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Presidente exonerado da Funai solta o verbo: Povo brasileiro precisa acordar. Golpistas querem instalar uma ditadura

Por Miguel do Rosário

05 de maio de 2017 : 14h55

(Mario Vilela – 16.mar.2017/Funai)

Estivéssemos numa democracia (e não sob o tacão de um golpe de Estado), e se existisse imprensa honesta no país, essa matéria, publicada na Folha, seria manchete de primeira página em todos os jornais e matéria principal do Jornal Nacional.

É uma denúncia muito forte!

Espero que chegue à imprensa internacional.

***

Na Folha

Exonerado, ex-chefe da Funai ataca governo e fala em ‘ditadura’

Por RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
05/05/2017 14h19

Com a sua exoneração publicada no “Diário Oficial” desta sexta-feira (5), o ex-presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio) Antonio Fernandes Costa convocou uma entrevista coletiva na frente do prédio do órgão, em Brasília, para anunciar que “ingerências políticas” do líder do governo na Câmara, André Moura (PSC), levaram à sua queda e que a fundação “vive uma ditadura”.

“O povo brasileiro precisa acordar, o povo brasileiro está anestesiado. Nós estamos prestes a se instalar nesse país uma ditadura que a Funai já está vivendo. Uma ditadura que não permite ao presidente da Funai executar as políticas institucionais. Isso é muito grave. O povo brasileiro precisa acordar”, declarou.

Costa acusou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), de “estar sendo ministro de uma causa”, em referência ao agronegócio. Serraglio foi membro da bancada ruralista no Congresso e foi relator de uma proposta de emenda à Constituição que retira do Executivo a autonomia para demarcar terras indígenas.

“O ministro é um excelente deputado, mas ele não está sendo ministro da Justiça, ele está sendo ministro de uma causa que ele defende no Parlamento. E isso é muito ruim para as políticas brasileiras, principalmente para as minorias. Os povos indígenas precisam de um ministro que faça justiça, e não de um ministro que venha pender para um lado, isso não é papel de ministro, [privilegiar] o lado que ele defende, que ele sempre defendeu na Câmara dos Deputados”, disse o ex-presidente da Funai.

O ex-presidente disse que a bancada ruralista “não só assumiu o controle das questões indígenas, mas também do Congresso Nacional”.

Reportagem da Folha publicada no último dia 2 mostrou que o ministro teve sua agenda oficial dominada por ruralistas e alvos da Operação Lava Jato. Foram cem audiências com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária e com políticos investigados. Não houve nenhum encontro registrado oficialmente com representantes indígenas.

Serraglio afirma que tem recebido em audiência quem a solicita e que chegou a se reunir no mês passado com um grupo de índios no gabinete do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-governador do Amazonas. “Eu lanço um desafio para que alguém identifique uma situação em que alguém tenha solicitado uma audiência em que eu não o tenha recebido”, declarou o ministro da Justiça.

PRESSÃO

Sem citar nominalmente Moura, Costa afirmou que sofreu pressões do líder do governo para fazer nomeações na Funai de pessoas que, segundo ele, não tinham qualificação técnica para ocupar os cargos.

Ele atribuiu a sua saída a “ingerências políticas dentro da instituição, que eu não permiti e jamais poderia permitir em defesa dos servidores”. “Essa ingerência partiu inicialmente do líder do governo”, disse.

Costa afirmou que o esvaziamento da Funai, com a crescente perda de recursos financeiros e servidores, poderá causar “uma grande catástrofe internacional”. No mês passado, o órgão precisava de R$ 9 milhões para tocar suas atividades básicas, mas Costa disse que foram recebidos apenas R$ 4 milhões. Ele afirma que teve que recorrer a outras fontes para garantir mais R$ 1,5 milhão para manter algumas frentes de proteção na área.

Indagado por um jornalista, o ex-presidente da Funai disse concordar com a afirmação de que há um plano do governo federal em “acabar com a Funai”.

“Não só acabar [com o órgão], mas também as políticas públicas. As políticas de demarcação de terras, de segmento, de cortes. Isso é muito grave. O governo não tem nesse momento o sentimento de compreender o que é a Funai. A Funai acima de tudo precisa de paz para que possa devolver a esses índios os seus direitos. Se eu estou saindo é porque eu estou lutando a favor do índio. O meu compromisso é com o povo indígena, não é com políticos”, afirmou Costa.

