A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) respondeu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou durante evento no Rio que uma eventual indicação do parlamento para o executivo resultaria em um nome ‘ligado à milícia’. A nota oficial da Alerj, divulgada no sábado (23), pede respeito e afirma que ‘é inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense’.
O presidente Lula fez a declaração na inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, pedindo ao governador Cláudio Castro que ‘aproveite esses 10 meses’ para consertar o estado. A Alerj, em sua resposta, atribuiu parte da responsabilidade pelos desafios de segurança à ausência de políticas nacionais eficazes contra o tráfico de armas e a expansão das facções criminosas.
O texto divulgado pela assembleia ressalta que o momento ‘exige união institucional, equilíbrio e responsabilidade’, rechaçando declarações que estimulem divisão política. Conforme apurado pelo Metrópoles, a nota também cobra do governo federal ações mais contundentes no combate ao crime organizado.
A fala de Lula ocorreu em um contexto de acirramento das tensões entre o governo federal e o parlamento fluminense, marcado por sucessivas denúncias de infiltração do crime na política local. O presidente buscou, com seu discurso, pressionar o governador Cláudio Castro a adotar medidas firmes contra a influência das milícias.
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João Carlos da Silva
24/05/2026
A gritaria entre Alerj e Planalto é cortina de fumaça — o que Foucault descreveria como a microfísica do poder: a milícia já não é parasita, é a própria face do Estado onde este só aparece como ausência. Enquanto se ofendem em busca de “respeito”, perpetuam exatamente a educação bancária que Freire denunciava: povo tratado como espectador passivo da politicagem, sem letramento crítico para enxergar que a tragédia carioca é um projeto de classe muito bem assentado. Gramsci nos lembraria que essa hegemonia se constrói miudamente no cotidiano — no caso do Rio, com sangue nos becos e silêncio nos gabinetes.
Luan Silva
24/05/2026
Faz o L agora, Alerj, pra ver se o careca gosta. Rio é Brasil acima de tudo, não colônia de nove dedos.
Jeferson da Silva
24/05/2026
“Brasil acima de tudo” você fala da boca pra fora, porque no chão de fábrica o que tem é peão ganhando uma miséria enquanto meia dúzia de tubarão enche o rabo de dinheiro com discurso patriótico vazio que nunca encheu barriga de trabalhador.
Lucas Moreira
24/05/2026
O eterno cabo de guerra entre Executivo e Legislativo só expõe o custo-Brasil da politicagem: um estado gigante, refém de disputas paroquiais, que sufoca o ambiente de negócios com insegurança jurídica. Enquanto gastam energia trocando acusações, o Rio segue com o pior índice de mortes violentas do país e um PIB per capita estagnado há uma década. Menos estado e mais concorrência na oferta de serviços essenciais seriam o verdadeiro choque de respeito que a população merece.
Capitão Tavares 🇧🇷
24/05/2026
A Alerj tá mais que certa em cobrar respeito desse descondenado, mas respeito de verdade só se impõe na marra. Esse país já virou terra sem lei, com miliciano e bandido mandando e o Executivo fazendo média. Se as instituições não aguentam o tranco, só as Forças Armadas pra intervir e passar o trator nessa sujeira toda.