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Com PSDB à frente do Itamaraty, Brasil ficará fora do Conselho de Segurança da ONU até 2033

Por Miguel do Rosário

17 de março de 2017 : 15h48

(Aloysio Nunes, senador pelo PSDB e atual ministro das Relações Exteriores / Agência Senado)

Inacreditável.

O governo Dilma foi medíocre em matéria de política internacional. A presidenta viajou pouco e não criou nenhum tipo de comunicação com o exterior.

Mesmo assim, ela participou da consolidação dos Brics e deu continuidade, embora sem o brilho do governo Lula, à estratégia de ampliar a diplomacia brasileira.

Entretanto, o principal culpado pela desistência do Brasil de integrar o conselho de segurança da ONU é – obviamente – o governo Temer, que assumiu a administração do Executivo há quase um ano.

E quem ocupou o Ministério das Relações Exteriores nesse tempo todo?

O PSDB.

Primeiro com Serra, depois com Aloysio Nunes.

A capacidade destrutiva do PSDB é de fazer inveja a qualquer exército inimigo.

Esse é o tipo de coisa que traz danos incalculáveis ao país, pois a presença no Conselho de Segurança da ONU significa poder de barganha, para negociar acordos comerciais vantajosos com outras nações.

A mediocridade do governo Temer é insuperável.

Os prejuízos do golpe já estão se estendendo para várias gerações à nossa frente.

A grande imprensa brasileira tem enorme culpa no cartório. Sua obsessão pela Lava Jato, única pauta nacional, desvia as atenções da opinião pública de qualquer objetivo e ação estratégicos para o nosso desenvolvimento.

O Brasil não está discutindo política internacional, porque viramos um país dominado por delatores, de um lado, e promotores de justiça, de outro.

Só se fala em delação, passada, presente e futura. Enquanto isso, o mundo segue em frente e o Brasil fica para trás.

***

Brasil abre mão de integrar o Conselho de Segurança da ONU

Estimativa é de que país fique mais de 20 anos sem integrar principal órgão das Nações Unidas. Analistas veem enfraquecimento internacional

Por Léo Gerchmann, no Zero Hora
17/03/2017 – 12h44min | Atualizada em 17/03/2017 – 12h44min
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Brasil abre mão de integrar o Conselho de Segurança da ONU Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata / PR

Um fato de alto simbolismo retrata o refluxo na intensidade com que a diplomacia brasileira atuou mundo afora durante os governos de Fernando Henrique Cardoso e, muito em especial, no de Luiz Inácio Lula da Silva: por notório desinteresse, o Brasil ficará pelo menos até 2033 fora do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), a mais alta instância do organismo, responsável pela segurança e pela pacificação mundiais. Não houve manifestações de interesse em um tema que chegou a ser prioritário para Lula — defensor de uma reforma do CS para ampliar o número de membros permanentes e torná-lo mais abrangente e legítimo.

Essa falta de protagonismo, na visão de analistas e diplomatas brasileiros, teria sido decisiva para a renúncia de José Serra, que alegou problemas lombares ao deixar de ser chanceler — foi substituído por Aloysio Nunes Ferreira, quadro tucano mais acostumado a agir nos bastidores, inclusive quando esteve na guerrilha contra a ditadura. Serra, um político com pretensões para as eleições presidenciais de 2018, sentiu falta de visibilidade. Conforme um funcionário do governo ouvido pela Folha de S. Paulo, “o Brasil foi do 80 para o 8”.

— É evidente a pouca importância dada para a política externa desde o governo Dilma. É lamentável que deixemos de influenciar na instância mais importante da ONU— diz um diplomata para Zero Hora.

— O que está havendo nos últimos três ou quatro anos é o rompimento de uma tradição centenária da diplomacia brasileira. Desde a Liga das Nações, antes da ONU, há cem anos (a Liga das Nações existe desde 1919), o Brasil procurava ter protagonismo, e isso enfraquece o país internacionalmente — diz o cientista político venezuelano Rafael Duarte Villa, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em CS.

Os últimos gestos de Serra como ministro das Relações Exteriores foram o de ir à reunião de chanceleres do G-20 em Bonn para se encontrar com o colega mexicano, Luis Videgaray, dando-lhe apoio nas contendas com os Estados Unidos, e procurando atrair a Aliança do Pacífico (integrada por Chile, Colômbia, México e Peru) a um acordo com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Na linha mais comercial e discreta, o Itamaraty também faz gestões com a União Europeia (UE) por um acordo de livre comércio negociado há duas décadas.

