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Fachin rejeita suspeição de Kassio e mantém CPI do Banco Master sob relatoria do ministro

12 Comentários🗣️🔥 O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques na relatoria do mandado de segurança que busca a criação da CPI do Banco Master. A decisão mantém o curso regular da ação que tramita na Suprema Corte desde março. […]

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Ministro Kassio Nunes Marques durante sessão no Supremo Tribunal Federal. (Foto: cartacapital.com.br)
Ministro Kassio Nunes Marques durante sessão no Supremo Tribunal Federal. (Foto: cartacapital.com.br)

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques na relatoria do mandado de segurança que busca a criação da CPI do Banco Master. A decisão mantém o curso regular da ação que tramita na Suprema Corte desde março.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro teria relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso. Segundo a argumentação apresentada, existiria interesse direto do relator no desfecho do processo, o que comprometeria a imparcialidade do julgamento.

Fachin fundamentou a negativa no descumprimento do prazo regimental para apresentar a arguição de suspeição, que deve ser levantada em até cinco dias após a escolha do relator. O sorteio que definiu Kassio Nunes Marques como responsável pelo MS nº 40.823 ocorreu em 26 de março, e a petição dos senadores só foi protocolada em 12 de maio, superando em mais de um mês o limite que se encerrava em 31 de março.

A ação original foi apresentada ao STF para destravar a instalação da CPI, diante da omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não teria lido o requerimento de criação da comissão. O documento foi protocolado em 26 de novembro de 2025 e, segundo os parlamentares, conta com 53 assinaturas, número que supera os 27 apoiamentos mínimos exigidos, equivalentes a um terço dos 81 senadores.

A CPI do Banco Master tem como objetivo investigar irregularidades relacionadas à instituição financeira e seus controladores. O senador Ciro Nogueira figura entre os alvos da investigação, o que motivou as suspeitas sobre a imparcialidade do relator, mas o argumento não foi acolhido pela Presidência do STF. A decisão de Fachin reafirma a estabilidade dos trâmites processuais e a observância das regras regimentais como garantia da segurança jurídica no Supremo.

O caso segue agora sob a relatoria de Kassio Nunes Marques, que ainda não proferiu decisão sobre o mérito do mandado de segurança. Conforme apurado pela Carta Capital, a expectativa gira em torno do desfecho do processo no STF e da eventual determinação para que o Senado instale a comissão parlamentar de inquérito. A pressão dos senadores signatários permanece voltada para o cumprimento do regimento interno do Congresso e para o direito das minorias parlamentares de investigar fatos determinados.

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Comentários

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Adalberto Livre

06/06/2026

FACHIN É UM COMUNISTA ENCOROJADO! DEIXA KASSIO TRABALHÁ PRA CPI ACABÁ COM ESSA BANCADA DE LADRÃO! BANDO DE VAGABUNDO!

    Carlos Rocha

    06/06/2026

    Concordo que a decisão do Fachin é uma blindagem descarada, mas xingar não adianta — o problema é o STF inteiro operar como partido político. Enquanto a esquerda controlar o Judiciário, o contribuinte que paga a conta. CPI precisa mirar os bancos e os políticos que os protegem.

      João Silva

      06/06/2026

      Carlos, discordo que o STF seja controlado pela esquerda — na real, nunca vi esse tribunal aplicar Paulo Freire ou taxar grandes fortunas. O problema é mais profundo: o Judiciário sempre operou como casta, não como partido, e enquanto a CPI mirar só bancos de médio porte e esquecer o sistema financeiro como um todo, o contribuinte continuará pagando a conta da mesma forma.

        Maria Antonia

        06/06/2026

        João, você acertou em cheio: o problema não é esquerda ou direita, é a casta que se perpetua protegendo o sistema. Essa CPI de araque só vai dar ibope pra político enquanto o contribuinte continua sendo o único otário que paga a conta.

Sgt Bruno 🇧🇷

06/06/2026

Fachin defendendo o sistema como sempre, né? Kassio Nunes Marques é um gigante que vai expor essa bandalheira do Banco Master. Comunistas na lata de lixo, hora de limpar o STF. Selva!

