Ciro Gomes ao vivo na Band

Dilma e Marina travam 1º embate

Por Miguel do Rosário

27 de agosto de 2014 : 02h26

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Algumas observações sobre o debate dos presidenciàveis na Band, ocorrido nesta segunda-feira 26 de agosto de 2014.

Dilma encaçapou algumas bolas. Conseguiu até mesmo se sair bem na pergunta sobre regulamentação da mídia, falando contra o monopólio e mencionando a ideia de fazer uma regulação econômica. Ótimo.

Mas se confundiu em outras. Poderia ter destruído facilmente Aécio Neves, quando ele começou a repetir baboseiras da mídia sobre geração de emprego segundo o Caged. Poderia ter respondido: não gera mais tanto emprego porque todo mundo está empregado!

Ela foi bem na parte em que falou da Petrobrás, falando com paixão. Ao rebater acusações de Aécio sobre o fato de haver um diretor preso, a presidenta lembrou que a prisão fora realizada por uma instituição federal, a Polícia Federal, aparelhada e incentivada durante os governos Lula/Dilma. Antigamente, ninguém ia preso não porque não houvesse desvios, mas porque não havia investigação.

A presidenta melhora sensivelmente o seu desempenho quando fica contrariada. Quando está “fria”, engasga muito e tem dificuldade para concatenar frases.

Ela também mandou bem ao afirmar, em resposta à Marina, que o programa Mais Médicos não é paliativo. Tratar de pessoas doentes jamais é um paliativo. E um programa que atende quase 50 milhões de pessoas já pode ser chamado de “estrutural”.

Ao responder uma pergunta de Boris Casoy sobre o salário pago aos médicos cubanos, porém, Dilma enrolou-se, por causa de sua dificuldade crônica para sintetizar os assuntos.

Perguntada sobre a carga tributária, faltou-lhe dados. Poderia ter respondido que é preciso avaliar o conceito de arrecadação tributária per capita, que é muito baixa no Brasil. A afirmação do Pastor Everaldo, de que temos a quinta maior carga tributária do mundo, é uma falácia completa, além de ser uma mentira.

Ela podia ter mencionado também a alíquota máxima de imposto de renda, que é muito maior em países avançados, como EUA, Europa, Japão, China, etc.

Marina Silva mostrou-se, mais uma vez, uma mulher incrivelmente astuta, de pensamento ágil. Faz acenos para a direita, através da defesa veemente do tripé econômico, e para a esquerda, ao fazer elogios a Lula e a programas sociais de governos petistas.

Mas não conseguiu responder a contento se acredita ou não no criacionismo, e pareceu simplesmente cínica ao explicar a participação da herdeira do Itaú na coordenação de sua campanha.

Com seu papo de “unir o Brasil”, Marina revela que o eixo central de seu discurso é a “despolitização”. A dicotomia PT e PSDB, ao invés de ser um exemplo saudável de divergência democrática, é pintada como o mal em si.

Será interessante assistir aos embates entre Dilma e Marina num eventual segundo turno, apesar do perigo de termos uma “Collor” de saias na presidência.

Aécio Neves fala bem, com agilidade, mas seu discurso não tem consistência. Ele age como um boneco da mídia. Na minha opinião, já era.

Ao final do discurso, faz uma coisa patética: nomeia Armínio Fraga para ministro da Fazenda, como se Armínio fosse alguém bem visto pela maioria dos espectadores. Ora, Armínio foi presidente do Banco Central cuja primeira medida foi elevar os juros básicos para 45% ao ano, de longe os maiores do planeta.

Luciana Genro, do PSOL, é extremamente blasé, quase uma caricatura de uma radical. Fala como um robô, usando argumentos clichês.

O Pastor Everaldo é um cão reaça furioso. Deveria ser o candidato da Veja.

Estava gostando muito de Eduardo Jorge, mas ele parece ter surtado perto do final. Virou um fanfarrão.

