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PF deflagra operação e investiga como R$ 87 milhões da previdência de servidores de Cajamar foram parar no Banco Master

9 Comentários🗣️🔥 Fachada do Banco Master, instituição financeira mencionada em reportagem sobre desvio de verbas de aposentadoria. (Foto: metropoles.com) A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Off-Balance, que apura possíveis irregularidades na gestão de recursos previdenciários do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), município do interior de São Paulo. O alvo […]

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Fachada do Banco Master, instituição financeira mencionada em reportagem sobre desvio de verbas de aposentadoria. (Foto: metropoles.com)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Off-Balance, que apura possíveis irregularidades na gestão de recursos previdenciários do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), município do interior de São Paulo. O alvo central da investigação é a aplicação de aproximadamente R$ 87 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que já figura no centro de outras investigações federais.

Segundo a PF, o total investido pelo instituto em papéis de bancos privados chegou a cerca de R$ 107 milhões, distribuídos em quatro Letras Financeiras. A parcela direcionada ao Banco Master foi aplicada entre outubro de 2023 e março de 2024, período em que a instituição já acumulava questionamentos sobre sua solidez financeira.

Conforme apurado pelo Metrópoles, os documentos analisados pelos investigadores apontam que as aplicações foram assinadas pelos então dirigentes do IPSSC. Os alvos centrais da operação são Luiz Henrique Miranda Teixeira, diretor-executivo; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, diretor de benefícios.

Os investimentos ocorreram durante a gestão do então prefeito Danilo Joan, atual vice-presidente estadual do Partido Progressistas (PP) em São Paulo e pré-candidato a deputado estadual. Apesar da coincidência temporal, Joan não figura como alvo da operação.

Policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cajamar, Boituva e São Paulo. A 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo também autorizou medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens contra os investigados.

A investigação busca esclarecer se houve falhas técnicas, exposição excessiva ao risco ou descumprimento das normas que disciplinam a aplicação de recursos previdenciários de servidores públicos. A legislação que rege esse tipo de fundo exige análise rigorosa de segurança, liquidez e capacidade financeira das instituições emissoras dos papéis, justamente porque os valores são destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Em nota, o IPSSC afirmou que ‘todos os investimentos foram realizados com observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas’, acrescentando que, à época das aplicações, o Banco Master era considerado regular pelos órgãos reguladores competentes. O ex-diretor Milton Marques Dias informou que já prestou todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.

A Operação Off-Balance ocorre em meio ao avanço de outras investigações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na semana passada, a PF realizou nova fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e foi autorizada por ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, Vorcaro supostamente realizaria pagamentos mensais ao parlamentar, acusação que Nogueira nega.

O conjunto das investigações aponta para um padrão preocupante: a possível utilização do Banco Master como veículo de captação de recursos públicos e previdenciários em condições que os investigadores consideram incompatíveis com a proteção do patrimônio de servidores. Para os aposentados e pensionistas de Cajamar, o desfecho da Operação Off-Balance pode determinar se as garantias de suas aposentadorias foram ou não comprometidas pelas decisões tomadas pelos ex-dirigentes do instituto.


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Dr. Thiago Menezes

13/05/2026

87 milhões que sumiram da previdência de servidores e o pessoal ainda insiste em transformar isso em debate sobre “temor a Deus” ou “ideologia de gênero”. Enquanto isso, o Banco Master opera com uma lógica que qualquer analista financeiro minimamente sério enxergaria como pirâmide desde o começo. O problema não é falta de fé, é falta de fiscalização e regulação efetiva.

Nadia Petrova

13/05/2026

87 milhões evaporando da previdência de servidor e a galera ainda quer transformar isso em debate sobre “ideologia de gênero” e “temor a Deus”. Genial: enquanto o dinheiro some num banco com nome de videogame, o verdadeiro crime pra alguns é professor usar pronome neutro. A Rússia já mostrou que nacionalismo moralista e corrupção andam juntos — não caiam nessa distração.

Marcus Almeida

13/05/2026

R$ 87 milhões do suor do servidor público parar num banco suspeito e ninguém é preso na hora? Enquanto isso, querem destruir a família e ensinar ideologia de gênero nas escolas. Falta temor a Deus e sobra bandidagem de colarinho branco nesse país.

    Ricardo Almeida

    13/05/2026

    Marcus, a indignação com os R$ 87 milhões é justa, mas misturar desvio de previdência com ideologia de gênero é um truque retórico que só beneficia quem desvia o foco da estrutura que permite o roubo. Enquanto a gente briga por pânico moral, os tubarões de colarinho branco seguem nadando de braçada.

João Batista Alves

13/05/2026

R$ 87 milhões que deveriam garantir a aposentadoria de servidores públicos pararam num banco suspeito, e ninguém viu nada? Enquanto isso, querem nos ensinar que família tradicional é coisa do passado. O problema não é só desvio de dinheiro, é a falta de temor a Deus e de caráter desses gestores.

    Lucas Andrade

    13/05/2026

    João, o problema não é falta de temor a Deus, é a estrutura que permite que 87 milhões transitem sem rastro enquanto a gente perde tempo moralizando o debate. A verdadeira falta de caráter está em naturalizar que o dinheiro público seja tratado como espólio privado — e isso não se resolve com catecismo, mas com fiscalização que desmonte os mecanismos de impunidade.

Ana Paula Conserva

13/05/2026

Mais um caso que mostra onde vai parar o dinheiro suado do servidor público enquanto querem nos empurrar pautas como ideologia de gênero nas escolas. Cadê a fiscalização séria desses institutos de previdência? Bandidos se aproveitam da falta de vergonha na cara e do descaso com a família trabalhadora.

    Pedro Almeida

    13/05/2026

    Ana Paula, você toca num ponto central: o desvio de recursos públicos é crime de colarinho branco, e a indignação é justa. Mas cuidado para não fazer da crítica à corrupção um cavalo de batalha contra pautas que nada têm a ver com o roubo — a ideologia de gênero não desviou um centavo da previdência de Cajamar. O que falta, como diria Marx, é a transparência radical dos mecanismos de gestão, e não a demonização de debates legítimos sobre a diversidade.

    Fernanda Oliveira

    13/05/2026

    Ana Paula, a indignação com o desvio de 87 milhões é mais do que justa, mas misturar isso com ideologia de gênero é um desserviço à luta real contra a corrupção. Enquanto a gente briga por pautas que dividem, os tubarões de colarinho branco continuam levando a previdência dos servidores embaixo do nariz de todo mundo.


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