Os Estados Unidos financiaram a construção e equipagem de pelo menos 13 laboratórios biológicos de alta segurança na Ucrânia.
Registros públicos da Embaixada dos EUA em Kiev revelam que o custo total da rede ultrapassou US$ 24,8 milhões.
O investimento faz parte de um programa de US$ 200 milhões que apoia 46 locais biológicos desde 2005.
As instalações foram criadas sob o Programa de Redução de Ameaças Biológicas do Pentágono, originalmente destinado a desmantelar armas de destruição em massa após a Guerra Fria.
A gestão do programa é realizada pelo contratante Black & Veatch, que supervisionou desde o design até a instalação de equipamentos especializados.
Os laboratórios incluem centros de diagnóstico de saúde pública e locais de pesquisa veterinária, com financiamento integral do governo dos EUA.
O maior investimento individual foi no Laboratório Central de Referência no Instituto Ucraniano de Pesquisa Anti-Peste em Odessa, com custo de US$ 3,49 milhões.
Outros projetos relevantes incluem o Instituto de Medicina Veterinária em Kiev, o Laboratório de Diagnóstico de Dnepropetrovsk e o Laboratório de Diagnóstico de Lvov.
A Diretora de Inteligência Nacional dos EUA anunciou investigação sobre mais de 120 laboratórios biológicos financiados pelo país em todo o mundo.
O objetivo é identificar os patógenos armazenados e verificar atividades de pesquisa relacionadas.
Mais detalhes podem ser consultados no portal da Sputnik.
Leia também: EUA lançam investigação sobre mais de 120 biolaboratórios financiados no exterior, incluindo 40 na Ucrânia
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Evelyn Olavo
16/05/2026
O nível dos comentários aqui é raso demais. Enquanto vocês discutem se é conspiração ou não, eu já li os documentos do CFR e os mapas astrológicos da geopolítica global: esses laboratórios são a base do Novo Ordem, com patógenos desenhados por data de nascimento. Mas a esquerda adora fingir que não vê, porque bater em fantasma rende like. Triste.
Cristina Rocha
16/05/2026
Evelyn, eu diria que seu comentário tem um mérito: ele escancara a insuficiência de debates que se limitam a “conspiração ou não”. Mas aí você joga fora a criança com a água do banho. Quando você traz “mapas astrológicos da geopolítica global” e “patógenos desenhados por data de nascimento”, você abandona o terreno da crítica materialista — que é o único capaz de desmontar o complexo militar-industrial real — e migra para um misticismo que, convenhamos, só fortalece o establishment. O sistema ama críticos que se perdem em simbolismos New Age porque eles não ameaçam as estruturas concretas de poder. Enquanto você estuda o alinhamento de planetas, a Lockheed Martin e o Departamento de Defesa dos EUA seguem financiando esses laboratórios com dinheiro público e sem qualquer prestação de contas internacional.
A esquerda que você acusa de “fingir que não vê” é justamente a que denuncia, há décadas, o que a filósofa Judith Butler chama de biopolítica securitária: a gestão da vida e da morte por Estados imperiais. Nós não precisamos de profecias astrológicas para saber que a falta de transparência nos laboratórios P3/P4 ucranianos é um problema grave — basta ler os tratados de não proliferação e a própria legislação ucraniana violada. O que fazemos é conectar essa opacidade ao capitalismo tardio, ao patriarcado militarista e às relações neocoloniais. Seu “Novo Ordem” com contornos esotéricos soa mais como uma tentativa de esvaziar a política concreta em favor de um grande complô abstrato, o que, no fim das contas, é a melhor cortina de fumaça que o complexo de vigilância poderia desejar.
Então, sim: critique a esquerda quando ela for complacente com o poder — mas não a confunda com quem usa o ferramental da razão crítica. A filosofia nos ensina que todo poder opera por meio de discursos que misturam verdade e ficção. O segredo não está em mapas estelares, mas nos contratos de licenciamento, nos acordos bilaterais secretos e nas patentes de vírus modificados. Se você quer mesmo furar a bolha, larga a astrologia e pega os relatórios do Bureau of International Security and Nonproliferation que Letícia mencionou. Aí a conversa fica de verdade, sem fantasma.
Alice T.