Triste, no entanto, é ver os jornalistas da Band, que deveriam guardar suas opiniões para si – ao menos durante o debate, durante o qual os telespectadores querem saber as opiniões deles, e não dos jornalistas. As perguntas sobre a regulamentação da mídia e o decreto sobre participação social vieram impregnadas de preconceito e ódio ideológico.

Assistam vocês e dêem sua opinião.

Parte 1/5

Parte 2/5

Parte 3/5

Parte 4/5

Parte 5/5

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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55 comentários

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Seu Zé

28 de agosto de 2014 às 12h08

O jingle da campanha da Marina:

https://www.youtube.com/watch?v=d3iI-ktX2WI

Responder

Ze Maria de Carvalho

28 de agosto de 2014 às 12h31

Cala a boca cafezinho requentado kkkk

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Neria Minette

27 de agosto de 2014 às 16h48

…e qdo o povo fala, é, foi ou será!

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Neria Minette

27 de agosto de 2014 às 16h38

qto ao never: ele fez fama que deite na cama!

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Ricardo J. Fagundes

27 de agosto de 2014 às 16h14

Só sei que se Marina Silva ou Aécio Neves ganhar nos Empregados e Pequenos Empresários estaremos FUDIDO…………………………….

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Vitor

27 de agosto de 2014 às 11h43

Achei que Dilma errou um pouco na estratégia ao atacar o Aécio e poupar Marina… Um segundo turno contra o Tucano é vitória certa, já contra Marina é uma incógnita…
O principal ponto da campanha do PT é a comparação com o Governo do PSDB… Vai ter que pedalar mais se o segundo turno for contra Marina!

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Cláudio

27 de agosto de 2014 às 11h38

Bah Miguel, por mais que verdadeiro, teu comentário sobre a candidata Luciana Genro parece vazio de sentimento e pouquíssima tolerância. Surpreendi-me negativamente com tua única citação da candidata, pela primeira vez tive medo de ver em ti não mais alguém justo que tem como trabalho jornalístico contribuir para uma redução da desigualdade social no Brasil e no mundo, e sim, aquela preocupação cega em defender o PT e a presidenta Dilma. Presidenta essa que terá meu voto para a reeleição, pois acredito ser justo. Sim ela Luciana talvez não tenha tido a tranquilidade ou transmitido o conforto e segurança como faz muito bem por exemplo o ex-presidente Lula, provavelmente por estar mesmo, fazendo jus ao adjetivo que tu lhe concedeu, entediada com essa política e demagogia dos candidatos inclusive de Dilma e do PT, no que se refere à economia e ao nosso atual sistema político, por mais que seja um partido que luta para alterá-lo. Sou filiado ao PT, não concordo com diversas atitudes do PSOL, entendo como injusta e equivocada a tática de se promover batendo cega e ferrenhamente no PT, penso que deveriam ser tolerantes frente aos paradigmas históricos da política no Brasil e de seus jogos políticos/midiáticos, considerar os avanços promovidos nos últimos anos e perceberem, que por mais que não aceitem sim o governo do PT tenta ser de esquerda, talvez não seja como deveria. Entretanto não será dispersando e criticando os mais semelhantes que buscaremos uma emancipação do povo no Brasil. Agora, mesmo que roboticamente e com tensão na voz, as rápidas palavras ditas ontem pela candidata Luciana Genro, filha do governado do meu Estado Tarso Genro um dos homens mais a esquerda no PT e de quem me orgulho muito, retratam alguns clichês ok, porém retratam também uma agenda necessária para mudar de fato a realidade em que vivemos na terra, primeiro nossa realidade social e depois quem sabe nossa concepção geral sobre o que somos e para o que estamos aqui. Realmente se trata de uma mudança, não quase, mas sim Radical.

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    Miguel do Rosário

    27 de agosto de 2014 às 12h07

    Claudio, não seja tão peremptório e julgador por causa de uma simples frase que eu proferi sobre Luciana Genro, escrita às 2 e meia da manhã!

