Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Para Aecinho jovem, doméstica não era gente?

Por Miguel do Rosário

22 de outubro de 2014 : 13h48

aecim


 

Lendo os posts do Fernando Brito, no Tijolaço, e de Paulo Moreira Leite, em seu blog, pensei o seguinte.

Aécio com 17 anos não é o Aécio de hoje, após décadas de jatinhos e aeroportos em Claudio.

Do Aécio de hoje, não tenho compaixão nenhuma. Considero um neoliberal sem caráter, um adversário ideológico, um político que pode fazer muito mal ao país.

Mas não queria ser injusto com o Aecinho de 17 anos que deu entrevista ao Franklin-News.

Por isso, gostaria que Dilma, no debate da Globo, perguntasse para ele o que ele quis dizer, quando falou, há trinta anos, que “as mulheres brasileiras não tem necessidade financeira de trabalhar, e podem passar a maior parte de seu tempo na praia ou fazendo compras”.

É uma frase tão idiota que não se pode atribuir à pouca idade. Com 17 anos, Aécio trabalharia no Ministério da Justiça, ainda durante a ditadura. Então não podia ser desprovido totalmente de neurônios.

Seu pai era um agente da ditadura. Pertencia à Arena, o partido que apoiava o regime militar. Era um homem de direita, mas não devia ser burro. Deve ter dado uma educação razoável ao filho, portanto.

Na mesma entrevista, Aecinho diz que “todo mundo tem uma empregada ou duas; uma para cozinhar, outra para limpar”.

E acrescenta: “Eu nunca fiz minha própria cama.”

Ora, a minha pergunta é: Aécio não olhava as empregadas domésticas como mulheres?

A imprensa americana, mesmo a de uma cidade pequena, não é a imprensa amordaçada de Minas Gerais, que sempre blindou Aécio, mas pode ter distorcido a matéria.

Então eu gostaria que a Dilma, no debate, esclarecesse a minha dúvida.

Mesmo sendo um adversário político de Aécio, recuso-me a acreditar que ele fosse escravocrata.

Bem, o mais provável é que nem ele soubesse direito o que era.

Impressionou-me também que Aécio, mesmo tão jovem, não tivesse noção da infinita miséria social em que viviam milhões de trabalhadores brasileiros, e que não tivesse uma palavrinha contra a ditadura.

Nada. Para ele, a vida estava maravilhosa.

Aspone da ditadura aos 17 anos, intercâmbio nos States, vida boa no Rio, pegando onda. Pai rico, poderoso e agente da ditadura.

Assim era Aécio.

Assim é Aécio.

E que a imprensa não venha com a ladainha de que estamos “desconstruindo” Aécio.

Ao contrário, estamos, em pouco tempo, construindo a sua verdadeira imagem.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

17 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Carlos Santos

23 de outubro de 2014 às 07h43

Ontem houve desfile do Bloco da Diversidade aqui em Porto Alegre. O pessoal cantava “ô-ô-ô-ô, o filho do pedreiro já pode virar doutor”. Garotinho Juvenil do Leblon jamais entenderia a mensagem.

Responder

enganado

23 de outubro de 2014 às 01h04

Este delinquente tem ou não tem todas as ferramentas para ser um grandíssimo vagabundo filhinho de papai? Pior quer presidente do BRASIL, isto é uma afronta para nós civilizados. Rede gRobo inventa outro! Aliás já inventaram o Sarney, Collor, FHC, çERRA, agora esse desmiolado. Enfim não acredito que nas próximas vocês venham com Beto Richa. Não tem nada de bom neste aglomerado chamado PSDB? Circo dos horrores!

Responder

Sheila Padilha

22 de outubro de 2014 às 20h17

Incrível o Aecinho!!!!

Responder

Ricardo Pereira

22 de outubro de 2014 às 19h57

#Dilma13

Responder

Ricardo Pereira

22 de outubro de 2014 às 19h57

#Dilma13

Responder

Celina Lúcia Camurça

22 de outubro de 2014 às 19h42

DILMA 13.

Responder

Celina Lúcia Camurça

22 de outubro de 2014 às 19h42

DILMA 13.

Responder

Vitor

22 de outubro de 2014 às 15h13

Não precisa perguntar pra ele Miguel, você já “decidiu” o que ele quis dizer na manchete da matéria…

Responder

Larissa Cabrini Morgato

22 de outubro de 2014 às 16h40

Melissa, a “consideração seletiva” sobre quem é mulher de verdade para Aécio Neves.

Responder

Vicente

22 de outubro de 2014 às 14h33

Muito bom texto!!!
Uma sugestão de pergunta pro debate:
Se não há nada de errado, pq o sr. levou 10 dias para admitir que havia usado o aeroporto de Cláudio?

Responder

Adelino Martiniano Martiniano

22 de outubro de 2014 às 16h23

#QueroDilmaTreze
“Oh, Minas Gerias, oh, Minas Gerais, quem conhece Aécio não vota jamais”.

Responder

Leici

22 de outubro de 2014 às 14h21

Esse vivia (e vive) numa bolha. Não conhece a vida do povo, então não pode governar para o povo.

Responder

Marcele Maciel

22 de outubro de 2014 às 16h11

Jana Oliveira

Responder

Marcia Santos Duarte

22 de outubro de 2014 às 16h03

A imprensa conservadora não se equivoca quando diz que nós, eleitores de #Dilma13, estamos ‘desconstruíndo’ Aécio. Estamos sim, e fizemos isso muito bem, com competência. Desconstruímos sua imagem de bom-moço, num grande esforço concentrado de militantes, que somos. E, com isso, prestamos ao Brasil e aos brasileiros um enorme serviço. Deixamos em pé o verdadeiro Aécio. Quem quiser continuar acreditando que ele é inocente das acusações, que assuma depois as consequências, caso ele seja eleito.

Responder

Cá Sts

22 de outubro de 2014 às 16h01

Não “era”?! Será q mudou…?

Responder

Petrus Castro

22 de outubro de 2014 às 16h00

Ele deve se transformar de candidato à Presidente, a candidato a presidiário

Responder

NBroliveira Broliveira

22 de outubro de 2014 às 15h53

Meldelz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Deixe um comentário