Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

O Brasil navega por águas perigosas

Por Miguel do Rosário

05 de julho de 2016 : 21h53

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Análise Diária de Conjuntura – 05/07/2016[/s2If]

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Hoje o dia começou relativamente divertido na fanpage do Cafezinho.

Um internauta me enviou vídeo do diretor da Fiesp dando chilique numa reunião da Câmara do Comércio, na Áustria, porque alguns convidados mencionaram o golpe no Brasil. Ele perde completamente o equilíbrio emocional e começa a gritar como um troll maníaco do G1, apontando o dedo agressivamente para a plateia e repetindo chavões.

E olha que o sujeito estava tentando convencer austríacos a investir no Brasil!

Mas a tarde foi um pouco triste, porque estive no campus do Fundão, na UFRJ, num debate sobre golpe com estudantes das faculdades de dança e educação física, e ouvi o relato de uma estudante de dança sobre o estado de medo e paranoia dos ocupantes do alojamento da universidade, após o assassinato de Diego Vieira Machado, estudante de arquitetura no campus.

A mídia não está contando a verdade completa sobre o caso, falando em homofobia sem citar, porém, as suspeitas crescentes de que foi um crime de ódio político.

Um mês antes do homicídio, um email enviado ao estudante e amigos cheio de ameaças, assinado por um grupo intitulado Juventude Revolucionária Liberal Brasileira.

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O Brasil, como sempre, inovando. Liberalismo que procura tolher a liberdade alheia é novidade bem típica de uma sociedade onde, no passado, os liberais defendiam a escravidão.

Agora à noite, começou a circular outro vídeo que não é exatamente divertido, mas que diverte. É a senadora Katia Abreu jogando um vinho na cara de seus colegas golpistas:

Circulou, também hoje, na fanpage e no blog Cafezinho, um vídeo de senadora francesa afirmando, com todas as letras, que não respeita a legitimidade do governo Temer, e que houve um golpe no Brasil.

Senadora francesa denuncia o golpe de Estado no Brasil from MD18 on Vimeo.

Se você cotejar o descontrole do diretor da Fiesp com a serena indignação democrática da senadora francesa, não será difícil prever qual narrativa ficará marcada na história.

A mídia corporativa, por sua vez, cava um buraco cada vez mais fundo para si mesma, na medida em que o seu cinismo e o seu golpismo se tornam dia a dia mais evidentes.

O governo Temer, por exemplo, não está fazendo qualquer tipo de ajuste. Todas as contas públicas estão estourando, sem que haja nenhum tipo de crítica racional. O seu grupo conduz a economia como uma trupe de bárbaros sedentos para esvaziar o cofre o mais rápido possível.

Em entrevista ao El Pais, Gil Castello Branco, do site Contas Abertas, afirma que Michel Temer só tem elevado despesas desde que assumiu o governo.

Apesar de tanta desmoralização, o governo segue estável, porque tem apoio da grande mídia e das castas privilegiadas.

Na verdade, nota-se inclusive uma aparente calma no país, como se o fato de termos um governo conservador, corrupto e incompetente fosse o retorno a normalidade.

Entretanto, é uma falsa tranquilidade, fruto antes do cansaço temporário da população do que satisfação de algum tipo. A população está exausta por quase dois anos de crise política, cuja principal característica sempre foi uma terrível pressão psicológica sobre a opinião pública,

O rentismo e os golpistas desconfiam de que gozam de uma calma apenas provisória, e por isso agem com tanta afobação, como ladrões de banco olhando o cronômetro do relório, contando os cinco minutos disponíveis para amealhar o máximo possível antes da chegada da polícia.

A mudança na correção de forças, levando a oposição para o Executivo, gerará um tensionamento de outra ordem entre as grandes forças democráticas.

Qual será o resultado da queda de braço entre Executivo e Legislativo, de um lado, representantes da política, de um lado, e as castas burocráticas, representantes da força bruta do Estado?

Com o PT à frente do Executivo, a mídia tratou de insuflar o conflito entre as duas forças, tanto que, passado o golpe, ele permanece. Conseguirá a mídia puxar o freio das castas? Ou se aliará a elas para manter a classe política sob controle técnico absoluto?

E a classe média? o que fará quando cair em si, de que ajudou a levar ao poder um punhado de meliantes, que irão elevar seus impostos, aumentar o endividamento do Estado, reduzir direitos de todos, desmantelar o incipiente, frágil, sistema de proteção social que vínhamos construindo?

E o povo? O que fará o povo brasileiro?

No momento, o Brasil navega por águas perigosas. [/s2If]

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Messias Franca de Macedo

06 de julho de 2016 às 09h15

“Vende-se o Brasil! Aproveitarei a propina para comprar um pescoço!”
Por mordomo vampirão libanês usurpador TEMERário/TEMERo$$$o dos(as) infames nazigolpistas.

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