    Responder

Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 14h38

Ricardo vc sabe que o Aecio poderia processa-lo por tudo isso que escreveu e vc teria que provar serem verdades??? Por isso que nos debates, propagandos erc…nenhum candidato faz este tipo de afirmacao..cuidado com o que escreve….aconselho escrever o que pode provar sob pena de se encrencar gravemente…fica a dica.

Responder

Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 14h38

Ricardo vc sabe que o Aecio poderia processa-lo por tudo isso que escreveu e vc teria que provar serem verdades??? Por isso que nos debates, propagandos erc…nenhum candidato faz este tipo de afirmacao..cuidado com o que escreve….aconselho escrever o que pode provar sob pena de se encrencar gravemente…fica a dica.

Responder

Sidnei Brito

27 de agosto de 2014 às 11h32

Está explicado por que FHC e Lula, diferentemente de Dilma, não foram aos debates quando candidatos à reeleição: para ouvir todo mundo falando mal deles, assistiam em casa mesmo.

Os candidatos nanicos foram verdadeiros grilos falantes. Deram um show puxando temas dos quais os principais candidatos normalmente fogem: Luciana Genro só faltou falar que o tal Pastor Everaldo é coautor de crimes contra homossexuais; Eduardo Jorge defendeu legalização da maconha e do aborto; Levy Fidelix fez o papel que deveria ser de Dilma ou de Aécio e perguntou a Marina sobre seus amigos suspeitos de sonegação: Itaú e Natura (pena que, por lamentável lapso, tenha deixado de incluir a Globo em tão honroso rol).

Marina e Aécio, provavelmente entorpecidos, caíram na inacreditável besteira de, respectivamente, perguntar a Dilma sobre respostas dela para as babaquices de junho de 2013 e sobre a Petrobras.

Puxa vida! Será que não sabiam que iriam tomar, os dois, uma surra fazendo esse tipo de pergunta?

Dilma jogou na cara de Marina o “Mais Médicos” e os royalties do petróleo para a educação, duas medidas que só vingaram porque os reacionários não sabiam o que fazer com os tolinhos de junho de 2013, e não tiveram como confrontar tais propostas a contento.

Em cima do Aécio, coitado, já cravou na testa dele a “petrobrax”, P-36 e, para não perder a viagem, ungiu-o com aquele produto extraído da camada pré-sal. Ah, mas o Aécio estava falando de supostos casos de corrupção na petroleira, investigados pela PF. Beleza: vai dormir com o engavetador-geral, então, já que é isso que vocês tucanos gostam, foi o que ela quase respondeu pra ele.

Ninguém tem boa explicação dos 7X1 da Alemanha sobre o Brasil. Também não consigo entender por que Aécio e Marina se expuseram dessa maneira a uma goleada.

Outra coisa surpreendente: como pode em um encontro, com um monte de políticos falando, as piores barbeiragens virem da boca de jornalistas? Os jornalistas do grupo Bandeirantes, disputando pra ver quem puxava mais o saco do patrão, aproveitaram o espaço pra fazer proselitismo ideológico, tentando impor aos candidatos a plataforma do empregador deles para presidente da República. Além de ser prática condenável e que comprova a maldição do monopólio dos meios de comunicação, o pior é que os argumentos e as perguntas ainda foram de uma puerilidade de fazer corar. Aí, quando eu digo que a imprensa é pior do que os políticos, o pessoal acha que eu estou exagerando, que é má vontade e blá blá blá.

Pena que, já exausto, perdi a parte em que Aécio confirma sua intenção de nomear Armínio “George Soros” Fraga para ministro da Fazenda. Tudo bem que ele caiu para o terceiro lugar nas pesquisas, mas não precisava enterrar a própria candidatura de forma tão melancólica assim!

Responder

    Vitor

    27 de agosto de 2014 às 14h56

    Sidnei, a diferença é que Lula e FHC lideravam as pesquisas com folga, o que não é o caso de Dilma…

    Responder

      Sidnei Brito

      27 de agosto de 2014 às 14h59

      Vitor, no primeiro debate, se não me engano, a folga não era tão grande assim, não.

