa dos interesses nacionais da Eslováquia no contexto atual.

Para o Kremlin, o encontro representa uma chance de manter canais abertos de comunicação. O governo russo valoriza o contato com líderes europeus dispostos ao diálogo.

O Dia da Vitória marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A comemoração possui grande importância histórica e simbólica para a Rússia.

A participação de Fico nas festividades evidencia a interseção entre a memória do passado e os desafios geopolíticos do presente. Conforme reportado pelo portal RT, o diálogo entre os líderes pode contribuir para a busca de soluções diplomáticas.


Leia também: Putin e Fico debatem conflito na Ucrânia em reunião em Moscou


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João Augusto

10/05/2026

A leitura de Letícia sobre o pânico moral da Clotilde é precisa, mas falta acrescentar o que Walter Benjamin chamava de “escovar a história a contrapelo”: Fico não está apenas repetindo 1945, está mobilizando a memória da libertação para intervir no presente — e isso incomoda justamente porque desestabiliza a alegação de que a Rússia é hoje mera agressora sem lastro histórico. Essa disputa pela narrativa é o cerne da hegemonia, como Gramsci bem faria notar.

Clotilde Pátria

10/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, esse Putin só quer enganar o povo com esse papo de “libertação” enquanto prepara o terreno para o comunismo ateu na Europa! E o Fico já está se curvando, daqui a pouco fecha as igrejas na Eslováquia igual fecharam aqui no Brasil com a porcaria do STF! Isso é o fim dos tempos, só oração mesmo!

    Letícia Fernandes

    10/05/2026

    Cara Clotilde, com toda a devida vênia, seu comentário é um desses artefatos sintomáticos que a psicanálise adora dissecar: o pânico moral como tábua de salvação diante de uma realidade que escapa ao controle simbólico do sujeito. Você projeta em Putin e Fico um espantalho — o comunismo ateu que fecharia igrejas — quando o que está em jogo na reunião deles é a disputa geopolítica entre frações do capital internacional, cada uma usando a memória histórica (1945, a libertação da Eslováquia) como moeda de troca para legitimar alianças contemporâneas. Não há, na materialidade do encontro, nenhum projeto de ateísmo estatal; há, sim, um primeiro-ministro eslovaco tentando equilibrar-se entre a dependência energética russa e as pressões da OTAN. Reduzir isso a uma “conspiração contra as igrejas” é trocar a análise concreta das contradições por uma fantasia apocalíptica que, convenhamos, conforta mais do que explica.

    Agora, sobre o “comunismo ateu”: essa categoria é um fetiche ideológico típico da Guerra Fria, reciclado pela direita religiosa brasileira como forma de desviar o foco do verdadeiro algoz das liberdades democráticas no Brasil — o próprio Estado burguês, que usa o STF e outros aparatos para gerir a crise do capital, não para implantar o comunismo. Fechar igrejas? Quem fechou templos durante a pandemia foram governos de diferentes matizes, inclusive o de Bolsonaro quando lhe convinha, e ninguém gritou “fim dos tempos”. A perseguição religiosa real, Clotilde, acontece onde o capitalismo selvagem destrói comunidades inteiras e a teologia da prosperidade serve de anestésico para a exploração. O Putin que você teme é o mesmo que beija ícones ortodoxos e usa a Igreja como esteio do nacionalismo russo — um nacionalismo burguês, não ateu.

    Sua angústia, se me permite a escuta clínica, revela menos um diagnóstico geopolítico e mais uma crise de fé na própria ordem social. Quando você clama que “só a oração resolve”, está delegando a uma instância transcendental a tarefa que deveria ser da política: compreender as determinações materiais dos conflitos. O encontro Putin-Fico é um ato da superestrutura diplomática que reflete a lógica imperialista tardia — e nenhuma novena vai alterar a correlação de forças entre os monopólios de gás e as cadeias de suprimento da Europa. Se eu fosse você, trocaria o terço por um exemplar de O Capital, volume I, e começaria a perguntar de onde vem o dinheiro que mantém Fico no poder e por que a Eslováquia ainda precisa pagar caro pelo gás russo mesmo depois de 2022. Isso, sim, seria uma “oração” materialista digna de quem quer entender o mundo em vez de apenas temê-lo.

