Câmara discute privatização da Eletrobras

Brasília - DF, 01/06/2016. Presidente Interino Michel Temer durante cerimônia de posse de Maria Silvia Bastos Marques, no cargo de Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos senhores Paulo Rogério Caffarelli, no cargo de Presidente do Banco do Brasil, Gilberto Occhi, no cargo de Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Parente, no cargo de Presidente da Petrobras e Ernesto Lozardo, no cargo de Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foto: Beto Barata/PR

Temer distribui cargos para garantir apoio: é a velha política em jogo

Por Redação

24 de janeiro de 2017 : 11h55

“Michel Temer tem distribuído cargos na administração pública para agradar a seus aliados e garantir apoio em votações no Congresso. Sua estratégia, no entanto, tem sido a de dividir funções de uma mesma pasta ou órgão para diferentes padrinhos, restringindo as indicações”.

No Estadão

Temer ‘fatia’ cargos para garantir apoio

A estratégia do presidente tem sido a de dividir funções de uma mesma pasta ou órgão para diferentes padrinhos, restringindo as indicações

Por Ricardo Brito e Rafael Moraes Moura

A exemplo do que ocorria em governos anteriores, desde que assumiu, há oito meses, o presidente Michel Temer tem distribuído cargos na administração pública para agradar a seus aliados e garantir apoio em votações no Congresso. Sua estratégia, no entanto, tem sido a de dividir funções de uma mesma pasta ou órgão para diferentes padrinhos, restringindo as indicações.

O modelo é o chamado “porteira aberta”, quando a indicação vale apenas para o cargo específico e não inclui subordinados, por exemplo. Difere do chamado “porteira fechada”, modelo mais comum na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando se permitia que apadrinhados dos partidos da base ocupassem todos os cargos de livre nomeação de uma determinada pasta. Nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e na de Dilma Rousseff a divisão dos cargos era semelhante ao que ocorre hoje.

O Estado mapeou os cerca de 150 principais cargos das 24 pastas e secretarias com status de ministério e encontrou diversos exemplos dessa divisão, como no Ministério da Educação.

O titular da pasta é do DEM – o deputado licenciado Mendonça Filho (PE) – e outros integrantes são historicamente ligados ao PSDB, como a secretária executiva, Maria Helena Guimarães de Castro, e a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini.

“Para as políticas públicas andarem, é preciso, além de competência e qualificação técnica, ter uma equipe com respaldo político”, disse o ministro.

Outro caso é o Ministério da Saúde, em que o também deputado licenciado Ricardo Barros, indicado do PP, divide a cúpula e órgãos auxiliares entre apadrinhados do seu partido e do PMDB. O ministro da Saúde disse que o único critério com o qual se importa é que o indicado tenha competência técnica. “As indicações são sempre de pessoas qualificadas, independentemente de quem indica. Quando não é qualificada, não é nomeada”, afirmou Barros.

No Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, comandado por Osmar Terra (PMDB), postos estratégicos são ocupados por nomes de outros partidos, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), presidido pelo ex deputado federal Leonardo Gadelha, ligado ao PSC.

Já a secretária Nacional de Assistência Social da pasta, Maria do Carmo Brant de Carvalho, pertence aos quadros do PSDB, tendo atuado na eleição de 2014 na elaboração de políticas sociais do programa de governo do então candidato tucano à Presidência Aécio Neves.

Para Terra, o modelo de distribuição de cargos tem sido bem-sucedido ao construir uma boa relação com as legendas que apoiam o Planalto. “Ele contempla as várias possibilidades de força de peso político dos partidos que compõem a base, predominando a preocupação em dar resultado”, afirmou o ministro. “Os partidos estão preocupados com o resultado do governo, indicando pessoas qualificadas. Sabemos que o governo tem dois anos e precisa dar respostas rápidas.”

Apoio. Auxiliares de Temer admitem que esse modelo de partilha de cargos faz parte da estratégia de ter um “ministério congressual” e avaliam que a iniciativa tem garantido, ao menos até o momento, a fidelidade da base aliada nas votações da Câmara e do Senado.

Dados do Basômetro, ferramenta do Estadão Dados, mostram que Temer obteve, até dezembro – incluindo o período de interinidade – uma taxa de apoio entre os deputados de 83%, mais de 20 pontos porcentuais superior ao que Dilma conquistou em idêntico período do início do segundo mandato.

De acordo com o último Boletim Estatístico de Pessoal, divulgado pelo Ministério do Planejamento em outubro passado, são 19.364 cargos de livre nomeação.

Nos bastidores, a Casa Civil, chefiada por Eliseu Padilha, e a Secretaria de Governo – ocupada até novembro do ano passado por Geddel Vieira Lima – atuam para aparar as arestas na base na definição da partilha dos cargos, segundo uma fonte do Planalto. Em alguns casos, o presidente tem de intervir. Uma das dificuldades do momento, por exemplo, é a composição pelos partidos da base da diretoria da Fundação Nacional de Saúde, órgão ligado ao ministério.

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13 comentários

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Graciela Pozzo

25 de janeiro de 2017 às 10h41

Responder

Ataides Tiguera

25 de janeiro de 2017 às 01h39

Isso é a eranca que sobrou do finado pt.

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LUIZ TAVE

24 de janeiro de 2017 às 22h15

O STF PERMITIU O GOLPE E AGORA QUER CORRER ! USARAM O CUNHA ATE` QUANDO FOI DE VOSSO INTERESSE ! E QUEREM AINDA PRESENTEA- LO COM HABEAS , MEDO DA DELAÇAO DO PROPRIO ” ELE DISSE QUE O STF DEVIA FAVORES A ELE !

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Vitor

24 de janeiro de 2017 às 19h13

Velha política não. Única política. Qual governo não faz isso?

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Julio Cesar

24 de janeiro de 2017 às 21h08

Esse IDIOTA ta pensando que ele vai ser presidente por quanto tempo?
“Rei por um dia”!

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Lili Brown

24 de janeiro de 2017 às 20h04

Fora GOLPISTAS!! Fora temer!! Traidores da nacao brasileira! Vamos juntos as ruas do Brasil inteiro pela volta da democracia no Brasil!

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Alexsandro Bezerra

24 de janeiro de 2017 às 16h06

Fazendo o que o outro Governo fazia. Reclamar de q PT?

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    Myguel Macyel

    25 de janeiro de 2017 às 10h01

    Tipo, deixando universidade fechar enquanto dá milhões pra empresa de telecomunicações?

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    Alexsandro Bezerra

    25 de janeiro de 2017 às 10h27

    Se o outro Governo, ou melhor, Desgoverno, não tivesse se envolvido em corrupções, mentiras, ilicitos…. e tanta soberba, o brasil não estaria nessa. Mas Dilma e o PT acharam que pudia fazer tudo a toda hora e momento que nada iria acontecer, esse foi o erro grave. Não reconheço esse Governo, mas não reconheço o outro tambem. Esse foi golpista? Foi sim, mas o outro tambem foi, verdade seja dita. Era pra o PT está governando eternamente, mas achou que seus cambalachos nunca seriam descobertos. Fora Temer, Lula, Aecio,Dilma, Renam e demais dessa lais. São todos porcos da mesma lama.

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    Alexsandro Bezerra

    25 de janeiro de 2017 às 10h29

    Myguel Macyel te imploro. Veja este video independente de qualquer coisa.

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Maria Do Rosário Alves Santos

24 de janeiro de 2017 às 15h54

Com cumplicidade da midia6.

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Jose Renato da Silva

24 de janeiro de 2017 às 15h18

Mais agora pode tudo é a mídia calada

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