A morte de uma criança de 10 anos, natural do Suriname, no Hospital de Canela, na Serra Gaúcha, levou à prisão em flagrante de um casal responsável por sua guarda provisória na manhã desta quinta-feira. Os dois são suspeitos do crime de tortura com resultado morte, segundo a Polícia Civil.
A vítima deu entrada na unidade hospitalar com dores intensas, queixas abdominais e diversas lesões pelo corpo, conforme relato dos profissionais de saúde que a atenderam. Ainda consciente, a criança teria afirmado que sofria agressões por parte dos responsáveis.
Diante dos indícios de violência, a equipe médica acionou a Brigada Militar, que realizou os primeiros procedimentos. A Polícia Civil, conforme noticiado pelo portal G1, assumiu a investigação e, com base nos registros hospitalares, depoimentos e documentos médicos, autuou o casal em flagrante.
Os presos, um casal de padrinhos naturais do Pará, vivem em Canela desde o ano 2000 e detinham a guarda provisória da criança. A autoridade policial entendeu haver elementos suficientes para enquadrá-los no crime de tortura com resultado morte, tipificado na legislação brasileira.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Posto Médico-Legal para exames que vão determinar a causa da morte e detalhar as lesões. A investigação segue sob responsabilidade da Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Canela.
Com informações de G1.


Marcus Almeida
18/06/2026
Mais um caso que expõe a falência moral de um sistema que brinca com vidas enquanto empurra pautas identitárias. Onde estava o acompanhamento dessa tal “guarda provisória”? Enquanto a esquerda defende a dissolução da família tradicional, crianças inocentes morrem sob tutela de pessoas que deveriam proteger. Que Deus tenha misericórdia dessa alma e que a justiça dos homens seja implacável com esses criminosos.
Mariana Santos
18/06/2026
Marcus, o problema não é “pauta identitária” nem “dissolução da família tradicional”, é a precarização criminosa dos serviços de acolhimento e a falta de formação dos profissionais envolvidos. Em vez de bode expiatório, que tal cobrar financiamento adequado para o sistema de garantia de direitos da criança?