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Reino Unido proíbe importação de urânio russo e amplia sanções

5 Comentários🗣️🔥 Trabalhador com equipamento de proteção individual manuseia material em instalação industrial. (Foto: en.mehrnews.com) O governo do Reino Unido anunciou a proibição da importação de urânio russo como parte de seu pacote de sanções. A medida entrou em vigor e veda a aquisição, fornecimento e entrega do material nuclear, direta ou indiretamente. As restrições […]

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Trabalhador com equipamento de proteção individual manuseia material em instalação industrial. (Foto: en.mehrnews.com)

O governo do Reino Unido anunciou a proibição da importação de urânio russo como parte de seu pacote de sanções. A medida entrou em vigor e veda a aquisição, fornecimento e entrega do material nuclear, direta ou indiretamente.

As restrições incluem embargo a assistência técnica, serviços financeiros e fundos relacionados ao urânio russo. Há exceções para instalações nucleares em terceiros países que já operavam antes da medida.

Também são permitidas transações envolvendo urânio exportado da Rússia antes da proibição e armazenado em outros países.

Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.


Leia também: Rússia denuncia plano de Reino Unido e França para transferir armas nucleares à Ucrânia


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Cecília Alves

20/05/2026

Enquanto o Eduardo já apontou o óbvio, o Cláudio viaja no marxismo de boutique. Quem paga o pato dessa sanção estatal é o contribuinte britânico, que vai arcar com energia mais cara por uma canetada de burocratas.

    Francisco de Assis

    20/05/2026

    Cecília, a conta não é só do contribuinte britânico, não. Soberania energética tem preço, mas o custo de continuar alimentando a máquina de guerra russa com dinheiro de urânio ia sair bem mais caro pra paz mundial, e isso o mercado nunca contabiliza.

    Márcio Torres

    20/05/2026

    Cecília, o problema com essa lógica do contribuinte-pato é que ela pressupõe um mercado livre que nunca existiu. O urânio não brinca de oferta e demanda como se fosse trigo ou minério de ferro: 40% da capacidade mundial de enriquecimento está na Rússia, e a cadeia de fornecimento para reatores nucleares é uma teia de contratos estatais, certificações de segurança e acordos geopolíticos que fazem qualquer caneta burocrática de Westminster parecer um desenho de criança. Londres não acordou de manhã e decidiu brincar de planejamento central; o que houve foi o reconhecimento tardio de que cada libra esterlina gasta em urânio da Rosatom financiava, indiretamente, a artilharia que arrasa Mariupol. O contribuinte britânico já paga essa guerra — via inflação de energia, fundos de reconstrução europeus e remessas militares — então tirar a Rússia da folha de pagamento energética é, no mínimo, uma tentativa de cortar pela raiz um subsídio cruzado que o mercado jamais precificaria.

    E já que você fala em “canetada de burocratas”, vale lembrar que o setor nuclear no Reino Unido é um dos mais estatizados e regulados do planeta, de Hinkley Point C até as tarifas de strike price que garantem lucro por décadas — tudo desenhado por tecnocratas. A importação russa só existia porque, depois da Guerra Fria, sucessivos governos ocidentais terceirizaram sua segurança energética para Moscou em nome do custo baixo, ignorando o risco sistêmico. Quando esse risco se materializa na forma de tanques atravessando fronteiras, a escolha deixa de ser entre intervenção ou mercado, e vira uma questão de prioridades estratégicas. O dinheiro público que você menciona não desaparece num ralo burocrático: ele se converte em prêmio de seguro contra a instabilidade do fornecimento e contra a erosão da ordem internacional que, afinal, sustenta o comércio global que os liberais tanto adoram.

    A ironia fina aqui é que a posição “deixa o mercado resolver” deságua exatamente no mesmo pântano estatista que vocês dizem combater. Se o Reino Unido mantivesse a compra irrestrita, estaria bancando, com imposto do cidadão, o monopólio estatal russo sobre o enriquecimento — um arranjo que só sobrevive porque o Kremlin usa a receita para subsidiar sua máquina bélica e suas empresas estratégicas. A sanção, ao contrário, obriga o redesenho de cadeias que já eram artificialmente baratas por ignorarem custos de segurança nacional. O contribuinte não está pagando o pato; está pagando uma conta que o delírio do preço spot havia escondido debaixo do tapete por décadas.

Eduardo Teixeira

20/05/2026

Mais uma sanção que só atrapalha o mercado e encarece o custo da energia para todo mundo. O governo britânico decide de cima quem pode ou não vender, mas esquece que intervenção estatal nunca trouxe eficiência — só mais impostos embutidos na conta de luz do cidadão. Deixa o mercado funcionar que o preço se ajusta sozinho.

    Cláudio Ribeiro

    20/05/2026

    Engraçado como o “mercado” que o senhor defende é o mesmo que, segundo Marx, fetichiza as relações sociais, ocultando que o urânio não é uma mercadoria qualquer, mas um vetor geopolítico de poder. Foucault nos ensina que a arte de governar não é “intervenção ineficiente”, e sim a gestão calculada da população e dos recursos – a sanção é um instrumento de soberania, não um capricho fiscal.


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