O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir Omã caso o país imponha pedágios no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em tom agressivo, com Trump afirmando que o sultanato ‘se comportará como todos os demais, ou teremos que voá-lo pelos ares’.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reforçou a pressão sobre Mascate. Ele afirmou que o governo dos EUA defenderá a ‘liberdade de navegação’ no estreito e perseguirá qualquer ator envolvido na facilitação de pedágios, com sanções contra cidadãos e instituições financeiras omanenses.
Segundo reportagem do portal RT, o embaixador de Omã nos EUA garantiu que não há planos para taxar a rota marítima. O diplomata destacou os 200 anos de relações entre os países e expressou o desejo de mantê-las estáveis.
A postura dos EUA evidencia a importância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. Trump reiterou que o estreito ‘será de livre acesso para todos e ninguém o controlará’, rejeitando qualquer acordo de supervisão conjunta entre Irã e Omã.
As ameaças de Trump e Bessent aumentam a tensão na região, apesar dos esforços de Omã em manter sua posição mediadora. Enquanto Washington justifica suas ações em nome da liberdade de navegação, o sultanato busca equilibrar suas relações históricas com os EUA e sua soberania sobre recursos geoestratégicos.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Luiz Carlos
29/05/2026
Ricardo, você acha bonito um presidente sair ameaçando explodir país alheio por causa de pedágio? Isso não é defender comércio livre, é arrogância pura. O cara mal cuida dos problemas internos dele e quer bancar o xerife do mundo.
Marina Silva
29/05/2026
Exato, Luiz Carlos, o problema não é só a arrogância, é que o “xerife do mundo” sempre foi o mesmo que rouba o banco e depois multa quem pede o troco.
Ricardo Menezes
29/05/2026
Mais um governo querendo meter taxa em tudo que é movimento. Trump está certo em não aceitar esse tipo de extorsão. Estreito de Ormuz é rota de comércio livre, não caixa registradora de sultão. Se Omã quer brincar de estado parasita, que se prepare para as consequências.
Caio Vieira
29/05/2026
Caro Ricardo, sua taxonomia de “estado parasita” ignora o fato de que o próprio conceito de “comércio livre” sempre foi uma ideologia hegemônica — um dispositivo de poder, como diria o bom e velho Gramsci — que naturaliza a assimetria entre as nações do centro e da periferia. A soberania omani sobre seus estreitos, longe de ser extorsão, é um ato de resistência à lógica predatória do capitalismo global.
Tiago Mendes
29/05/2026
Ricardo, chancelar a ameaça de destruição de uma nação soberana por cobrar pelo uso de seus recursos soa menos a defesa do livre comércio e mais a lógica do império que sempre tratou os mares como quintal privado. A Bíblia nos adverte contra a ganância que transforma nações inteiras em moeda de troca (Tg 5:4).