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A tigrada da Lava Jato entrou pro crime. Espionou Lula e Dilma – e vazou para Globo – sem autorização judicial

Por Miguel do Rosário

16 de março de 2016 : 23h27

Como já dizia Bezerra da Silva, que sabia das coisas: eu já disse a você que malandro demais vira bicho!

A Polícia Federal quis dar uma de esperta e entrou para o crime.

Tem que ser duramente punida por crimes de espionagem e contra a segurança nacional. 

E agora para explicar isso ao povo?

Quem vai defender o Estado Democrático de Direito perante o clima de convulsão social criado por setores golpistas da Polícia Federal e, sobretudo, a mídia?

Segundo o UOL, a PF espionou o ex-presidente e a atual presidente da República, mesmo após o fim do prazo da espionagem (também imoral) autorizada pelo juiz Sergio Moro.

Ou seja, quando a gente pensa que Sergio Moro é um golpista, descobrimos que os meganhas da PF na Lava Jato são ainda mais golpistas. 

Só que eu acho que há também uma narrativa para livrar a cara de Sergio Moro. Quem vazou a informação, e com um objetivo político deliberado?

Sergio Moro tem liderado um processo judicial caracterizado por vazamentos seletivos. Ele é o culpado. Ele e um Judiciário que perdeu o respeito pelo voto popular e pela Constituição.

***

No UOL.

PF gravou Dilma e Lula após Moro interromper interceptação telefônica

Felipe Amorim e Flávio Costa

Do UOL, em Brasília e São Paulo 16/03/201621h04

A interceptação telefônica, feita pela Polícia Federal, que gravou a conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi realizada duas horas após o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ter determinado a suspensão das interceptações telefônicas sobre Lula.

A decisão de Moro que determina o fim das interceptações ao ex-presidente foi juntada ao processo judicial às 11h12 desta quarta-feira (16). O juiz determina que a Polícia Federal seja comunicada da decisão "com urgência, inclusive por telefone", diz o texto do despacho.

Às 11h44, em outro despacho, a diretora de Secretaria Flavia Cecília Maceno Blanco escreve que informou o delegado sobre a interrupção. "Certifico que intimei por telefone o Delegado de Polícia Federal, Dr. Luciano Flores de Lima, a respeito da decisão proferida no evento 112", diz o documento.

O evento 112 refere à decisão de interromper as interceptações telefônicas do ex-presidente. Neste despacho, Moro afirma que não há mais necessidade das interceptações, pois as ações de busca e apreensão da 24ª fase da Lava Jato já foram realizadas.

A Polícia Federal publicou uma nota sobre o assunto no seu twitter, dizendo que foram interceptadas ligações após a notificação à companhia telefônica e que o relatório foi enviado ao juiz Moro.

"Tendo sido deflagradas diligências ostensivas de busca e apreensão no processo 5006617-29.2016.4.04.7000, não vislumbro mais razão para a continuidade da interceptação", diz o despacho, assinado pelo juiz.

A conversa entre Lula e Dilma foi gravada pela Polícia Federal às 13h32, segundo consta em relatório encaminhado ao juiz.

No diálogo, Dilma informa a Lula que está enviando a ele o "termo de posse" para que ele utilize o documento "em caso de necessidade".

Luciano Flores de Lima, o delegado que foi avisado pela manhã por Moro do fim do grampo, é o que manda juntar nos autos o áudio feito às 13h32. Também é o mesmo que interrogou Lula no dia 4 de março.

A interpretação da força-tarefa da Lava Jato é de que Lula foi nomeado ministro como forma de escapar de um suposto pedido de prisão feito pelo juiz Sérgio Moro. Como ministro, Lula só poderia ser preso por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná, Moro informou que só se manifesta apenas nos autos do processo. No despacho que tornou públicas as conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz Sergio Moro afirmou que o "interesse público" impôs o fim da continuidade do sigilo sobre os grampos.

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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