      Responder

        Vitor

        27 de agosto de 2014 às 16h36

        Sidnei, fui dar uma pesquisada. Em uma pesquisa do Ibope/Globo realizada de 29 a 31 de ago/06, Lula tinha 48% contra 25% do Alckmin e 9% da Heloísa Helena, ou seja, venceria com tranquilidade no primeiro turno…
        A de 1998 vc tem razão. Achei uma reportagem da Globo de 12/ago/98 e o quadro não era tão favorável para FHC:
        FHC – 33%
        Lula – 28%
        Ciro – 8%
        Enéas – 5%
        Mas o FHC tinha a mídia do seu lado, hehehe… Imagina o tanto de porrada que a Dilma ia levar se faltasse a um debate. Acho que ela tem que ir sim, até pq, normalmente se sai melhor que Marina.

        Responder

          Sidnei Brito

          27 de agosto de 2014 às 16h42

          Obrigado pelos dados, Vitor.
          Só esclarecendo, fiz apenas um comentário jocoso sobre a pancadaria sofrida por ela, com uma crítica embutida à maneira como conduzido o debate.
          Sou absolutamente a favor que ela vá a todos os debates possíveis e imagináveis.
          Aliás, apesar de ser impossível fazer profecia às avessas, suspeito que, se Lula tivesse, em 2006, ido pelo menos ao debate da Globo, mesmo que ficasse lá de boca fechada, teria vencido aquele pleito no primeiro turno, ainda que por pequena margem.
          E, de qualquer forma, a presidenta foi bem no debate.

          Responder

          Vitor

          27 de agosto de 2014 às 18h09

          Pois é Sidnei, acho que o Lula tinha tudo pra ganhar no primeiro turno em 2006 também, até pq o Alckmin é sacanagem… hehehe
          Um abraço!

          Responder

marcos

27 de agosto de 2014 às 11h22

Nos debates a Dilma tem que deixar de ser presidente e virar candidat. Espero ver isso em breve. Ficou claro que o PIG não atacará as incoerências de Aecio e Marina. Dilma terá que fazer isso. A Luciana Genro foi bem, mas se mostra inocente ou mesmo despreparada ao colocar PT e PSDB num mesmos saco. Com isso ela nao ganha 1 voto e só contribui para confunfir o debate e fortalecer a extrema direita.

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[email protected]

27 de agosto de 2014 às 10h49

Cara eu tive a impressão de que ela foi preparada para encher o debate com feitos do governo federal e como são muitos acabou se perdendo e, como você disse, ela tem dificuldade de sintetizar as coisas. Não gosto do clichê “no que se refere”. Dói ouvir isso a cada fala dela.

alguns assuntos ela poderia usar um pouco de deboche para diminuir o opositor, como no caso do Porto em Cuba do pastor Everaldo; da inflação e do referendo popular do Aécio Neves. Aliás, nessa questão ela chegou bem próximo ao dizer que ele (Aécio) e o PSDB não gostam da participação popular, mas se fosse um pouquinho debochada teria acabado moralmente com Aécio.

O Eduardo me lembrou o falecido Plínio. Tava relaxado demais, mas sem a formação política necessária para um debate dessa natureza. Luciana estava até indo bem até apresentar propostas inviáveis para um Brasil cuja cultura democrática, econômica, política e social não permitem aventuras populistas.

Penso que Marina apresenta proposta para um Estado autoritário onde o/a presidente/a determina o que pode e o que não pode ser feito no país; ignora os outros poderes e as relações de forças. Faz um joguinho pra manter a simpatia de uma direita esclerosada e uma massa que sofreu os impactos das investidas mentirosas contra o PT.

