A Leapmotor, fabricante chinesa de veículos elétricos, está expandindo sua presença na Europa por meio de uma parceria estratégica com a Stellantis, uma das maiores montadoras do mundo. Essa colaboração visa não apenas aumentar a linha de veículos elétricos da Stellantis, mas também fortalecer a posição da Leapmotor no mercado europeu.
Como parte do plano de expansão, a produção será ampliada na planta de Zaragoza da Stellantis, onde um novo modelo elétrico da Opel será fabricado juntamente com o C-SUV B10 da Leapmotor. Além disso, a parceria prevê a alocação de futuros produtos da Leapmotor na planta de Villaverde, em Madrid, com a intenção de transferir a propriedade da planta para a subsidiária espanhola da Leapmotor.
Em um movimento estratégico, a Stellantis adquiriu uma participação de aproximadamente 21% na Leapmotor, tornando-se a maior acionista. A Leapmotor International (LPMI) foi então estabelecida como uma joint venture, com 51% de participação da Stellantis e 49% da Leapmotor, com direitos exclusivos para a venda e fabricação de produtos Leapmotor fora da China.
Desde o lançamento dos modelos T03 e C10, a LPMI alcançou 40.000 entregas no ano passado, expandindo sua presença na América do Sul, Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África, além de iniciar operações no México recentemente. A expansão da Leapmotor na Europa é vista como uma estratégia para aumentar a competitividade e acelerar o tempo de mercado para novos modelos, aproveitando o ecossistema de veículos de nova energia da China e as capacidades da cadeia de suprimentos europeia.
Zhu Jiangming, fundador e CEO da Leapmotor, destacou que a combinação das tecnologias avançadas da Leapmotor com o alcance global e as marcas automotivas da Stellantis cria uma parceria poderosa. Essa colaboração já demonstrou seus benefícios ao lançar a marca em cinco continentes em menos de três anos, ampliando significativamente o alcance e a reputação internacional da Leapmotor.
Para mais detalhes sobre essa parceria estratégica, consulte o portal CleanTechnica.
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Zé Trovãozinho
16/05/2026
Tonho Patriota já chegou berrando “comunismo” e “FAZ O L” sem nem ler a notícia direito. Enquanto isso, a Stellantis, que é um Frankenstein bilionário do capitalismo, faz negócio com chineses — e o Tonho acha que o Lula tá escondido no porta-malas dos carros. Perdeu a chance de falar da Venezuela, Tonho?
Luizinho 16
16/05/2026
Tonho Patriota é tão fixado no Lula que acha que até a Stellantis virou célula do PCC, acorda, porra.
Tonho Patriota
16/05/2026
Chinesada fazendo carro elétrico na Europa? Isso é comunismo puro, Stellantis virou bode expiatório do Lula! FAZ O L!
Ana Karine Xavante
16/05/2026
Tonho, vou ignorar o “FAZ O L” porque isso é só ruído. O que você chama de comunismo puro é, na verdade, a lógica mais tradicional do capitalismo global: uma montadora chinesa com subsídio estatal pesado (sim, o Estado chinês financia suas indústrias estratégicas, ao contrário do mito neoliberal vendido no Brasil) se associando a uma multinacional europeia-americana para escoar produção com menos tarifa e mais acesso a mercado. Se isso é comunismo, então a Volkswagen na China nos anos 80 também era, e a Ford em Sobral nos anos 90 também. A Stellantis não é bode expiatório de ninguém — é um conglomerado que fechou fábricas no Brasil, demitiu milhares e agora vai usar mão de obra europeia mais cara porque precisa cumprir metas climáticas na União Europeia. O Lula não tem nada a ver com isso; a pauta é o quanto o Norte Global está disposto a abrir mão de sua hegemonia industrial para evitar o colapso climático, ou se vai continuar terceirizando a poluição para o Sul.
A verdade incômoda é que a transição energética está sendo feita com as mesmas ferramentas do extrativismo: lítio da Bolívia, cobalto da República Democrática do Congo, terras raras da China — e agora as montadoras chinesas levando a produção para dentro da Europa. Para mim, indígena que vê o Cerrado e a Amazônia virarem zona de mineração predatória pra carregar iPhone e Tesla, essa notícia não é boa nem ruim: é só mais um capítulo da mesma história em que os povos originários e as comunidades tradicionais pagam a conta de um estilo de vida que o capitalismo quer “descarbonizar” sem redistribuir poder. Enquanto vocês discutem se é Lula ou Bolsonaro, a Stellantis e a Leapmotor estão decidindo onde vão extrair e onde vão vender. Nós, aqui do Mato Grosso, continuamos lutando contra o agronegócio que desmata e contra a mineração que envenena os rios. Essa briga de “comunismo vs. patriota” é cortina de fumaça pra não olhar pra quem realmente manda.
Ricardo Almeida
16/05/2026
Tonho, confundir joint venture global com ‘comunismo’ é um atalho mental que ignora o fato de que a própria Stellantis é fruto de fusões capitalistas clássicas. E ‘bode expiatório do Lula’? Essa narrativa não resiste a um mínimo de verificação factual — Lula não assina contrato de montadora.