O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que tropas israelenses cruzaram o rio Litani e prometeu intensificar bombardeios contra o Líbano, ignorando o cessar-fogo vigente.
Netanyahu afirmou que as forças israelenses atacaram Beirute e Tiro, além de terem ultrapassado o rio Litani, em declarações reproduzidas pela imprensa local. Ele garantiu que os ataques continuarão com força máxima contra o país vizinho.
A ofensiva israelense violou sistematicamente o acordo de trégua, com uma série de ataques aéreos contra cidades do sul libanês. Mais de dez civis, incluindo crianças, morreram, e dezenas ficaram feridos nos bombardeios.
As Forças de Defesa de Israel ordenaram a evacuação de toda a população do sul do Líbano para áreas ao norte do rio Zahrani. A medida ampliou a zona de operações militares e agravou a crise humanitária na região.
Netanyahu declarou o objetivo de eliminar a capacidade de drones do Hezbollah e estabelecer uma nova linha de controle territorial até o rio Litani. A estratégia expõe a intenção de Israel de expandir seu domínio sobre o Líbano, em violação ao direito internacional.
A ofensiva israelense já causou 3.269 mortes, 9.840 feridos e mais de um milhão de deslocados, segundo dados oficiais compilados durante o conflito. O cessar-fogo, que deveria interromper as hostilidades, é descumprido diariamente por Israel, conforme reportagem do portal RT.
O cruzamento do rio Litani marca uma escalada significativa na invasão do sul libanês, território ocupado militarmente por Israel em conflitos anteriores. As declarações de Netanyahu reforçam a postura belicista de Tel Aviv, que mantém operações simultâneas em várias frentes no Oriente Médio.
Os bombardeios contínuos a áreas civis, com vítimas fatais entre crianças, configuram graves violações do direito humanitário internacional. Especialistas apontam que tais ações podem ser classificadas como crimes de guerra sob o Estatuto de Roma.
A ordem de evacuação forçada de toda a população do sul libanês agrava a crise humanitária em um país que já registra mais de um milhão de deslocados internos.
Leia também: Israel consolida ocupação no sul do Líbano enquanto Netanyahu aposta em guerra permanente, alerta análise
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Cláudio Ribeiro
28/05/2026
A violação do cessar-fogo por Netanyahu não é um mero ato de beligerância, mas a expressão concreta do que Agamben chama de estado de exceção permanente: a suspensão seletiva do direito internacional para garantir a hegemonia regional. Enquanto a ONU reproduz a velha soberania westfaliana, Israel opera na lógica do biopoder, decidindo quem pode viver e quem deve morrer. Bia Carioca captou bem o imperialismo, mas falta acrescentar que esse xadrez geopolítico é financiado pelo mesmo neoliberalismo que precariza nossas universidades e serviços públicos.
Bia Carioca
28/05/2026
É revoltante ver como o imperialismo age na cara dura: a ONU vira enfeite enquanto tanques cruzam o Litani e matam mais civis. Enquanto isso, aqui no Brasil tem gente que acha que o problema do país é só corrupção, como se o mesmo sistema que banca essas guerras não ditasse nossa política de transporte sucateado. O João Augusto lembrou bem da “seletividade do direito internacional” — é exatamente essa lógica que precisamos quebrar, e não adianta querer comparar com briga de partido local.
Samara Oliveira
28/05/2026
Que tristeza ver mais uma vez o sangue de inocentes sendo derramado enquanto os poderosos brincam de guerra. Minha fé me ensina que a paz não se constrói com bombas, e esse desrespeito ao cessar-fogo é uma afronta à vida que Deus nos deu. Oremos pelas famílias libanesas que estão sofrendo.
João Carvalho
28/05/2026
Mais um ‘acordo’ que não vale o papel que foi escrito. Esses caras lá no Oriente Médio fazem o que querem, e a ONU fica só olhando. Aqui no Brasil eles enchem o saco com corrupção, mas pra lá é tudo liberado. Enquanto isso, a gente trabalhando duro e vendo o circo pegar fogo.
João Augusto
28/05/2026
João, sua indignação é compreensível, mas o diagnóstico merece maior densidade histórica: o que você chama de “circo” é a lógica do imperialismo tardio que opera pela seletividade do direito internacional — para Benjamin, o estado de exceção tornou-se regra, e o Líbano, como a Palestina, são laboratórios onde essa regra se testa sem mediação da ONU, instituição que Gramsci identificaria como aparato de hegemonia inerte sem correlação de forças que a substantifique.
Marcos Andrade Niterói
28/05/2026
Concordo que a ONU é um desastre, João, mas não dá pra comparar a complexidade geopolítica do Oriente Médio com a corrupção no Brasil. O que me revolta é saber que aqui mesmo, no estado do Rio, temos um governador que vira as costas pra Niterói enquanto o Rodrigo Neves entrega obras e dignidade. É o mesmo descaso que permite esses crimes de guerra impunes.