Responder

    sergio

    27 de agosto de 2014 às 11h46

    Concordo com vc é acrescento que alguém poderia dizer para a Dilma parar de fazer perguntas para ela mesmo responder do tipo? O que que nós aprovamos? Aprovamos… O Brasil cresceu muito por que? Porque…
    Ela deveria parar de usar a razão para explicar as coisas e passar a usar a emoção… A Marina não tem conteúdo nenhum, mas se saiu melhor, porque mesmo falando baboseiras, o povão não sabe que é baboseira, mas é convencido, porque o mal caráter usa a persuasão par convencer… A Dilma tem que ser mais grossa, mais irônica, falar com mais energia… As perguntas que são feitas a ela são todas maliciosas e desmerecedoras, então ela tem que parar de querer ser educada e de levar a sério as perguntas.. Em suma, ela tem que deixar a classe e descer do salto alto para lidar com essa gente desonesta apoiada pela mídia, sob pena de por a perder esse projeto de nação lindo que tem 12 anos…

    Responder

      Vitor

      27 de agosto de 2014 às 11h53

      Boa! Acho que ironia e humor são ferramentas que Dilma precisa aprender a usar melhor… Dá pra ganhar a simpatia do público e matar argumentos facilmente!

      Responder

Elisa

27 de agosto de 2014 às 10h21

A Marina fala de visão estratégica o tempo todo, mas qual foi a visão estratégica que ela teve, uma mulher que já foi ministra e senadora, que fez com que ela não fosse capaz de fundar o próprio partido, coisa que qualquer Zé da padaria consegue? E atrelar recursos do petróleo para a educação, um dos principais motores para o desenvolvimento de um país, não é estratégico?Ela citou Lula como estrategista, mas ele fundou e mantém um dos maiores partidos do Brasil, e FHC, que hoje se sabe que apenas gerenciou o plano real, porque foi criação do Itamar, nunca entrou em um partido de de última hora porque estava sem partido. Além disso, quando ela foi ministra, desistiu do cargo chorando porque não conseguiu ir contra as forças políticas contrárias às ideias dela, e ela comandava o ministério, como vai fazer isso na presidência em que esse desafio 100 vezes maior? É fácil governar só com discurso.

Responder

    Sidnei Brito

    27 de agosto de 2014 às 11h43

    Concordo.
    A situação de Aécio é bem difícil mesmo.
    Mas se ele apertar…
    Não temo colocar uma dose de cinismo nesse debate.
    Na hora em que a coisa começar a ferver, o Aécio tem, no mínimo, aeroportos nas terras da família dele pra mostrar. Não estou louco: em São Paulo, esse tipo de coisa já deu voto pra Adhemar de Barros e pra Maluf, por exemplo.
    Já Marina tem o que pra mostrar?
    “Ah, mas ela é a nova política, é uma outsider”. Sei. Como explicar isso levando debaixo dos braços o Lara Rezende, a “educadora” Neca, o Bornhausen, o Heráclito Fortes, o Marcio França e, por que não dizer, o Serra?

    Responder

totonho candelária

27 de agosto de 2014 às 10h16

A Marina está ainda surfando na bolha que se formou em junho do ano passado e que inflou de novo. No entanto, este fenômeno tem vida curta: ela se forma desconstruindo uma realidade política mas logo que se torna necessário construir uma nova perspectiva com propostas tais bolhas murcham com facilidade pois aqueles que são responsável por ela passam a divergir. Como Marina será obrigada a fazer propostas de governo, logo ela começará perder apoio pois não será capaz de contentar todos que estão na bolha. A primeira proposta dela de autonomia do Banco Central já a desgastou muito: Banco Central com total autonomia é o que os bancos privados mais querem, seria a cereja do bolo para eles. Ter como principal formulador do programa de governo Neca Setúbal do Banco Itaú desgasta muito a candidata e lança dúvidas sobre relação com os banqueiros, um dos setores sangue-sugas do povo brasileiro. Ter relação com a Natura, contumaz sonegadora de impostos é outra mancha que Marina carrega. Aliás, ela está cada vez mais parecida com Collor. Se ela ganhar as eleições, quem tem caderneta de poupança terá pouco mais de dois meses para investir em outra coisa. Quem viver, verá!

