Pesquisadores da Universidade da Flórida realizaram uma descoberta importante sobre a mancha bacteriana que afeta o cogumelo champignon há mais de um século.
A doença reduz a produção do alimento, encurta sua vida útil e compromete a comercialização por causa de manchas marrons ou amarelas visíveis na superfície. O estudo foi publicado na revista Microbiological Research.
A pesquisa mostrou que a mancha bacteriana não é provocada por um único patógeno, como se pensava. O professor assistente do Departamento de Fitopatologia da Universidade da Flórida, Samuel Martins, explicou que a indústria enfrenta tratamentos inconsistentes justamente pela complexidade da doença.
Os cientistas aplicaram sequenciamento de DNA, análise química e testes laboratoriais tradicionais em amostras de cogumelos afetados coletadas em diversas áreas de produção. A pesquisa identificou mais de 17 espécies diferentes de bactérias patogênicas associadas ao problema, embora duas espécies já conhecidas dominem o perfil da doença.
A doutoranda e principal autora do estudo, Sameerika Mudiyanselage, ressaltou que a descoberta explica a persistência da mancha bacteriana mesmo com esforços de controle. Ela afirmou que a ampliação da pesquisa deve permitir o desenvolvimento de diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes contra todo o grupo de bactérias causadoras.
A equipe também realiza estudos adicionais para explorar alternativas sustentáveis de manejo da doença. Entre as opções promissoras estão óleos essenciais de origem vegetal, microrganismos benéficos e outros produtos biológicos que podem substituir tratamentos químicos convencionais.
Samuel Martins destacou que o objetivo final é entregar aos produtores soluções práticas baseadas em evidências científicas. Compreender a complexidade da mancha bacteriana e o papel das comunidades microbianas é fundamental para criar práticas de manejo mais ecológicas que reduzam perdas e elevem a sustentabilidade da produção.
O avanço representa um marco no entendimento da doença e abre caminho para melhorias no diagnóstico e no controle sustentável da cultura do cogumelo branco. A identificação das novas espécies amplia significativamente o conhecimento sobre patógenos associados à cultura, conforme reportagem do portal Phys.org.
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