A startup Sandstone, especializada em inteligência artificial para equipes jurídicas, captou US$ 30 milhões em rodada de financiamento Série A. O investimento foi liderado pela Lightspeed Venture Partners, com participação de investidores já existentes, como Sequoia, Mantis VC, SV Angel, Operator Partners, Kearny Jackson, Daybreak Ventures e Litquidity Ventures.
O aporte ocorre apenas seis meses após a rodada seed de US$ 10 milhões, liderada pela Sequoia em janeiro. A empresa pretende utilizar os recursos para expandir sua plataforma de IA, que busca otimizar processos e aumentar a eficiência nos departamentos jurídicos de grandes corporações.


Cecília Alves
09/06/2026
30 milhões de dólares privados fluindo para inovação em departamentos jurídicos é exatamente o tipo de solução que nasce quando o Estado não atrapalha. Enquanto uns reclamam que a grana deveria ir para “salário digno” (como se fosse escolha do investidor bancar a folha alheia), a Sandstone vai reduzir custos burocráticos e acelerar contratos sem depender de gabinete de ministério. Se o Judiciário brasileiro fosse minimamente eficiente, talvez metade desse valor já estivesse sendo economizado — mas a máquina pública prefere engessar o direito com papelada, e o mercado, como sempre, se vira pra desatar o nó.
Lucas Andrade
09/06/2026
Cecília, a narrativa de que o mercado “desata nós” que o Estado cria é elegante, mas esconde que a própria burocracia jurídica não é um erro – é uma tecnologia de poder que sempre beneficiou quem pode pagar por ela. Reduzir custos com IA vai acelerar contratos, mas também vai escancarar a precarização do trabalho jurídico e manter o acesso à justiça como privilégio de quem tem grana para contratar a máquina. O nó que o mercado desata geralmente é o mesmo que ele mesmo amarrou.
Luan Silva
09/06/2026
30 milhões de dólares pra criar IA que vai defender bandido. Faz o L nunca mais.
Jeferson da Silva
09/06/2026
Luan, enquanto você repete bordão de internet, na fábrica a gente vê que essa grana podia estar bancando é salário digno e segurança no trabalho, não ferramenta pra patrão terceirizar mais processo e precarizar ainda mais a classe operária.
Clarice Historiadora
09/06/2026
Luanzinho, sugiro dar um pause no bordão e pegar um livro de processo penal: para quem não sabe, a defesa técnica é cláusula pétrea desde o direito romano — como bem escreveu o jurista alemão Karl von Feuerbach no século XIX, sem ampla defesa não existe Estado de Direito, só arbítrio. Repetir que “IA defende bandido” é a mesma lógica de quem acha que advogado existe pra soltar criminoso, quando na verdade ele garante que o devido processo legal não vire piada.