Costa disse que soube de sua exoneração somente ao ler a publicação do ato no “Diário Oficial” e que não recebeu nenhum telefonema prévio.

“Com toda certeza eu estarei sofrendo retaliações, como hoje o próprio governo disse que eu estaria saindo por incompetência. Incompetência é desse governo, que quebrou o país, que faz cortes de 44% no Orçamento porque não teve competência de arrecadar recurso. Incompetência desse governo, incapaz de convocar os 220 concursados [da Funai]. Incompetência desse governo, que faz cortes de funcionários e servidores da instituição. Cabe a ele responder”, disse Costa.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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51 comentários

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Maria Angela Sanches Fessel

08 de maio de 2017 às 23h22

mas se não passa na Globosta os povo brasileiro estúpido não fica sabendo.

Responder

Levi Cordeiro da Silva

07 de maio de 2017 às 12h30

Esse babaca só está denunciando tudo isso, porque perdeu a boquinha. Por que não denunciou antes ?

Responder

Márcio Rodrigues de Carvalho

06 de maio de 2017 às 21h57

Precisou ser exonerado pra ele abrir o verbo? Antes ele concordava com o está acontecendo?

Responder

Julio Cesar

06 de maio de 2017 às 21h12

Acordar como? não tá escrito no hino nacional ;”Deitado eternamente em berço esplendido…”!

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Hilário Sousa

06 de maio de 2017 às 09h22

Por pouco tempo, nesse país, para ser político tem que está respondendo um ou mais processos. Para os homens de bem, cabe-lhe uma acusação feita por um corrupto e a imprensa, ainda mais corrupta, fazer o resto do jogo sujo. Ora, um congresso recheado de ladrões, um presidente golpista e também ladrão um judiciário se protegendo e protegendo seus apaniguados, o que podemos esperar senão um levante do povo. A carga está pendendo e quando pender de vez, veremos o que ocorrerá. Acorda BRASIL.

Responder

Edson Santos

06 de maio de 2017 às 11h21

Concordo plenamente dr Edson

Responder

Eloi Pinheiro Sales

06 de maio de 2017 às 11h03

Estão destruindo o futuro de nossos filhos e netos.
E ficamos calados
somos covardes e omissos.

Responder

Rose Anjos

06 de maio de 2017 às 09h58

Agora ele solta o verbo. Se não tivesse sido exonerado ia continuar caladinho.

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Euripedes Mendes da Cunha

06 de maio de 2017 às 03h50

CONTINUAÇÃO
.
Em 2 de maio deste ano, Moura teve uma condenação por improbidade administrativa confirmada em segunda instância, no Tribunal de Justiça de Sergipe. Ele teria usado R$ 105,5 mil da prefeitura de Pirambu para pagar despesas suas e da família, com itens como bebida alcoólica e churrasco. Ele teve os direitos políticos suspensos por oito anos, o que só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recurso.

Em junho do ano passado, a Segunda Turma do STF aceitou três denúncias contra Moura por irregularidades na gestão do ex-prefeito Juarez Batista dos Santos (2005-2007), seu então aliado e sucessor. O deputado foi acusado de ter comida, contas de telefone e transporte, entre outras coisas, custeados pela prefeitura. Posteriormente, Moura e Juarez se desentenderam. Isso levou Moura a ser investigado por tentativa de homicídio em inquérito aberto no STF. Juarez relatou que passou a sofrer ameaças. Em 23 de junho de 2007, o vigia de sua residência foi atingido por um tiro de raspão durante uma tentativa de assalto. Juarez afirmou suspeitar de Moura. Segundo o deputado, por falta de provas já foi pedido o arquivamento do caso.

Responder

Euripedes Mendes da Cunha

06 de maio de 2017 às 03h40

André Moura: réu no STF e acusado de tentativa de homicídio

Novo líder do governo, deputado do PSC também é alvo da Lava-Jato

BRASÍLIA — O novo líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), responde a uma série de inquéritos na Justiça e é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), além de ter sido condenado, em segunda instância, por improbidade administrativa. O motivo: uso de recursos do município de Pirambu, onde já foi prefeito e fez seu sucessor, para pagar despesas pessoais com comida e bebida alcoólica. Aliado muito próximo do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, Moura também tornou-se alvo da Operação Lava-Jato. No STF, ainda responde a ações penais que apuram desvios na cidade sergipana e até a uma acusação, feita por um adversário político, de ter participado de tentativa de homicídio.

