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Lula cobra governador do Rio para prender milicianos

10 Comentários🗣️🔥 O presidente Lula discursa em evento, rodeado por outras autoridades e um ônibus ao fundo. (Foto: agenciabrasil.ebc.com.br) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo enfático ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para que priorize a prisão de milicianos e criminosos que, segundo ele, comandam o estado há […]

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O presidente Lula discursa em evento, rodeado por outras autoridades e um ônibus ao fundo. (Foto: agenciabrasil.ebc.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo enfático ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para que priorize a prisão de milicianos e criminosos que, segundo ele, comandam o estado há anos. A declaração foi dada no sábado (23) durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A nova unidade da Fiocruz, financiada com recursos federais, é estratégica para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento de tecnologias contra epidemias. O discurso de Lula, contudo, foi dominado pela cobrança de ações efetivas contra a criminalidade que assola o estado.

O presidente foi incisivo: ‘Ninguém está esperando que você faça um viaduto, uma ponte ou uma praia artificial’. Em seguida, determinou: ‘Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada’.

Lula expressou indignação com a situação do Rio de Janeiro, que classificou como ‘o estado mais conhecido no mundo’. ‘Não é possível a gente ouvir nos jornais que o crime organizado tomou conta do território, que as facções tomaram conta do território’, desabafou.

O presidente garantiu que Couto terá total respaldo federal e que o governo está preparado para oferecer suporte, inclusive com recursos e inteligência. Ele reiterou que aguarda a aprovação da PEC 18/25 pelo Senado para criar o Ministério da Segurança Pública e permitir uma política nacional mais integrada.

Lula lembrou que ‘pra gente poder enfrentar, de fato, tem que definir qual é o papel da União’ e que a Constituição de 1988 limita a atuação federal na segurança. ‘Muitas vezes, o governador fica refém da polícia e não se liberta mais’, acrescentou.

A PEC da Segurança Pública, aprovada pela Câmara em maio de 2025, aguarda votação no Senado e é considerada prioritária pelo governo. Especialistas apontam que a medida é fundamental para coordenar o combate às organizações criminosas que atuam em múltiplos estados.

O Rio de Janeiro convive com uma profunda crise de segurança pública, com milícias e facções controlando territórios e serviços em diversas regiões. A fala de Lula reflete a urgência em encontrar soluções concretas para a violência que afeta a população.

Em abril, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que Couto permaneça no cargo até que a Corte decida sobre a realização de eleições para um mandato-tampão no Executivo fluminense. A decisão mantém o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) à frente do estado em meio a um vácuo político provocado pela ausência de um governador eleito.

‘Aproveite esses seis meses que você tem, ou dez meses. Faça o que muita gente não fez em dez anos nesse estado’, insistiu Lula. O presidente concluiu que ‘não é possível esse estado poderoso e bonito ser governado por miliciano’ e que ‘o povo do Rio não merece isso’.

Leia mais sobre o assunto na agenciabrasil.ebc.com.br.


Leia também: Alerj exige respeito de Lula após declaração sobre indicação de miliciano no Rio


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Clotilde Pátria

25/05/2026

Amém, Silvia, mas esse povo tudo é farinha do mesmo saco! O Lula agora quer fazer média porque sabe que o Rio tá um caos, mas cadê a ação dele quando os milicianos tavam soltos soltando fogos? Enquanto isso o povo honesto sofre e eles brincando de politicagem. Amanhã vão querer implantar o comunismo de vez e prender quem reza!

    Laura Silva

    25/05/2026

    Clotilde, sua indignação é genuína e compartilho da impaciência com a lentidão das respostas institucionais. Mas preciso discordar frontalmente do “farinha do mesmo saco”. Essa generalização apressada apaga diferenças estruturais decisivas e, pior, acaba servindo de álibi para quem nunca enfrentou o problema de verdade. O governo anterior transformou o Rio num laboratório de militarização sem controle social: as milícias cresceram aliadas a setores das forças de segurança e do legislativo fluminense, enquanto o Executivo federal olhava para o lado ou, quando agia, era com operações midiáticas que só aumentavam o poder de fogo dos grupos paramilitares. Dizer que Lula “agora quer fazer média” desconsidera que ele herdou um aparelho de Estado capturado por interesses que vão da lavagem de dinheiro imobiliário ao controle de serviços básicos nas comunidades. Ação estrutural contra milícia não se faz com decreto de Garantia da Lei e da Ordem – isso já foi testado e fracassou, como o Pedro lembrou -, mas com desmonte das conexões políticas e econômicas que as sustentam. E isso leva tempo porque mexe com poder local enraizado há décadas.

    Seu “cadê a ação quando os milicianos estavam soltos soltando fogos” tem um problema de memória seletiva: os fogos aconteceram em outubro de 2023, quando o governo federal já havia determinado a criação de uma força-tarefa integrada com Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal para investigar o esquema. A demora na resposta visível é real e deve ser cobrada, mas não é inação – é a diferença entre espetáculo punitivo e investigação que não queima arquivo. Intervenção federal com tanque não resolve crime organizado que opera dentro do Estado; resolve o que a sociologia chama de criminalização da pobreza. Quer ver? As milícias não brotaram do chão: nasceram da associação entre agentes públicos, grileiros e políticos locais durante o auge do neoliberalismo dos anos 1990, quando o Estado se retirou das periferias e deixou o “serviço” de segurança para grupos armados. O “comunismo” que você teme – esse espantalho raso – nunca prendeu ninguém por rezar. Quem prende e mata nas favelas do Rio, historicamente, foram os mesmos que agora chamam de “comunista” qualquer tentativa de regular o poder paralelo.

