Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC) publicaram na revista Nature Photonics um avanço concreto no campo da comunicação quântica em longa distância. A equipe conseguiu estabelecer emaranhamento entre partículas de matéria separadas por 14,5 quilômetros, utilizando cabos de fibra óptica já instalados em infraestrutura urbana — sem a necessidade de construir redes dedicadas.
O experimento, liderado pelos físicos Li Chuanfeng e Zhou Zongquan, superou em mais de 100 vezes a taxa de distribuição de emaranhamento registrada por sistemas quânticos metropolitanos anteriores. A fidelidade do emaranhamento mantida ao longo de toda a distância foi de 78,6%, índice considerado robusto para aplicações práticas em redes urbanas de comunicação segura.
O coração técnico do sistema é uma abordagem de memória quântica multimodal, capaz de armazenar e recuperar fótons sob demanda. Essa característica elimina a exigência de sincronização precisa no tempo de chegada dos fótons — um dos gargalos históricos que limitavam a escalabilidade das redes quânticas.
Ao desacoplar armazenamento e transmissão, o protocolo resolve simultaneamente o dilema entre velocidade e precisão que travava os avanços anteriores na área. O resultado representa um salto técnico significativo na transição do conceito de laboratório para demonstrações em escala metropolitana.
O aproveitamento de infraestrutura de fibra óptica já existente reduz drasticamente os custos de implantação e acelera a integração da tecnologia quântica em sistemas de telecomunicações convencionais. Isso torna a chamada “internet quântica” uma perspectiva operacional, não apenas teórica.
A comunicação quântica baseia-se nos princípios da mecânica quântica para garantir sigilo absoluto na troca de informações. Qualquer tentativa de interceptação altera fisicamente o estado das partículas transmitidas, tornando a espionagem detectável. Redes com essa capacidade têm interesse estratégico direto para governos, sistemas financeiros e infraestruturas críticas.
O resultado da USTC consolida uma trajetória de investimento científico de longo prazo da China em computação e comunicação quântica. Li Chuanfeng e Zhou Zongquan já haviam liderado pesquisas anteriores sobre memórias quânticas de alta eficiência, e o novo experimento representa a maturação aplicada desse trabalho em ambiente real, fora das condições controladas de laboratório.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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Silvia Ramos
12/05/2026
Que Deus nos proteja dessas tecnologias que tentam imitar os mistérios da criação. Enquanto o homem se orgulha de emaranhar partículas, esquece de emaranhar seu coração com o Criador. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 9:10).
Tiago Mendes
12/05/2026
Sílvia, entendo sua preocupação, mas a ciência não imita a criação — ela desvenda as maravilhas que o próprio Criador nos deu capacidade de compreender. Emaranhar partículas não nos afasta de Deus; pode ser uma forma de contemplar a complexidade da obra que Ele nos confiou.
Augusto Silva
12/05/2026
Sílvia, se os chineses tivessem o mesmo medo de “imitar a criação” que você sugere, o PIB deles não teria crescido 5,2% no ano passado enquanto o Brasil patina com menos de 1%. Quem sabe emaranhar partículas não rende mais frutos que emaranhar o coração com discursos que nos atrasam?