Entrevista de Lula à Revista Forum

A história da bomba

Por Miguel do Rosário

11 de julho de 2013 : 10h40

O Conversa Afiada publica hoje a primeira parte da história, ainda não oficial, de como a bomba da Globo foi parar no Cafezinho. Não tem nada a ver com “fonte” na Receita Federal, auditor fiscal, governo. Houve o roubo dos documentos, houve a cobrança de um valor excessivamente alto para entregá-los, e houve a tentativa do grupo comprador (seria a Vênus?) de usar a banda podre da PF para não pagar nada. Não deu certo. O motorista fugiu com a bomba no porta-mala do carro. O resto é história…

Uma fábula:
o crime da Baixada

Era uma vez um grupo de vendedores de processos na Receita e na Previdência.

Eles se denominam “advogados tributaristas”.

Era uma vez um outro grupo que queria comprar um processo na Receita.

O primeiro grupo será aqui denominado “Vendedor”.

O segundo, “Comprador”.

O grupo Vendedor pediu R$ 15 milhões pelo processo a ser sumido.

O grupo Comprador aceitou.

Marcaram um encontro numa casa na Baixada Fluminense, no Rio.

O grupo Vendedor, metido a esperto, deixou o processo na mala de um carro, com o motorista dentro, num ponto afastado.

O grupo Comprador, metido a esperto, entrou na casa com policiais da banda podre de uma unidade policial federal.

O grupo Comprador deu voz de prisão ao grupo Vendedor.

O objetivo dos espertos Compradores era meter a mão no processo sem gastar um tusta.

Foi um Deus nos acuda.

Tiro para todo lado.

Morreu um do grupo Vendedor.

Saiu todo mundo correndo.

E o processo ?

O processo estava no porta-mala do carro.

Quando motorista viu a confusão, pernas para que te quero.

Fugiu com o processo.

Cadê o motorista ?

Cadê o processo ?

É o que se verá em próximo capítulo.

Paulo Henrique Amorim, notável roteirista de cenas de suspense e aventura.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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José Antonio Meira da Rocha

11 de julho de 2013 às 15h45

Alguém pode investigar mortes por arma de fogo na data?

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