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Quincas

27 de agosto de 2014 às 10h07

Gostei muito do Aécio, ele foi parceiro da presidenta Dilma neste debate. Acho que ele fez de propósito para que Dilma vença já no primeiro turno. Ele vai para o abismo mas leva a Marina bla bla com ele.
A Marina parecia estar debatendo numa mesa de botequim, só papo furado sem nenhuma consistência na prática. Ela promete escola integral para o ensino básico, , parece que nem sabe que quem administra o ensino básico são as prefeituras. Exaltou sua atuação numa secretaria do meio ambiente, com orçamento já determinado, como se governar o Pais fosse a mesma coisa. Santa ingenuidade.

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C.Paoliello

27 de agosto de 2014 às 10h04

O que vimos nos adversários? Muito vento saído da boca da candidata dos banqueiros e muita mentira saída dos candidato do PIG (aécim). Sou mineiro e moro em MG, ao contrário do tucano que mora no Rio, e sei que nada de positivo que ele citou ter realizado em Minas aconteceu. É tudo uma descarada empulhação destinada aos incautos eleitores de outros Estados que não sabem dos desmandos ocorridos nos desgovernos aécim e agora anastasia (também conhecido como “anestesia”). A maior parte da paupérrima mídia tradicional mineira calou-$e diante do pouco que fizeram de bom e o muito que fizeram (e fazem) de ruím para Minas Gerais. O único jornalista (Marco Aurélio Carone) que fazia oposição ao aecismo através do NovoJornal (online) foi perseguido, teve sua casa invadida, e a sede do jornal foi empastelada (como nos tempos da ditadura). Foi preso (mesmo como os graves problemas de saúde que porta), sem qualquer acusação que justificasse a prisão ou sequer uma detenção, e assim mantido até hoje sob o silêncio cúmplice da atrasadíssima mídia mineira.

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marco

27 de agosto de 2014 às 09h53

Pois eu acho que este e demais debates nas Televisões,são uma inutilidade.Servem somente para promover os ” JORNALISTAS “do PIG,que não passam de cabos eleitorais dos seus patrões e da confusa oposição,que são os partidos contrários ao atual governo.A participação da Pres.Dilma,noutros,somente se a pauta fosse feita,pelos candidatos e suas assessorias ,pois as pautas dos Cabos eleitorais da Direita,representados pelos que se auto intitulam ” JORNALISTAS “não passam de um CORREDOR POLONÊS,onde a vítima é a Presidenta Dilma.Além do mais,não tem audiência,senão daqueles que já decidiram seu voto,ao nascer!Acho que a Presidenta não deve participar de debates,em comitês da OPOSIÇÃO.Nem os candidatos aliados ao governo.Centrem tudo,no HORÁRIO ELEITORAL NÃO GRATUITO! Que a canalha mente que é de graça!E os apolíticos acreditam,como em tudo que o PIG diz,e faz!

Responder

João Batista

27 de agosto de 2014 às 08h52

Tentei fazer uma leitura mais das imagens do que das palavras, até porque, para muitos, o que ficam não são as afirmações feitas por cada candidato, e isso tudo é bastante repetitivo e clichê, mas o que fica é uma “impressão” visual do candidato… nesse quesito, Dilma me pareceu séria, um pouco cansada, mas transmitiu uma ideia correta, de competência, conhecimento sobre os assuntos, e simpatia até. Aécio, embora seja bem articulado com as palavras, é nitidamente um ventríloco repetidor de frases de efeito, o olhar enviesado e retorcido trai a falta de consistência e de honestidade. Marina surpreendeu pela agilidade, é verdade, e com sua fala razoavelmente mansa e concatenada, mas aqueles “oclinhos” caindo sobre o nariz são algo profundamente irritante… Imagino que aquilo incomode muito os espectadores… junte isso com a voz chata que ela tem e eu não gostaria de ter que ouvi-la e vê-la muitas vezes como presidente rss

