Em cerimônia emocionante no Palácio do Planalto, o presidente Lula sancionou o projeto que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e disparou duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando-o diretamente pela tragédia que matou centenas de milhares de brasileiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou nesta quinta-feira uma solenidade histórica no Palácio do Planalto. Ao sancionar o projeto de lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, celebrado anualmente em 12 de março, Lula reuniu profissionais de saúde, representantes de secretarias estaduais, artistas e autoridades como a ex-ministra Nísia Trindade e o senador Randolfe Rodrigues. O evento foi marcado por uma homenagem contundente àqueles que estiveram na linha de frente contra o vírus e por um memorial permanente que será instalado no Rio de Janeiro, com exposições itinerantes por todo o país.
Durante seu discurso, Lula não poupou críticas ao governo anterior. O presidente relembrou o papel fundamental de instituições como Fiocruz, Anvisa e do Sistema Único de Saúde (SUS), além de exaltar figuras como o criador do Zé Gotinha. Mas o ponto alto da fala veio quando Lula mirou diretamente em Jair Bolsonaro, acusando-o de negligência criminosa durante a pandemia.
“Bolsonaro não sabia nada de pandemia e ainda atrasou a vacina. Quem se calou diante de 700 mil mortes? Nós vamos dar nome aos bois!”
A declaração gerou forte repercussão entre os presentes, que viram nela um recado claro de que o atual governo não aceitará que os erros do passado sejam varridos para debaixo do tapete. Lula ainda destacou que o memorial no Ministério da Saúde servirá como um lembrete permanente da tragédia, evitando que o negacionismo e a omissão voltem a custar vidas brasileiras. Ao final, o presidente reafirmou o compromisso com a transparência e a justiça: “Não vamos esquecer. Cada nome, cada família enlutada, cada profissional de saúde que deu o seu melhor merece respeito.”


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