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Na Lava-Jato, Moura é investigado em inquérito para apurar se Cunha contou com a ajuda de outros deputados para alterar medidas provisórias de interesse de empreiteiras ou para pressionar empresários por meio de requerimentos na Câmara. Moura nega a acusação e diz que seu nome foi incluído no inquérito porque foi agressivo durante depoimento de integrantes do grupo Schain na CPI da Petrobras. O grupo, que também é investigado, agora colabora com a Justiça.

Responder

    Euripedes Mendes da Cunha

    06 de maio de 2017 às 03h51

    Em 2 de maio deste ano, Moura teve uma condenação por improbidade administrativa confirmada em segunda instância, no Tribunal de Justiça de Sergipe. Ele teria usado R$ 105,5 mil da prefeitura de Pirambu para pagar despesas suas e da família, com itens como bebida alcoólica e churrasco. Ele teve os direitos políticos suspensos por oito anos, o que só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recurso.

    Em junho do ano passado, a Segunda Turma do STF aceitou três denúncias contra Moura por irregularidades na gestão do ex-prefeito Juarez Batista dos Santos (2005-2007), seu então aliado e sucessor. O deputado foi acusado de ter comida, contas de telefone e transporte, entre outras coisas, custeados pela prefeitura. Posteriormente, Moura e Juarez se desentenderam. Isso levou Moura a ser investigado por tentativa de homicídio em inquérito aberto no STF. Juarez relatou que passou a sofrer ameaças. Em 23 de junho de 2007, o vigia de sua residência foi atingido por um tiro de raspão durante uma tentativa de assalto. Juarez afirmou suspeitar de Moura. Segundo o deputado, por falta de provas já foi pedido o arquivamento do caso.

    Responder

Sandra Hortencio Dos Santos

06 de maio de 2017 às 03h47

Sei depois que foi descartado abre a boca.

Responder

Rejane Rivas

06 de maio de 2017 às 03h33

Já instalaram!

Responder

Marcos Pinto Basto

05 de maio de 2017 às 23h59

António Fernandes Costa denunciou uma manobra que desmonta a FUNAI, foi a primeira denúncia de manobra suja deste desgoverno do Traidor Temer, mas existem muitas mais e algumas estão sendo praticadas descaradamente nas barbas do Povo que necessita acordar.

Responder

Edgar Silva Silva

06 de maio de 2017 às 01h38

A ditadura já está instalada

Responder

Lucia Almendra

06 de maio de 2017 às 01h21

Precisa acordar…

Responder

Cellini Marcos de Andrade

06 de maio de 2017 às 00h47

Ingerência do líder do governo na câmara, André Moura, um dos piores políticos do meu Estado de Sergipe!

Responder

eu

05 de maio de 2017 às 20h19

O negócio vai ferver mesmo quando o Lula for absolvido.

Vamos continuar mostrando as maldades desse governo pra que ele caia no momento perfeito e a democracia volte, como ela voltará, sem dúvida nenhuma, mais forte.
Confiança meus amigos.

Responder

Cláudio Xavier

05 de maio de 2017 às 22h08

Para a ditadura ser instalada acho que vai depender do caso Lula.

Responder

Cláudio Xavier

05 de maio de 2017 às 22h08

Para a ditadura ser instalada acho que vai depender do caso Lula.

Responder

Kadja Torres

05 de maio de 2017 às 22h04

Só ficam os corruptos!

Responder

Kadja Torres

05 de maio de 2017 às 22h04

Só ficam os corruptos!

Responder

carlos

05 de maio de 2017 às 18h56

A Naise Lopes deve ser uma grande latifundiaria, caso contrário é psicopata.

Responder

Phelipe Luz

05 de maio de 2017 às 21h51

Lula ladrão

Responder

Israel Gomes da Silva

05 de maio de 2017 às 21h00

Já começou faz tempo

Responder

Adelina Alves Dos Santos

05 de maio de 2017 às 20h59

Ce um absurdo , esse politicos nao tem senso mesmo o povo morrendo e eles fazendo fara com nosso dinheiro

Responder

José da Cunha Júnior

05 de maio de 2017 às 17h44

Só agora ele se deu conta disso? Tadinho!

