Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

A batalha pela narrativa

Por Miguel do Rosário

12 de janeiro de 2016 : 20h09

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Análise Diária de Conjuntura – Tarde – 12/01/2016

O diagnóstico agora está vindo, cada vez mais, de dentro: o presidente do IPEA, em entrevista a Marcelo Coelho, diz que o principal erro do governo foi não enfrentar a batalha de narrativas.

Claro, há uma divisão interna, no governo.

Uma ala à direita, aparentemente liderada pela própria Dilma, foge de qualquer debate sobre mídia: a submissão é absoluta e total.

A expressão de pavor no rosto de Dilma, seguida de um balbucio qualquer, quando Jô Soares lhe perguntou sobre a questão, é prova de que o problema vem de cima, da própria presidenta.

A própria entrevista, num programa exibido às três horas da manhã, deu mostras da servidão voluntária do governo à grande imprensa.

O primeiro artigo do ano da presidenta foi enviado à Folha, exclusivo para assinantes do jornal, ao invés de ser oferecido, democraticamente, ao mundo livre da internet.

É o discurso do controle remoto.

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Outra ala, à esquerda, entende que é preciso fazer alguma coisa neste sentido, mas também não faz nada, porque a ala dilmista conseguiu paralisar qualquer iniciativa criativa e independente.

Os ministérios, intoxicados pelo miasma de covardia que emana do próprio Planalto, não produzem nada de interessante.

Não vemos entrevistas, nem depoimentos, nem interações, nem ideias novas, nada de criativo parece vir do Executivo, apesar do imenso aparato de que dispõe.

A agenda jornalística da mídia comercial, por sua vez, nunca foi tão medíocre.

Não sabemos o que se passa em nenhum Estado, em nenhum município.

O Brasil simplesmente não existe em nossa grande imprensa, daí que ocorrem tragédias de proporção histórica, como o estouro da barragem em Mariana, e o público não entende muito bem, porque sequer sabia que havia barragens por ali, quanto mais saber que existiam pessoas vivendo em áreas de risco.

O cidadão entra no site da Globo e observa rapidamente que a Petrobrás é a principal patrocinadora do espaço.

O governo fica a um triz de ser derrubado, Dilma é xingada em estádios, torna-se a presidenta mais impopular em décadas, e mesmo assim não há uma autocrítica neste sentido.

Nada muda.

Entretanto, de tanto apanhar, Dilma acaba cansando o adversário. Sem conseguir derrubar o governo, a oposição começa a irritar setores crescentes da população, que não estão dispostos a serem cobaias humanas de uma tentativa de violar a soberania do voto.

Enquanto isso, a PM de São Paulo parece fazer de tudo para provocar o caos, exagerando o uso de bombas contra manifestantes.

Alguém poderia até pensar que há um esforço deliberado para reacender o espírito insurrecional de junho de 2013, com vistas a incendiar o país e criar o sentimento de desgovernança, reforçando o discurso do impeachment.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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23 comentários

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Enio

13 de janeiro de 2016 às 16h15

Essa elite criminosa tem MEDO do povo brasileiro.

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Monica Figueiredo

13 de janeiro de 2016 às 14h53

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    Carmem Witt

    14 de janeiro de 2016 às 05h20

    CERVERÓ: FHC e a corrupção de 1OO BILHÕES,,,,,

    Responder

    Monica Figueiredo

    14 de janeiro de 2016 às 23h17

    Carmem Witt … 100 bilhões???????de onde vc tirou isso? Me fala quem pagou e quem recebeu. Dá os nomes que eu quero saber! Sem nomes, acusação não vale nada!

    Responder

Monica Figueiredo

13 de janeiro de 2016 às 14h53

Responder

Monica Figueiredo

13 de janeiro de 2016 às 14h53

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Monica Figueiredo

13 de janeiro de 2016 às 14h53

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Monica Figueiredo

13 de janeiro de 2016 às 14h53

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Enio

13 de janeiro de 2016 às 10h12

A elite criminosa tem MEDO do povo brasileiro.

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Elisiane Filipetto

13 de janeiro de 2016 às 08h34

Ao contrário de elite direitosa. A esquerda se põe o contraditório e isso é democracia.

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Luís CPPrudente

12 de janeiro de 2016 às 23h53

Infelizmente a presidenta Dilma adora apanhar diariamente do PIG, ela não percebe que quem acaba apanhando somos nós que a elegemos e temos que defender a sua honra (contra as mentiras cotidianas do PIG).

Essa inação da presidenta Dilma acaba enfraquecendo a defesa dos direitos sociais, acaba igualando para muitos dos eleitores o PT ao PSDB, pois a presidenta Dilma insiste em não se defender, prefere dar entrevistas exclusivas a quem a tortura diariamente, além de manter a Bolsa PIG.

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Gugu Mello

13 de janeiro de 2016 às 01h20

Fato eh que, o vagão dos tucanos se viu surpreendentemente colocado a reboque nessa presepada. Não se surpreendam, se no decorrer dos fatos, serem promovidos a locomotiva. Afinal, quem de trens entende mais que Elles !!

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Edmundo Camargo

12 de janeiro de 2016 às 22h49

Ah bom.

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O Cafezinho

12 de janeiro de 2016 às 22h48

Ué sua pergunta embute a resposta: porque eu não defendo cegamente. Tem muita coisa errada.

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Edmundo Camargo

12 de janeiro de 2016 às 22h45

E porque o cafezinho defende cegamente um governo que nem lhe dá pelota e com o qual tem tantas discordâncias? Parece coisa de militar que precisa manter a ordem unida.

Responder

Edmundo Camargo

12 de janeiro de 2016 às 22h45

E porque o cafezinho defende cegamente um governo que nem lhe dá pelota e com o qual tem tantas discordâncias? Parece coisa de militar que precisa manter a ordem unida.

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