Responder

Ricardo Edmundo Cecconello

27 de agosto de 2014 às 11h51

VOTO DILMA, sem pestanejar. Ruim com ela, PIOR SEM ELA. Nunca entregarei o Brasil para uma fundamentalista evanjégue nazi fascista, com risco de colocar JAIR BOLSONARO como ministro da injustiça e Marco Feliciano como ministro da educação. Quanto ao Aébrio Never, o dono dos AÉROPÓS, sócio do heliPÓtero, e contumaz playboy chapado das noites cariocas, não voto nele “nem que a vaca tussa”.

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Graça Bezerra de Castro

27 de agosto de 2014 às 11h37

Dilma 13

Responder

Geuesle Gomes da Mata

27 de agosto de 2014 às 11h27

Só teraa um vencedor.. Dilma 2014

Responder

carla silva

27 de agosto de 2014 às 08h16

A Luciana genro acabou com a Marina no debate, evidenciou sua incoerencia, seu despreparo, ela só filosofa e não mostra a que veio, tanta babozeira q não da pra aproveitar nda! Diz que é o novo, nova politica e está misturada até a alma com os da velha politica, quer vender o BB pro Itau, pra ela não tem problema não saber gerenciar ela vai contratar alguem q saiba, vamos ter Parlamentarimo!!!Neca para primeira-ministra???? O Chico deve tar revirando no túmulo até agora com a maior pérola da noite, ” o Chico era da elite”!!! Só rindo mesmo KKKKKK!!!!

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Adir Tavares

27 de agosto de 2014 às 08h06

Debate na Band nao rendeu mais que 5 pontos na TV, mais sucesso no Twitter http://bit.ly/1tCoz5i

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Pedro GOmes

27 de agosto de 2014 às 11h05

Eu não sei como esse Boechato, que defende quebra-quebra ainda pode estar contratado.

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    Sidnei Brito

    27 de agosto de 2014 às 12h05

    E não sei como ele pode ser apresentador do debate.
    Vive maldizendo a política e os políticos.
    Fica se gabando de faltar às eleições.
    É um neoudenista típico.

    Responder

Roberto

27 de agosto de 2014 às 07h54

Concordo com vc Miguel. Marina conseguiu falar firme e segura com conteúdo zero. Dilma gaguejou muitas vezes pra falar a verdade. Precisa treinar mais.

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Carlos Costa

27 de agosto de 2014 às 07h48

Fato consumado é, que o AÈCIO, já esta fora!! Isso, é o mais importante. O Aécio já esta fora ! Se houver segundo turno, então será entre a Dilma e Marina. PSDB, jamais na presidência! Seria, o fim do Brasil. E o Camarada ainda, fala que seu Ministro da Fazenda, Será o Arminio FRaga. Desta vez o pó que ele usou, fez efeito mesmo!!

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Beto Lucena

27 de agosto de 2014 às 10h20

Marina é o Demonio Encarnado.

Responder

Beto Lucena

27 de agosto de 2014 às 10h19

Marina
Uma despreparada e que está Cercada de Pessoas que Odeiam Pobres só Tolos é que Embarcam nesta Canoa aí Quando estiverem Desempregados vão Reclamar Tarde.

Responder

Fabrício Cerradero DuBrasil

27 de agosto de 2014 às 10h04

lendo …..

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O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h43

e trabalham.

Responder

marcosomag

27 de agosto de 2014 às 03h42

Achei a Marina particularmente mal. Bastou o Levy Fidélix levantar a “lebre” de ser financiado pelo Itaú para ela ficar irritada. O “homem do aerotrem” foi firme com ela na réplica e citou as dívidas do banco com o Fisco. Quase foi a nocaute a “sonhática”! Cometeu um deslize muito grande ao comparar o grande Chico Mendes a uma banqueira. Que Deus nos livre dela pois é uma mistura de Jânio, Jim Jones e Yeltsin. Um perigo para o futuro do nosso país!