Responder

Emerson Motta

05 de maio de 2017 às 20h39

Se eram golpistas o que ele esteve fazendo lá até agora? foi só ser exonerado para descobrir que o vice da Dilma também não presta ou tá inconformado porque perdeu a mamadeira?

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marcos torres cravo

05 de maio de 2017 às 17h32

canalha canalha, canalha? sim, canalha e muito..

Responder

Ana Esmeralda Fonseca Costa

05 de maio de 2017 às 20h23

Responder

Naise Lopes

05 de maio de 2017 às 20h23

Por que n?o executaram as ” políticas institucionais” na ditadura petista????

Responder

Luiz Tostes

05 de maio de 2017 às 20h22

Esperar o que de um ministro da justiça que chama corrupto ladrão de meu CHEFE ?

Responder

Aparecida Avari

05 de maio de 2017 às 20h21

O golpista vagabundo canalha covarde traidor da pátria está destruindo o Brasil de norte a sul. ACORDA BRASIL ACORDA POVO BRASILEIRO ENXERGUEM A VERDADE DOS FATOS. FORA TEMER GOLPISTA FORA PSDB PMDB DEM TEMER GLOBOSTA E O JUIZINHO DE MERDA. QUEREMOS JUSTIÇA DE VERDADE NÃO O ARREMEDO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL.

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Rosangela Talib

05 de maio de 2017 às 19h59

Dá uma raiva…

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Regina Nilson Filho

05 de maio de 2017 às 19h51

Despertem, zumbis!

Responder

Thiago Silva

05 de maio de 2017 às 19h45

A mídia calada!!!

Responder

Jose Goncalves Ferreira

05 de maio de 2017 às 19h18

Isto de fato parece ser verdade, pois militares quando se pronunciam dar a entender que é contra PT é a favor dos golpistas.

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Graça Melo

05 de maio de 2017 às 19h16

A FUNAI nunca foi uma Instituição ao amparo dos indígenas brasileiros. Em verdade, sempre foi cabide de emprego, de vadiagem, vejamos aquele deputado federal por Aracaju do PSC, André Moura, em concluio com o Ministro dá Justiça colocou VINTE “funcionário” na FUNAI sem necessidade. Ainda teem no descaramento de alardear que o país está a beira da falência econômica. São canalhas, canalhas, canalhas!

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Cecilia Mendes

05 de maio de 2017 às 19h07

Esse país é uma vergonha mesmo, nunca respeitou os índios e aquele que quer defende -los é demitido.

Responder

Mario Luiz de Camargo

05 de maio de 2017 às 19h03

E AI DR MICHEL THEMER TA DIFICIL ASSIM QUER POR MAO ONDE NAO SABE ESSE MINISTRO DA JUSTIÇA ESSE TRASTE QUEREMOS FORA VAMOS PASSAR ISSO A LIMPO

Responder

Maria Cristina Barcellos

05 de maio de 2017 às 18h57

Cris Silveira Barcellos

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Maria Aparecida Fernandes Da Silva Kato

05 de maio de 2017 às 18h41

FORA TEMER GOLPISTA! FORA MORO JUIZ TUCANO

Responder

Jair C. Nascimento

05 de maio de 2017 às 18h38

Brasil, ” O passado é uma roupa “??” que não lhe serve mais ” ( Belchior)

Responder

Ada Coutinho da Silva

05 de maio de 2017 às 18h30

Acorda Brasil!Os golpistas não estão poupando nem os nossos índios!! Fora com esta Ditadura Maldita!!Fora Temer e a cambada dele!!!

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Mirela Maria

05 de maio de 2017 às 18h25

“querem”? já tá aí.

Responder

Luciano De Castro Lamego

05 de maio de 2017 às 18h25

Já está instalada, com o apoio da mídia. Felizmente hoje existe a internet.

Responder

Maria Dolores Rosa

05 de maio de 2017 às 18h22

Que horror

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Waldir José Franco

05 de maio de 2017 às 18h13

O Brasil de hoje explicado assim: Caminho com Maiakosvi

Responder

Elizabeth Dene

05 de maio de 2017 às 18h06

Maria Celeste Freire Corrêa Maria Inês Pereira Tita Beltrão

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