Os preços do petróleo desabaram mais de 5% com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, conforme apurou o O Globo. A perspectiva de um acordo que pode destravar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa um quinto do comércio global de petróleo, provocou a maior oscilação negativa em semanas.
O barril do tipo Brent, referência mundial, recuou 5,23%, sendo negociado a US$ 98,13. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, caiu 5,29%, ficando próximo de US$ 91,49. Ambos os contratos atingiram o menor patamar desde o início de maio.
O movimento reflete a esperança de que uma trégua de 60 dias no conflito entre Estados Unidos e Irã possa ser selada. O embate, iniciado em 28 de fevereiro, manteve os mercados sob tensão permanente por quase três meses. A reabertura do Estreito de Ormuz traria alívio imediato para os importadores asiáticos, principais consumidores do petróleo que cruza o Golfo Pérsico.
Donald Trump, no entanto, usou suas redes sociais para conter o otimismo. Afirmou que o bloqueio ao estreito permanece “em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”. A declaração expôs a fragilidade das negociações e manteve o mercado em compasso de espera.
A queda nos preços reverte parcialmente o choque geopolítico que, nas últimas semanas, pressionou as cotações para cima e inflou as receitas de países exportadores. Para o Brasil, o recuo pode aliviar a pressão sobre a política de paridade de preços da Petrobras, embora a volatilidade do cenário internacional ainda impeça qualquer previsão de estabilidade no curto prazo.
Enquanto os diplomatas trabalham nos bastidores, os mercados seguem reféns de cada sinal emitido por Washington e Teerã. A reabertura de Ormuz pode destravar oferta, mas a desconfiança mútua entre as partes indica que o caminho até um acordo definitivo ainda é longo e cheio de sobressaltos.
Com informações de OILPRICE.
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