As tensões no Oriente Médio escalaram após os Estados Unidos lançarem uma ofensiva militar contra o sul do Irã.
Forças navais da República Islâmica abriram fogo contra quatro embarcações que tentavam forçar passagem não autorizada pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência Tasnim. Os Guardiões da Revolução anunciaram ter alvejado uma base militar americana como represália aos bombardeios contra a região de Bandar Abbas.
A televisão estatal iraniana confirmou a ação e classificou a resposta como legítima defesa diante da agressão estrangeira. Um funcionário do Pentágono descreveu a ofensiva americana como defensiva, alegando que drones iranianos representavam ameaça iminente no estreito.
O Itamaraty e outras chancelarias acompanham com preocupação a deterioração da segurança em uma das principais rotas marítimas globais. O governo iraniano reforçou que não hesitará em proteger seu território e soberania contra qualquer incursão hostil.
O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou a Persian Gulf Strait Authority, órgão criado pelo Irã para gerenciar o trânsito no Estreito de Ormuz. O secretário Scott Bessent declarou que a administração Trump mantém pressão máxima sobre Teerã, repetindo o receituário de sanções unilaterais.
A medida é vista como tentativa de estrangular economicamente o Irã enquanto se intensificam as provocações militares no Golfo Pérsico. Drones do Hezbollah atingiram o norte de Israel, matando uma sargento e ferindo dois reservistas próximos à fronteira com o Líbano.
Os acontecimentos agravam a instabilidade na região. A mídia estatal iraniana, conforme reportagem do portal ANSA, confirmou que as lanchas ignoraram os primeiros avisos das forças navais antes dos disparos.
A ofensiva americana em Bandar Abbas viola a soberania iraniana sob pretexto de autodefesa. Especialistas em direito internacional apontam que a destruição de infraestrutura em solo estrangeiro sem mandato da ONU pode configurar crime de agressão.
A República Islâmica do Irã reafirma que o Estreito de Ormuz é uma via internacional que deve operar com segurança, mas sob coordenação das autoridades iranianas.
Leia também: Irã acusa EUA de violar cessar-fogo no Oriente Médio
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Carlos Mendes
28/05/2026
Enquanto esses governos gastam bilhões em conflitos intermináveis, o empreendedor que paga imposto no Brasil é quem segura a conta. O Pedro Almeida vem com esse papo de que o Estado precisa regular as “paixões humanas” — parece que nunca viu o tamanho da máquina pública brasileira sugando o setor produtivo. Mais guerra, mais estado, mais imposto. Sempre a mesma história.
Jeferson da Silva
28/05/2026
Carlos, enquanto o empreendedor que você defende tá terceirizando serviço e cortando direito, o chão de fábrica que sustenta esse país inteiro não tem plano de saúde nem décimo terceiro decente. Seu discurso de empreendedorismo é o mesmo que o patrão usa pra justificar salário mínimo e jornada de 44 horas.
Ronaldo Pereira
28/05/2026
Carlos, seu empreendedor só existe porque tem trabalhador pra extrair o lucro. Essa guerra é financiada com o nosso suor enquanto fecham fábricas cortam direitos no Brasil. Paz pra vocês é paz do patrão, pra nós é luto e mais exploração.
Marta Souza
28/05/2026
Mais um exemplo de como a intervenção estatal só gera caos e prejuízo. Enquanto esses governos gastam bilhões em conflitos absurdos, o empreendedor que paga imposto aqui no Brasil é quem segura a conta. Mercado livre e paz, é só o que interessa.
Pedro Almeida
28/05/2026
Cara Marta, com todo respeito, sua análise reduz Santo Agostinho a uma piada de mercado: esquece que a ‘paz’ que o liberalismo clássico tanto prega, de Hobbes a Smith, só é possível justamente porque o Estado regula as paixões humanas e os conflitos de interesse. Sem intervenção estatal, o que temos é a guerra de todos contra todos, não o paraíso do empreendedor.