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Primeiro-ministro da Eslováquia critica nova cortina de ferro imposta pela União Europeia à Rússia

13 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Primeiro-ministro da Eslováquia critica nova Cortina de Ferro imposta pela União Europeia à Rússia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou duramente a postura da União Europeia em relação à Rússia, afirmando que o bloco está erguendo uma nova Cortina de Ferro em vez de […]

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Ilustração editorial sobre Primeiro-ministro da Eslováquia critica nova Cortina de Ferro imposta pela União Europeia à Rússia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, criticou duramente a postura da União Europeia em relação à Rússia, afirmando que o bloco está erguendo uma nova Cortina de Ferro em vez de buscar diálogo pragmático com Moscou.

Fico, que se autodenomina uma das ovelhas negras da UE por sua posição sobre a Rússia, foi o único líder europeu em exercício a participar das celebrações do Dia da Vitória em Moscou. O premiê eslovaco se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a visita, que provocou reações negativas em Bruxelas e entre vários Estados-membros.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Fico acusou a União Europeia de minimizar o papel decisivo da União Soviética na derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Ele alertou ainda que a política de sanções e o apoio militar à Ucrânia prejudicam a competitividade e a segurança energética do bloco.

O premiê sustentou que a abordagem da UE contra a Rússia obedece a motivações ideológicas, prejudicando os interesses econômicos e estratégicos de longo prazo do continente. Sua conversa com Putin concentrou-se em temas de cooperação energética.

Fico condenou a crescente dependência europeia do gás natural liquefeito proveniente dos Estados Unidos, classificando a substituição da energia russa por suprimentos americanos como um erro estratégico grave. Tal escolha, segundo ele, compromete a soberania energética da Europa de forma desnecessária.

O premiê eslovaco defendeu o restabelecimento de relações normais e mutuamente benéficas entre a União Europeia e a Rússia. Ele classificou a atual política de isolamento como uma abordagem baseada em ódio que não atende aos interesses reais do continente.

A posição de Fico contrasta com a linha majoritária adotada em Bruxelas desde o início do conflito na Ucrânia. O primeiro-ministro mantém-se como voz dissonante dentro do bloco, insistindo na necessidade de pragmatismo energético e diplomático com Moscou.

Leia mais sobre o assunto na rt.com.


Leia também: Rússia adverte que sanções da União Europeia prejudicam mais o próprio bloco


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Eduardo Teixeira

11/05/2026

O tal do Fico pode até ter seus interesses escusos, mas no mérito ele acertou em cheio. Sanção econômica é imposto disfarçado de política externa, e quem paga a conta é o contribuinte dos dois lados. Enquanto isso, a UE enche o peito pra falar de livre mercado mas não hesita em erguer barreira comercial quando bem entende. Hipocrisia pura.

    Célia Carmo

    11/05/2026

    Patrão europeu também é patrão, Eduardo, só muda o sotaque do imperialismo! #ForaSanções

Caio Vieira

11/05/2026

Prezados interlocutores, a discussão aqui travada revela camadas que merecem um tratamento à luz da teoria crítica da hegemonia. A fala de Robert Fico, que o Celio Fazendeiro endossa com entusiasmo, não pode ser lida apenas como uma reação nacionalista isolada. Trata-se, a meu ver, de um sintoma da crise orgânica do bloco atlântico, uma fissura naquilo que Gramsci chamaria de direção intelectual e moral. O primeiro-ministro eslovaco, com todos os seus contradições autoritárias internas — e Nadia Petrova foi precisa ao apontá-las —, vocaliza um descontentamento das periferias europeias com a ortodoxia liberal que, sob a batuta de Bruxelas, erige muros sanccionatórios como se fossem a nova ratio imperii. A metáfora da Cortina de Ferro, aqui, opera como um potente significante vazio: evoca o fantasma da Guerra Fria para justificar um reordenamento geopolítico que, na prática, transfere o ônus do confronto para as classes trabalhadoras eslovacas, polonesas e húngaras, enquanto as corporações energéticas e militares estadunidenses colhem os dividendos da beligerância.

Não obstante a hipocrisia óbvia de Fico — que sufoca a mídia independente em Bratislava enquanto posa de paladino anti-imperialista —, a crítica ao isolacionismo punitivo da UE não é desprezível. John Marshall, ao evocar Hobbes e Locke, tangencia o cerne do problema: o contratualismo liberal sempre pressupõe uma soberania que, no mundo contemporâneo, se desdobra em dispositivos de exclusão econômica. A “nova Cortina de Ferro” não é apenas um artefato geopolítico, mas um mecanismo ideológico de interpelação: ela busca soldar as classes subalternas europeias a uma narrativa de “defesa da civilização democrática” contra o “inimigo oriental”, ocultando a natureza classista das sanções. Como ensinou Althusser, a ideologia não é mera ilusão, mas uma prática material que se inscreve nos preços do gás e do pão.

