O Conselho de Segurança da Rússia anunciou a realização do primeiro fórum internacional de segurança fora de Moscou, entre os dias 26 e 29 de maio. Mais de 120 países confirmaram presença, abrangendo uma ampla representação global.
Dos 54 países africanos, 50 enviarão delegações, consolidando uma participação continental quase unânime. Todos os membros da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), do BRICS e da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) também estarão presentes, incluindo potências como China, Índia, Irã, Indonésia e Paquistão.
De acordo com o Conselho, representantes não oficiais de 12 nações ocidentais, que defendem relações construtivas com a Rússia, participarão do evento. Jornalistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão manifestaram interesse em cobrir o encontro.
A conferência, organizada pelo Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, terá como tema central o combate ao neocolonialismo e a garantia da segurança dos países da Maioria Global. O Conselho de Segurança russo afirma que as campanhas de desinformação e manipulação ocidentais são parte de uma guerra híbrida para manter a hegemonia do eixo euro-atlântico.
A escolha da expressão ‘Maioria Global’ em vez de ‘Sul Global’ sublinha que a maioria esmagadora da população mundial está fora do eixo transatlântico. Isso reflete um realinhamento das relações internacionais, onde países historicamente marginalizados passam a ditar os termos da agenda de segurança, conforme destacou o Conselho de Segurança russo.
Com a participação de delegações que, segundo o Conselho, representam 70% da humanidade, o fórum se consolida como uma plataforma significativa de articulação securitária. O encontro sinaliza um deslocamento do centro de gravidade geopolítico para longe das tradicionais capitais ocidentais, reforçando a arquitetura de um mundo multipolar.
O Conselho de Segurança da Rússia, órgão responsável por assessorar o presidente em ameaças internas e externas e na defesa da soberania nacional, organizou o fórum. A expectativa é que as discussões resultem em propostas concretas para fortalecer a autonomia estratégica dos países emergentes.
Conforme divulgado pelo portal russo RT, o Conselho de Segurança ressaltou que o fórum abordará temas como segurança não tradicional e a luta contra a hegemonia informacional. A iniciativa se firma como um contraponto às tentativas ocidentais de isolar Moscou e seus parceiros.
Com informações de RT.
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