Eduardo C.

10/05/2026

Interessante como a discussão tangencia o tempo todo o simbolismo e ignora a pergunta central: quantos soldados russos foram mortos desde o início da invasão, e qual o custo real dessa “homenagem histórica” para os cofres eslovacos? Fico pode até lembrar 1945, mas em 2024 a Eslováquia importa mais de 80% do gás russo — alguém tem o número exato da fatura?

Carmem Souza

10/05/2026

A Julia trouxe um ponto interessante. Acho que falta um pouco de humildade pra gente reconhecer que essa guerra tem camadas históricas que vão além do maniqueísmo atual. Um premiê eslovaco ir a Moscou lembrar os soldados que libertaram o país dele não é endosso automático ao Putin de hoje. Como cristã, oro pela paz, mas a paz verdadeira passa por entender esses fios todos, não por gritar mais alto que o outro.

Julia Andrade

10/05/2026

Curioso como a Lurdinha já transformou o encontro numa conspiração religiosa e o Luizinho rebateu com o materialismo rasteiro de sempre, sem que nenhum dos dois pare para perguntar o que significa um primeiro-ministro eslovaco ir a Moscou homenagear soldados soviéticos num contexto de guerra na Ucrânia. Acho que os dois reduzem a complexidade do gesto a uma disputa ideológica barata — um vê apocalipse das igrejas, outro vê geopolítica do gás — mas ignoram a camada mais interessante: a negociação de identidades nacionais que acontece na Europa Central quando se trata da memória da Segunda Guerra.

Fico está fazendo um movimento que não pode ser lido só como traidor ou servo de Putin. A Eslováquia tem uma relação ambivalente com o passado soviético: foi libertada pelo Exército Vermelho, sim, mas também viveu décadas de domínio soviético. Quando ele celebra os soldados que “libertaram” o país, ele está ativando uma memória oficial que coexiste com a narrativa da Guerra Fria e com o atlanticismo atual. É um ato de duplo vínculo — como muitos líderes do Leste Europeu fazem, especialmente os de perfil conservador, que querem ao mesmo tempo preservar certa autonomia simbólica em relação a Bruxelas e navegar as pressões da OTAN.

Do ponto de vista dos estudos culturais e de gênero, esse tipo de aliança entre líderes populistas e governos autoritários costuma vir acompanhada de um discurso de “defesa dos valores tradicionais” que afeta diretamente os direitos reprodutivos e a população LGBTQIA+. Não é coincidência que Fico esteja no mesmo campo político de Orbán e de outros líderes que vêm restringindo o aborto e a liberdade de expressão de minorias. Ao se aproximar de Putin — que criminaliza a “propaganda gay” e promove uma masculinidade militarista —, Fico reforça uma aliança transnacional contra as pautas feministas e queer.

Portanto, mais do que discutir se Fico é fantoche ou não, eu diria que sua visita é um capítulo de um fenômeno maior: a disputa por narrativas históricas e por soberania cultural no leste europeu, onde cada gesto é performático e carregado de significado para quem está de fora (nós, brasileiros, lendo de longe). E isso exige um olhar que vá além da dicotomia “colonizado pela União Europeia” versus “agente do Kremlin”. A Eslováquia contemporânea existe nessa tensão, e a diplomacia da memória que Fico está fazendo diz mais sobre o presente do que sobre 1945.

Lurdinha Deus Acima de Todos

10/05/2026

Putin e Fico é o começo do fim das igrejas na Europa! 🙏🇧🇷🇺🇸

    Luizinho 16

    10/05/2026

    Larga de ser alienada, Lurdinha, Putin é um tirano vendido ao gás e Fico um fantoche da União Europeia — igreja ou não, o que acaba é o povo ucraniano.


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