Responder

    Ninguém

    27 de agosto de 2014 às 09h10

    Rá! Rá! Rá! Jânio, Jim Jones e Yeltsin!!!! Sensacional!

    Responder

Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 06h31

O perfil profissional do publico de servicos é extrenamente deficiente para a industria..o que vc está dizendo é que teriamos, no futuro, o brasileiro abastecendo seu proprio carro no posto de combustivel…gostaria de ver isso acontecer..gostaria de ver nao termos mais moto-boys…..tomara que isso aconteça…

Responder

Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 06h27

Segundo relatorio do IPC 42% dos beneficiarios do bolsa familia sao casais de até 2 filhos..ou seja, tem marmanjo ai que poderia trabalhar…

Responder

O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h26

questão de tempo

Responder

O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h26

o trabalhador de serviços seria valorizado, como nos EUA em seus bons tempos, quando até engenheiros brasileiros queriam trabalhar como entregador de pizzas nos EUA, para comprar carro, casa e mandar $ para sua família.

Responder

O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h25

Ninguém. Máquinas de venda, como no Japão e Europa. Ou restaurantes com muito menos garçons, como em Paris e NY. Em Paris, conheci um restaurante, ótimo, em que havia só um garçom, um caixa e um gerente. Todos a mesma pessoa.

Responder

Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 06h23

E quem ocuparia as vagas deixadas no setor de servicos?

Responder

O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h21

Quem ganha bolsa, na grande maioria, são donas de casa que cuidam de seus filhos. para trabalharem em “parque fabril”, seria bem difícil.

Responder

O Cafezinho

27 de agosto de 2014 às 06h20

rodrigo, se a industria ampliar seu parque fabril, teremos que formar trabalhadores, tirá-los do setor de serviços. não serão gerados saldos de empregos. haverá mudança de emprego. o sujeito pula de um emprego para outro.

Responder

    Vitor

    27 de agosto de 2014 às 10h53

    Miguel, eu concordo com vc que as vagas criadas tendem a diminuir e isso não é um retrocesso, é natural…
    Mas, ainda acho que há bastante espaço para o crescimento do emprego formal. Não acho que precisam sair trabalhadores de um setor para outro, pois ainda há um grande contingente de pessoas que ocupam empregos precários (portanto, não são desempregados) e poderiam migrar para trabalhos com mais estabilidade e melhor remuneração…

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Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 06h16

Cafezinho seu argumento de que nao há geracao de empregos pq estao todos empregados é tao errado, tao errado que chega ser engracado…quer dizer que se o Brasil tiver um crescimento de PIB de 3% e nossas industrias ampliarem seus parques fabris nós vamos precisar importar profissionais (cubanos)?? Segundo argumento pode parecer matematico mas está conceitualmente errado..ainda se considerarnos que tem muito gente ganhando bolsa e nao trabalha..

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Monica Barnabè

27 de agosto de 2014 às 06h07

Com Marina, adeus estado Laico. .. :(

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Rodrigo Toledo

27 de agosto de 2014 às 05h54

A marina nao precisou responder se acredita ou nao no criacionismo pq nao foi isso que perguntaram a ela..a pergunta foi se ela defende criacionismo ser ensinado nas escolas…ela foi bem, disse que ensino religioso é facultativo e nao obrigatorio…alias, considerando a cultura do povo que vota no PT, ela deveria sim ter dito que acredita no criacionismo..ia ganhar mais uma porrada de voto…

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Paulo Lima

27 de agosto de 2014 às 05h40

Dilma é a vidraça da vez e não saiu nem arranhada. O debate se deu em bom nível com os pretendentes à presidência mostrando pontos fortes e pontos fracos. Faltam 40 dias para o 1º embate nas urnas, cada escolha definirá o futuro do nosso país. Eu voto Dilma 13 e confirmo.

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