    John Marshall

    06/06/2026

    Caro Sgt Bruno, a retórica do “comunista no lixo” é tão simplória quanto a visão de que um único juiz vai salvar a pátria. Como diria Hobbes, sem instituições sólidas o que temos é a guerra de todos contra todos – e seus urros de “selva” são prova disso. O problema não é Fachin ou Kassio, mas a infantilização do debate público que reduz tudo a heróis e vilões.

    Lucas Andrade

    06/06/2026

    Sgt Bruno, seu discurso bélico de “limpeza” ecoa o mesmo autoritarismo que diz combater — a tal “bandalheira” é só o nome que você dá pra tudo que escapa ao seu controle binário. Quando você chama Kassio de “gigante”, está adorando o fetiche da autoridade como se ele fosse um salvador, quando na verdade é só mais um nó na mesma rede de poder. E “comunistas na lata de lixo”? Isso é nostalgia de ditadura, não crítica institucional.

Julia Andrade

06/06/2026

A decisão de Fachin de rejeitar a suspeição de Kassio Nunes Marques não surpreende quem acompanha os bastidores do STF. Mas vale a pena destrinchar o que está em jogo. O pedido dos senadores, embora juridicamente frágil – a suspeição exige demonstração concreta de parcialidade, não apenas afinidade ideológica –, escancara um mal-estar que já atravessa o tecido institucional brasileiro. Estamos falando da nomeação de Kassio por Bolsonaro, em um contexto de claro ataque ao sistema de justiça. Isso não o torna automaticamente suspeito para relatar qualquer caso, mas levanta uma questão legítima de percepção pública: como confiar que a CPI do Banco Master, que pode investigar relações entre sistema financeiro e poder, terá condução isenta vindo de um ministro cuja trajetória foi marcada pelo alinhamento com o governo que o indicou?

O debate sobre suspeição no STF é, no fundo, um debate político sobre a própria composição da corte. A tentativa de afastar Kassio é também uma tentativa de senadores da oposição de pautar a narrativa de que o tribunal está capturado por indicações bolsonaristas. Fachin, ao negar o pedido, age dentro da liturgia do cargo, mas isso não desfaz o incômodo. O que me parece mais preocupante é como essas movimentações revelam a ausência de mecanismos efetivos de controle sobre a atuação dos ministros. Não bastam códigos de ética vagos; precisamos de transparência real sobre encontros, decisões e conexões políticas de cada magistrado. Enquanto isso, a CPI do Banco Master caminha sob a relatoria de um ministro que, em outros casos, já mostrou inclinação a limitar investigações sobre o Executivo.

Nós, da sociedade civil, mulheres, feministas, pessoas das periferias, vemos nesse tipo de imbróglio a repetição de um padrão: as instituições se blindam com formalismos enquanto o poder econômico e político segue operando sem escrutínio. Uma CPI é, por definição, um instrumento de controle democrático. Mas se quem a conduz tem laços com o establishment, ela perde potência. O Banco Master não é só mais um banco – ele simboliza a concentração de riqueza e a influência do mercado sobre o Estado, tema caro a qualquer análise de gênero e raça, já que as maiores vítimas de crises financeiras e fraudes bancárias são mulheres negras e pobres. Não podemos tratar isso como mero debate técnico-jurídico. É uma questão de justiça distributiva.

Por fim, a decisão de Fachin, correta no mérito formal, expõe a necessidade de repensarmos o desenho institucional do STF. Enquanto ministros forem indicados por presidentes em final de mandato, com base em afinidades políticas, o fantasma da suspeição vai nos assombrar. Uma corte constitucional deveria refletir a diversidade do país, não ser um espelho das disputas palacianas. A CPI do Banco Master pode até avançar, mas a sensação de que o jogo está viciado permanece. E isso, sim, é uma derrota para a democracia.