Do ponto de vista da cultura popular, é fascinante observar como a resistência a esse bloco ideológico emerge em diásporas e periferias — o agronegócio brasileiro, que o Renato Professor critica com justeza ambiental, paradoxalmente fornece um contraponto à hegemonia europeia ao ocupar mercados que Bruxelas tenta isolar. Não se trata, evidentemente, de romantizar o latifúndio e o desmatamento: a solidariedade com as lutas do povo exige denunciar tanto o ecocídio quanto a hipocrisia dos que impõem sanções enquanto compram soja do Cerrado. O que está em jogo, como alertava Cícero no De Officiis, é a primazia do bem comum sobre os interesses de facção — mas hoje o bem comum é sistematicamente sequestrado pelas oligarquias transnacionais.

Por fim, a saída não está em um nacionalismo chauvinista, como o que Fico encarna, tampouco na reiteração acrítica da ordem liberal. Urge construir uma nova hegemonia popular, ancorada na solidariedade entre os povos periféricos — eslovacos, mineiros, camponeses do semiárido —, capaz de enfrentar a razão imperial que se disfarça de “defesa da democracia”. Parafraseando o velho Sêneca: “Navegamos não como quem nasceu para a tempestade, mas como quem aprende a nela encontrar o rumo”. O rumo, aqui, passa por rejeitar tanto a cortina de ferro quanto a cortina de ouro que nos separa uns dos outros.

John Marshall

11/05/2026

Nadia Petrova acerta ao apontar a hipocrisia dupla de Fico, mas a tese central dela merece mais consideração. De Hobbes a Locke, o contrato social sempre pressupôs que a segurança coletiva não se constrói com muros econômicos que só penalizam os mais vulneráveis. Isolar Moscou sem oferecer uma alternativa política viável é repetir o erro da Guerra Fria com a mesma fé ingênua em sanções como panaceia.

Nadia Petrova

11/05/2026

A ironia de Fico criticar a nova cortina de ferro enquanto bajula Moscou e sufoca a mídia eslovaca não escapa a ninguém. Mas no fundo ele acerta: isolamento econômico punitivo nunca derrubou ditador, só encareceu pão e gás pra população civil dos dois lados.

Celio Fazendeiro

11/05/2026

Esse Fico aí tem mais é que criticar mesmo. União Europeia pensa que é dona do mundo, querendo isolar a Rússia enquanto o agronegócio brasileiro que sustenta esse país é tratado como vilão. Cortina de ferro é o que esses esquerdistas europeus tão erguendo contra o próprio povo que paga a conta das sanções. Brasil que se cuide pra não cair nessa onda.

    Renato Professor

    11/05/2026

    Celio, seu discurso vitimiza o agronegócio como se ele fosse perseguido, mas esquece que o mesmo setor que “sustenta o país” também financia desmatamento, concentra terra e joga veneno nos rios que abastecem o povo pobre que você diz defender. A Europa erra no isolamento, mas aqui no Brasil a cortina de ferro quem ergue é o latifúndio armado contra o trabalhador sem terra.

Luan Silva

11/05/2026

Maura, vai pra Cuba com esse discurso. UE quer cortina de ferro? Aqui é Brasil acima de tudo. Faz o L nunca mais!

    Lucas Gomes

    11/05/2026

    Nacionalismo barato não salva a Amazônia nem põe comida na mesa de quem perdeu tudo pra seca e pra enchente, Luan. Enquanto você levanta bandeira, o capitalismo segue derrubando floresta e expulsando povo indígena da terra.

Tiago Mendes

11/05/2026

Fico tem toda razão ao criticar essa postura de isolamento. O Evangelho nos ensina a construir pontes, não muros. UE perdeu a oportunidade de ser mediadora da paz e virou mais um instrumento de polarização que só agrava o sofrimento dos pobres, enquanto os Estados Unidos lucram com a guerra. Isso não é cristão nem humano.

Lurdinha Deus Acima de Todos

11/05/2026

Esse povo da União Europeia quer fechar as igrejas e colocar cortina de ferro, mas Jesus já vem aí 🙌🇧🇷 Acorda Brasil!

Major Ricardo Silva

11/05/2026

O camarada Fico está coberto de razão. Enquanto a União Europeia, dominada por burocratas globalistas, insiste em erguer muros e demonizar a Rússia, quem sofre é o povo trabalhador. Aqui no Brasil já vimos essa novela: a mesma turma que defende “ideologia de gênero” e fecha os olhos para a corrupção do PT adora repetir aleluia para a cartilha dos Estados Unidos. Cadê o diálogo e a soberania que esses ditos “progressistas” tanto pregam? Fico mostrou que ainda existe estadista de verdade na Europa.

    Maura Santos

    11/05/2026

    Ah, Major, estadista de verdade mesmo foi o que deixou São Paulo no escuro em 2014 e jogou a economia no buraco, né? Seu Fico aí pode até falar bonito, mas na prática é mais um que troca diálogo por cortina de fumaça enquanto o povo paga a conta.


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