A pauta do Itamaraty contrasta com a de gestões anteriores. No governo de Lula, entre 2003 e 2010, o Brasil chegou a se candidatar para a mediação entre israelenses e palestinos e, em conjunto com a Turquia, até apresentou uma proposta de acordo para resolver a questão nuclear no Irã. A diminuição na intensidade já se fez notar quando, sob Dilma Rousseff (2011-2016), silenciaram-se as gestões para ocupar o CS.

A falta de protagonismo se reflete nas relações com os EUA. Desde que assumiu, em 20 de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, ainda não conversou com o colega brasileiro Michel Temer. Questionado, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, alegou problemas de “agenda”. Mas o líder americano já conversou com os colegas da Argentina, Mauricio Macri; da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Peru, Pedro Pablo Kuczynski. Na conversa de cinco minutos com Macri, Trump o chamou de “liderança”, o convidou a ir até Washington e enviou abraços para seu pai, Franco Macri. Restou a Temer um diálogo com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

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China, EUA, França, Reino Unido e Rússia ocupam os cinco assentos permanentes do CS, grupo seleto do qual Lula um dia quis participar — cada um desses cinco países tem direito a veto nas resoluções. Há outras 10 vagas, que são rotativas, bienais, sem direito a veto nas resoluções e divididas por região do planeta (cinco de África e Ásia, uma da Europa Oriental, duas da América Latina e do Caribe e duas para Europa Ocidental). O Brasil ocupou uma delas pela última vez entre 2010 e 2011. Por estar há algo como 10 anos sem apresentar candidatura, a estimativa é de que fique sem assento no CS ao menos até 2033. Até hoje, o período mais longevo em que o Brasil ficou sem a vaga foi entre 1968 e 1988, até porque, durante a ditadura militar (1964-1985), não havia interesse.

Principais atribuições do CS:

— Sanções a países que descumpram a algum acordo

— Envio das missões de paz para países sob turbulência

— Aprovação de eventuais invasões militares

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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37 comentários

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Lindava Brito da Silva

19 de março de 2017 às 09h21

Só ha uma solução para resolver todos os problemas que Temer e PSDB, estão causando ao Brasil é tirar o golpista Temer o povo brasileiro não aprovou nenhum projeto de governo de Temer porque ele não foi aprova nas urnas quem foi aprovada foi a Dilma, com mais de 54 milhões de votos. Objetivo deles era tirar a Dilma e colocar o Temer para se livrar da Lava Jato e também livra-los, o Brasil Não pode ser governado por uma quadrilha! Temos que ir às ruas e pedir diretas já! Lula presidente.

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Odlan Costa Rh

19 de março de 2017 às 03h14

O que essa tal de ONO, UNO sei lá o que representa pra gente. O que vai mudar no Brasil? Vai deixar de ter carne PODRE? Vai acabar com a corrupção? Respondam intelectuais

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Alcides Cabral

18 de março de 2017 às 13h48

” Não me amarra dinheiro não , a formosura …” Além de corrupto , muito feio . Vai matar o povo brasileiro de susto .

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Angela Maria

18 de março de 2017 às 13h17

Vergonha

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Rita Xavier

18 de março de 2017 às 12h38

Esse partido é uma desgraça

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Clauton Corsetti

18 de março de 2017 às 03h14

Ninguém leva o Brasil a sério, fazer parte do Conselho não faz diferença

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    gabriel

    18 de março de 2017 às 08h38

    como assim não faz diferença isso dara mais vizibilidade para o pais e abriria novas oprtunidades para o pais e para a sua informação antes desse governo paises como a frança nos respeitavam muito,é claro que uma pessoa com sua mentalidade mediocre jamais iria entender.

    Responder

Patricia Boueri

18 de março de 2017 às 01h41

Servil, ladrão e desequilibrado. O chanceler não habilita o Brasil a nada.

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Ricness Ric

18 de março de 2017 às 00h07

Explica isso direito gente

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william f rabelo

17 de março de 2017 às 20h28

Notícia tendenciosa. Dilma também não enviou candidatura ao conselho.