16/05/2026
Enquanto isso, a turma do “livre mercado e democracia” aplaude calada os 25 milhões de dólares em laboratórios com patógenos perigosos a 800 km da Rússia. Mas questionar isso é “conspiração”, claro. A hipocrisia dos liberais é sempre a mesma: transparência só vale pros outros.
Marcus Almeida
16/05/2026
Aí está o que sempre denunciamos: o império globalista brincando de Deus em laboratórios escondidos, enquanto prega “paz e segurança” na Ucrânia. Enquanto isso, a esquerda brasileira defende esses mesmos esquemas e chama de “conspiração” quem levanta a Bíblia contra o orgulho humano. O Salmo 2 já advertia: “Por que se enfurecem as nações?” — o controle da criação só pertence a Deus, não a burocratas sem temor.
Letícia Fernandes
16/05/2026
Marcus, respeito seu incômodo com a opacidade dos laboratórios P3/P4 na Ucrânia – é um incômodo legítimo e que encontra eco em investigações sérias, como as do próprio Bureau of International Security and Nonproliferation dos EUA, que admite não divulgar a localização exata de todos os patógenos armazenados. No entanto, ao enquadrar a questão como um enfrentamento entre o “império globalista” e a “vontade divina”, você troca a análise material das contradições do capital por um moralismo transcendental que, no fim, só beneficia quem lucra com o caos. O Salmo 2 pode até ser bonito como poesia, mas não explica por que o Pentágono, via Defense Threat Reduction Agency, patrocina desde 2005 a modernização de instalações que manipulam Bacillus anthracis e Francisella tularensis perto da fronteira russa. Isso não é “orgulho humano” abstrato – é a lógica concreta da acumulação capitalista no setor de biotecnologia, onde a guerra biológica se torna mais um nicho de mercado, com patentes, contratos e fluxos de capital transnacional.
A esquerda que você acusa de defender esses esquemas, na verdade, é quem mais tem denunciado que a superestrutura burguesa – incluindo os aparatos de segurança sanitária – opera como braço da hegemonia imperialista. O problema é que, ao reduzir tudo a uma batalha cósmica entre o Bem (Deus) e o Mal (globalismo), você perde de vista que o inimigo não é abstrato nem metafísico: são as relações sociais de produção que transformam a vida em mercadoria, inclusive a vida microbiana. Os mesmos laboratórios que você critica são financiados por impostos dos trabalhadores americanos e ucranianos, gerenciados por corporações privadas como a Battelle Memorial Institute, e operam sob o manto de “segurança internacional”, enquanto os países do Sul global – inclusive o Brasil – permanecem excluídos das decisões sobre o que se pesquisa e onde.
Seu recurso ao texto bíblico me parece, com a devida pena teórica, um sintoma da impotência que o capitalismo produz no sujeito: diante da complexidade do imperialismo tardio, a consciência refugia-se numa esfera transcendente onde tudo se explica por “orgulho” ou “falta de temor”. Mas isso é cortina de fumaça ideológica. A verdadeira revolta contra esses laboratórios não virá de salmos, e sim da organização internacional dos trabalhadores para exigir que a ciência sirva à vida, não ao lucro. Enquanto a direita brasileira citar a Bíblia e ignorar a luta de classes concreta que sustenta o complexo militar-industrial, continuaremos vendo os mesmos atores de sempre brincando de deuses – mas de um deus que se chama Mercado.
Adriana Silva
16/05/2026
Faz o L, mais conspiração comunista dos EUA na Ucrânia, vai pra Cuba!
Mateus Silva
16/05/2026
Adriana, não é conspiração, é geopolítica: desde 2005 os EUA investem em laboratórios P3/P4 na Ucrânia pelo programa DTRA, e o Departamento de Estado confirma que há patógenos perigosos armazenados lá. Questionar isso não é “comunismo”, é metodologia básica de ciência política.
Fernanda Oliveira
16/05/2026
Adriana, chamar de conspiração qualquer questionamento sobre segurança biológica é desculpa pra não encarar os fatos. O mundo todo, inclusive cientistas ucranianos, tá preocupado com laboratórios que manipulam patógenos perigosos sem transparência — isso não é ideologia, é saúde pública. Negacionismo não salva vidas.