    Por fim, Clotilde, seu “amanhã vão querer implantar o comunismo” revela mais sobre o pânico moral que o discurso dominante semeia do que sobre qualquer programa real do governo. O PT está longe de ser revolucionário – isso é evidente para qualquer marxista que não seja sectário. Lula negocia com centrão, mantém arcabouço fiscal e não mexe na espinha dorsal do capitalismo. Seu governo é reformista, não comunista. A verdadeira pergunta que deveria nos unir é: por que, no Brasil, o combate à milícia é tratado como “politicagem” enquanto a violência do mercado imobiliário ilegal, dos loteamentos clandestinos e da grilagem de terras segue intocada? Enquanto a esquerda e a direita permanecerem nesse ringue de acusações mútuas, quem lucra são os mesmos de sempre: os milicianos que se elegem, os ruralistas que blindam o crime ambiental e os banqueiros que lavam dinheiro. A indignação é legítima, mas canalizada contra o alvo errado vira combustível para a imobilidade.

Capitão Tavares 🇧🇷

25/05/2026

Parece que o Francisco de Assis e a turma do “Faz o L” continuam achando que papinho resolve miliciano. Enquanto isso o Rio queima e o exército fica de braços cruzados. Se fosse um presidente de verdade já tinha decretado Garantia da Lei e da Ordem, mas esse bando de corrupto só sabe fazer discurso pra plateia. O Brasil precisa de uma LIMPA, e não vai ser esse governo que vai fazer.

    Pedro Almeida

    25/05/2026

    Capitão, se formos seguir sua lógica, a intervenção federal de 2018, com GLO e militares nas ruas, foi um fracasso que deixou o Rio mais violento do que antes. Como diria Foucault, poder disciplinar não resolve problema estrutural. A questão não é falta de “mão forte” — é que milícia é braço armado do Estado, e prender miliciano exige inteligência, não fuzil.

    Letícia Fernandes

    25/05/2026

    Caro Capitão, sua fala revela exatamente o que a psicanálise chama de fantasia do pai protetor onipotente — a crença de que um presidente “de verdade”, decretando Garantia da Lei e da Ordem, resolveria com tanques e fuzis o que é, na realidade, uma expressão orgânica do capitalismo periférico brasileiro. As milícias não são um desvio do Estado, são sua continuação por outros meios: formaram-se nos interstícios da ausência estatal crônica, alimentadas pelo mesmo financiamento imobiliário ilegal, pelas mesmas conexões políticas que o senhor defende quando clama por “limpa”. A GLO de 2018, com direito a general no comando da segurança pública, não reduziu a letalidade nem desmantelou uma única milícia relevante — apenas transferiu a violência para territórios ainda mais vulneráveis, como a Baixada Fluminense. O fetiche da mão forte é, no fundo, o desejo de que o capital continue operando sem mediações, desde que as vítimas estejam fora do seu campo de visão.

    Sua indignação seletiva é sintomática de uma cultura política que confunde punição com solução. O senhor clama contra a milícia enquanto naturaliza o extermínio de jovens negros nas favelas — que também é milícia, só que com farda e orçamento público. A fala do “papinho” versus “ação” ignora que a ação proposta por Lula — cobrar o governador dentro dos limites constitucionais de um regime presidencialista — é precisamente o que distingue um Estado de Direito de uma autocracia. Se o senhor quer um presidente que ignore o pacto federativo e atropele a própria legalidade para “resolver” o Rio, está pedindo aquilo que a direita brasileira sempre fez: usar o poder central para garantir a ordem burguesa, com ou sem milicianos. A diferença é que, no governo passado, os milicianos eram recebidos no Palácio do Planalto para selfies; hoje, pelo menos, são alvo de investigação.

    Por fim, essa demanda por “limpa” ecoa a velha higienização social — a ideia de que existe uma parte descartável da população que precisa ser varrida para que o país funcione. Miliciano é criminoso, sim, mas também é filho legítimo de um sistema que produz desigualdade, especulação imobiliária, ausência de saneamento básico e um Judiciário que prende o traficante da esquina e absolve o empresário que financia campanhas. Enquanto a esquerda não enfrentar o fato de que combater milícia exige reforma urbana, taxação de grandes fortunas e fim do autofinanciamento político, ficaremos todos presos nesse falso dilema entre “mão forte” e “papinho”. O governo Lula é contraditório, sim, porque governa dentro da superestrutura burguesa que financia as campanhas da direita. Mas a cobrança que ele faz ao governador do Rio é mais honesta do que a fantasia de que um decreto presidencial resolveria algo sem tocar nas estruturas que geram a milícia.

Silvia Ramos

25/05/2026

Esse Luan aí é daqueles que fecha os olhos pra bandidagem pra atacar o governo, né? Lembro que em provérbios diz que o justo se importa com a causa dos pobres, mas miliciano não é pobre, é criminoso armado que destrói famílias. Que Deus tenha misericórdia do Rio, porque enquanto trocam farpa política, o povo sofre.

    Francisco de Assis

    25/05/2026

    Exatamente, Silvia! Enquanto isso o Lula tá botando a mão na massa pra prender miliciano, coisa que o governo passado nunca fez porque tava tudo abraçado com essa gentinha. O Brasil soberano não para!

Luan Silva

25/05/2026

Faz o L nunca mais, Lula! Vai cobrar miliciano mas esquece os corruptos do teu partido.

    Luisa Teens

    25/05/2026

    Ah, cala a boca, Luan, enquanto tem miliciano matando gente na sua comunidade você vem falar de corrupção? #GretaTemRazão #ForaBolsonaro

    Marina Silva

    25/05/2026

    Vai estudar um pouco de Paulo Freire antes de repetir papinho de whatsapp, Luan — enquanto isso o teu mito tava abraçado com miliciano e desviando dinheiro da vacina.


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