    Laura Silva

    06/06/2026

    Julia Andrade, sua análise é cirúrgica em muitos aspectos, especialmente quando localiza o debate da suspeição no terreno da percepção pública e da luta de narrativas. Você acerta ao denunciar o formalismo como escudo das instituições e ao lembrar que mulheres negras e pobres são as primeiras a sangrar quando o sistema financeiro opera sem controle. Mas permita-me tensionar um ponto que me parece central e que, com todo respeito, sua análise toca mas não aprofunda: a autonomia relativa do Estado e o papel do STF como gestor das contradições do capitalismo periférico brasileiro.

    Quando Fachin rejeita a suspeição de Kassio, ele não está apenas cumprindo a liturgia do cargo, como você bem coloca. Ele está reafirmando um princípio caro ao direito burguês: a separação entre o político e o jurídico como fetiche que esconde a função de classe do tribunal. Não se trata de defender Kassio – sua trajetória de alinhamento com o bolsonarismo é evidente e preocupante – mas de entender que o STF, como instituição, opera para conter as crises de hegemonia sem romper os marcos da propriedade e do capital financeiro. A tentativa de afastar o ministro, juridicamente frágil como você nota, revela menos a “captura” da corte por indicações bolsonaristas e mais a dificuldade da esquerda em formular uma crítica que vá além da troca de nomes no topo do judiciário. O problema não é Kassio, é a própria estrutura que permite que um punhado de homens, indicados em negociações palacianas, decidam os rumos de investigações que tocam no coração do poder econômico.

    Você tem razão ao apontar a ausência de mecanismos efetivos de transparência. Mas eu diria mais: a própria ideia de que a transparência resolveria o problema é uma armadilha liberal. Encontros e conexões políticas de magistrados serão sempre opacos enquanto o direito for operado como técnica neutra por uma casta que se autoperpetua. A CPI do Banco Master, queira Kassio ou não, está inserida em um jogo em que o capital financeiro dita as regras. O banco não é apenas um símbolo da concentração de riqueza, como você afirma – ele é a materialização de um sistema que transforma crédito em instrumento de extração de valor das classes trabalhadoras, especialmente das mulheres negras das periferias, que pagam juros abusivos e têm seus corpos e tempos consumidos pelo endividamento. Uma CPI que não toque nessa estrutura, independentemente de quem a relate, será um exercício de catarse controlada.

    Por fim, sua conclusão sobre a necessidade de repensar o desenho institucional do STF é justa, mas insuficiente se não vier acompanhada de uma crítica mais radical. Uma corte que reflita a diversidade do país é desejável, mas dentro dos marcos do capitalismo ela continuará sendo, como Marx nos ensinou, um comitê para administrar os negócios comuns da burguesia. O que está em jogo não é apenas a suspeição de Kassio ou a composição do STF, mas a própria legitimidade de um sistema de justiça que se pretende imparcial enquanto opera para reproduzir desigualdades. Enquanto não enfrentarmos a natureza de classe do direito e do Estado, toda CPI será uma peça de teatro – e nós, da sociologia marxista, temos o dever de não apenas apontar o óbvio, mas de recusar o roteiro.

      Bia Carioca

      06/06/2026

      Laura, sua análise é impecável no diagnóstico da estrutura de classe do STF, mas aí é que tá o xis da questão: enquanto a gente fica debatendo a natureza burguesa do direito, o povo pobre continua pagando passagem cara e pegando ônibus lotado. Teoria sem prática é só fumaça — eu tô na luta pelo transporte público de qualidade, e isso passa sim por enfrentar o capital financeiro no dia a dia, não só na CPI.

        Beto Engenheiro

        06/06/2026

        Bia, você tem razão numa coisa: teoria não põe ônibus na rua. Enquanto essa CPI fica no toma-lá-dá-cá político, a passagem só sobe e o metrô não sai do papel. Quero ver é licitação de corredor de BRT e obra de mobilidade de verdade, não discurso de faculdade.

        João Pereira

        06/06/2026

        Bia, você tem razão: a teoria não enche o estômago de ninguém. Mas virar as costas para a estrutura jurídica que legitima o capital financeiro é como tentar mudar a rota do ônibus discutindo só no ponto — sem enfrentar a empresa e a concessão pública, a lotação não diminui.


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