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Recife - PE, 21/01/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura ao tráfego da pista leste da Avenida Celso Furtado - Via Mangue. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma reúne Conselhão nesta quinta; em pauta a retomada do crescimento econômico com geração de emprego

Por Redação

26 de janeiro de 2016 : 12h09

O Conselhão foi criado em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. À época, a intenção do petista era criar um diálogo próximo da sociedade para definir a criação de políticas públicas. Agora, Dilma deverá presidir a equipe, que contará também com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner; da Fazenda, Nelson Barbosa; e do Planejamento, Valdir Simão.

Dilma retoma reuniões com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

por Paulo Victor Chagas, na Agência Brasil

Com o tema Repactuação dos Caminhos para o Desenvolvimento, a presidenta Dilma Rousseff reativa nesta semana o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. O órgão consultivo, formado por 90 representantes da sociedade civil, do empresariado e das centrais sindicais, não se reúne desde julho de 2014.

O foco das atividades do Conselhão será a busca de sugestões a serem adotadas pelo governo para retomar a confiança na economia brasileira em curto e médio prazos. Na primeira reunião, nesta quinta-feira (28), Dilma vai discursar no encerramento das discussões, propondo que sejam criados grupos de trabalho no âmbito do órgão para debater, entre outros, temas como a reforma da previdência. A possibilidade de o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ser usado como garantia de empréstimos também poderá ser discutida pelos integrantes do órgão.

O governo pretende enviar, no primeiro semestre, uma proposta ao Congresso Nacional com o objetivo de sanar o déficit no setor. A presidenta tem dito que uma das possibilidades é aumentar a idade mínima para aposentadoria, solução criticada por representantes dos trabalhadores. No Conselhão, ela poderá receber contribuições de integrantes como o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas.

Pela primeira vez, o órgão também vai contar com a participação de um representante dos empregados domésticos. Creuza Maria Oliveira, presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, participará das discussões do órgão. A presença do ator Wagner Moura já foi confirmada, representando a Organização Internacional do Trabalho, ligada às Nações Unidas.

Convidado por Dilma para participar do órgão, o vice-presidente Michel Temer não vai comparecerá no primeiro encontro devido às viagens que já havia agendado anteriormente. Na semana passada, ele sugeriu à presidenta que o retorno do Conselhão seja uma oportunidade de o governo escutar o setor empresarial e acatar as propostas viáveis.

Nomes de peso da economia nacional também vão compor o Conselhão, como Benjamin Steinbruch (presidente da Companhia Siderúrgica Nacional), José Paulo Lemann (um dos sócios controladores da multinacional AB InBev), e Luiz Carlos Trabuco (diretor-presidente do Bradesco).

A repactuação do diálogo será o principal objetivo da retomada das atividades do Conselhão. Durante o encontro desta semana, além de Dilma e de ministros, vão discursar representantes dos empresários, dos trabalhadores e da sociedade civil. A formação definitiva do órgão ainda não está fechada, mas deve ser divulgada pelo Palácio do Planalto até esta quarta-feira (27).

Edição: Graça Adjuto

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10 comentários

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Gf Andrezão

27 de janeiro de 2016 às 13h23

Dilma sempre…

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Fernando Araujo

27 de janeiro de 2016 às 13h12

Antes tarde do que nunca, mas não engana que não gosto.

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Salete Medeiros

27 de janeiro de 2016 às 00h48

Que retomada de crescimento? Nas costas do povo brasileiro?

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    Hell Back

    31 de janeiro de 2016 às 22h14

    Crescimento aplicando a teoria do “trickle-down” não vai funcionar. Não vingou nem na matriz do capitalismo mundial.

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Luiz Henrique

26 de janeiro de 2016 às 23h35

Tô COM DILMA.

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Roberto Oliveira

26 de janeiro de 2016 às 22h46

Amém

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Moacir Coelho da Gama

26 de janeiro de 2016 às 21h45

Crescimento da crise do Zika.

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    Hell Back

    31 de janeiro de 2016 às 22h26

    Essa é, por incrível que pareça, uma das soluções para a crise mundial. Uma redução drástica da população mundial. Depois de cada grande crise econômica mundial, sempre teve alguma guerra ou catástrofe de saúde pública (epidemia global) que reduziu a população do mundo. Depois a economia voltou a crescer.

    Responder

Angelica Xavier de Oliveira

26 de janeiro de 2016 às 15h53

Dilma13

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Angelo Filomena

26 de janeiro de 2016 às 15h50

Só tem tubarões nessa cor
f

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