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Marilene Flores

17 de março de 2017 às 23h04

Este boca de sapo ,e um incompetente ,nojo ,

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O Cara Csc

17 de março de 2017 às 22h36

Kkkkkkkkk

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Garivaldo Oliveira

17 de março de 2017 às 22h26

Eita Brasil

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Helvio Zenaide

17 de março de 2017 às 21h41

Conselho de Seguranca da ONU é quer distância do Brasil.

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Celma Queiroz

17 de março de 2017 às 21h37

Q vergonha!! Fora Temer!!!

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Elaine Maria Santos

17 de março de 2017 às 21h20

” Desordem e Regresso “

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Leo

17 de março de 2017 às 18h19

Esses golpistas são vassalos do império.
Uma vergonha!

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Conceição Juçara Ferreira Azevedo

17 de março de 2017 às 21h08

Estão acabando de enterrar o Brasil @

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Omar Luz

17 de março de 2017 às 20h54

O 300 MIl é uma ofensa a diplomacia…

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Olimar Sancho Diogo

17 de março de 2017 às 20h52

E vão se perdendo as conquistas

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    Fernando Saraiva Ferreira Sobrinho

    17 de março de 2017 às 22h33

    Desigualdade no Brasil aumenta pela primeira vez em 22 anos
    O indicador da desigualdade social, que estava em linha descendente há 22 anos, voltou a subir. Com o resultado, o Brasil voltou três anos no tempo e anulou a redução da desigualdade registrada em 2014 e 2015. As informações são do índice de Gini calculado pela FGV Social

    Responder

Pedroll

17 de março de 2017 às 17h36

Que desgraça!que tipo de pessoa apoia um crime desses??

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Lili Brown

17 de março de 2017 às 20h15

Este e o Brasil que NAO queremos! Anulacao imediata do impeachment que destruiu nossa economia e democracia! STF NAO SEJAM CUMPLICES DESTA TRAGEDIA CONTRA O BRASIL!

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Gustavo Rapisarda Arcolini

17 de março de 2017 às 20h04

E com razão! Golpistas não tem vez!

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Maria

17 de março de 2017 às 17h02

Não será por que os comunistas infiltrados na ONU distorcem a democracia?

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Maria Delfina Carneiro

17 de março de 2017 às 19h43

Não podemos ombrear com os estrangeiros em responsabilidade

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Francisco

17 de março de 2017 às 16h39

A mandar essa turma tucana para a ONU, é melhor não mandar nada.

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Rogério Bezerra

17 de março de 2017 às 16h39

Soberania é para humanos livres. E a Direita nacional é escrava da potência do momento. Em breve estudarão mandarim e etc.
Cuidem dos seus cães…

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Elizabeth Dene

17 de março de 2017 às 19h33

Decadência total! Que vergonha!

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Laercio Ferreira

17 de março de 2017 às 19h33

VÃO TRANSFORMAREM ESTE GIGANTE DOPADO OU ADORMECIDO EM CAPITANIAS HEREDITÁRIAS, COM GOVERNADORES MOR , PRESIDENTE MOR NOMEADOS PELOS PAÍSES IMPERIALISTAS O PODERES ECONÔMICOS E POLÍTICOS, DAS ELITES, QUE SÃO OS 1% DOS QUE DOMINAM AS FORTUNAS , AS RIQUEZAS DO PLANETA?? E O ITA-MARATY NAVIO TRANSATLÂNTICO QUE FAZEM EXCURSÕES AOS PARAÍSOS FISCAIS SE VALERÃO DAS RELAÇÕES DO PODER??

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Mara Ramos Santos

17 de março de 2017 às 19h30

Más notícias .

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Hatshepsuts Moraes

17 de março de 2017 às 19h26

Sorte do mundo!

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Maria Thereza Freitas

17 de março de 2017 às 16h25

mais um “conquista” dos entreguistas/golpistas e, com certeza, com uma visão que não ultrapassa a leitura do extrato bancário

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Marcia Cristina Fajardo

17 de março de 2017 às 19h07

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Paulo Costa

17 de março de 2017 às 19h05

E agora seus coxinhas alienados e apátridas estão orgulhosos?

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Luiz Gonzaga Domingues Gonzaga Gonzaga

17 de março de 2017 às 18h59

Com esses senhores no poder, tenho medo que o Brasil deixará de existir em pouco tempo como nação…

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Eudivan Barreto

17 de março de 2017 às 18h52

Pois é! Não dá pra se ter golpistas participando de algo sério como o CSO… O lugar deles é no “cantinho da vergonha”

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