Lançamento da candidatura nacional do PDT (ao vivo)

Resposta a Nassif: É uma guerra de meganhas contra golpistas

Por Miguel do Rosário

17 de dezembro de 2017 : 11h47

Ora, Nassif, não é tão difícil entender.

Gilmar Mendes, que sempre fez dobradinha com o complexo jurídico-midiático, desde a Ação Penal 470, que sempre surfou na onda da meganhagem, resolveu pisar fundo no freio da violência jurídica e virar, da noite para o dia, um garantista.

Todo jurista que se preza sabe que ser garantista (ou seja, defender as garantias fundamentais), no Brasil de hoje, é estampar, na testa, o estigma de “revolucionário”.

O que, neste Brasil ultraconservador, é a mesma coisa que “subversivo”.

Os professores Afranio Silva Jardim e Pedro Serrano tem dito e escrito isso com todas as letras.

Quem tem o poder no Brasil, hoje, é a meganhagem juridíca, com apoio da mídia pitbull.

O surto garantista de Gilmar, e isso é coisa que todos sabem, veio à tôna quando a Lava Jato, embriagada com o golpe de Estado e com a mudança de regime que ela ajudou a implementar, resolveu avançar sobre os mesmos setores políticos que ela levou ao poder, como o núcleo golpista do PMDB e, sobretudo, o PSDB, partido orgânico da elite neoliberal.

Gilmar, então, resolveu peitar a Lava Jato, para salvar Aécio, Temer e todos da sua turma. E conseguiu. Aécio foi salvo. Temer foi salvo. E todos os tucanos serão salvos.

Mas aí surgiu um conflito intra-golpista, entre a meganhagem, jurídica e midiática, que tem apoio internacional, e o PSDB, do qual Gilmar é o rosto jurídico mais importante.

As revistas semanais são gratas a Temer, que tem feito jorrar dinheiro público para seus departamentos de publicidade, mas sabem que o poder maior está na Lava Jato, que pode acusar, mesmo sem prova, qualquer um no país, inclusive donos de revista.

E por trás da Lava Jato há o capital financeiro, que também sabe remunerar muito bem seus apoiadores.

Isso explica, Nassif, o ataque das revistas a Gilmar Mendes.

Tenho para mim, contudo, que os golpistas talvez cheguem logo a um acordo: afinal, eles tem um inimigo em comum, que é o povo brasileiro, e o candidato deste povo, que é Lula.

***

No Jornal GGN

As dúvidas sobre a ofensiva das semanais contra Gilmar, por Luís Nassif
DOM, 17/12/2017 – 00:03
ATUALIZADO EM 17/12/2017 – 07:23

Por Luis Nassif

Confesso que ainda não entendi totalmente a ofensiva das semanais contra o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Do lado da Veja, é evidente que a munição foi fornecida pelos porões da Lava Jato. E é possível entender a motivação da revista, mordendo e assoprando, e tendo de se equilibrar entre recuperar a imagem, depois do desastroso período Eurípides Alcântara, e, ao mesmo tempo, fazer o jogo das fontes.

Um pouco atrás, deu a capa com o advogado Adriano Bretas, o dono da chave do milionário mercado da delação premiada. Agora, a matéria sobre Gilmar.

A dúvida maior é em relação à IstoÉ.

A revista não costuma pensar na construção da imagem editorial. Sempre vive o momento como se não houvesse amanhã.

Nas últimas eleições, acertou o apoio a Aécio Neves. Depois do golpe, acertou com Eliseu Padilha apoio incondicional ao governo Temer. Gilmar é garantia de blindagem de Aécio e Temer. Porque o ataque da IstoÉ, em cima de um caso antigo?

Há uma explicação, mas que deixa a incógnita sobre o patrocinador.

Aparentemente, os patrocinadores entenderam que a defesa intransigente do garantismo, por Gilmar, para os tucanos, acabaria transbordando para Lula, enfraquecendo a ação claramente persecutória de Sérgio Moro e do TRF4 contra Lula.

Mas quem são os patrocinadores? Aparentemente decidiu realizar prejuízo (imagem do mercado quando o investidor decide vender suas ações na bacia) com Aécio, Serra e demais cadáveres políticos. E jogá-los ao mar com Lula.

A propósito, de fonte bem informada: Antonio Palocci vai dançar com sua tentativa de delação, por alguns motivos óbvios:

A tal história do dinheiro de Kadafi para o PT em 2002 não bate. Se fosse em 1988 ou 1994 ainda teria algum sentido. Mas em 2002 o PT estava com caixa garantido e já tinha caído a ficha sobre Kadafi. Palocci não terá como apresentar provas.

Depois de 158 acordos de colaboração premiada, a Lava Jato arrisca-se a não ter ninguém preso. Soltar Palocci seria um tiro a mais no pé.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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jose carlos vieira filho

17 de dezembro de 2017 às 17h11

Miguel, vale a pena levantar a bola do Nassif no cafezinho?
O cara e seus sócios no DCM já saíram do armário, são abertamete do outro lado.

Responder

    jose carlos vieira filho

    17 de dezembro de 2017 às 17h25

    Complementado numa paráfrase do Brizola: não seria gastar pólvora em chimango?

    Responder

    Miguel do Rosário

    17 de dezembro de 2017 às 22h42

    Que delírio é esse zé carlos?

    Responder

Jáder Barroso Neto

17 de dezembro de 2017 às 13h56

Tá na cara que as imagens da portaria do IDP foram grampeadas pela NSA/CIA. A coordenação do Golpe é da CIA. Lembram do Echegoyan visitando o chefe do escritório da CIA em Brasília?

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Mar

17 de dezembro de 2017 às 12h58

São duas facções dentro do golpe. Uma defende a prisão de segunda instância para encurralar seus adversários e principalmente Lula, a outra facção que também quer prender o Lula, mas não quer que seus amigos sejam prejudicados, desta forma pretende-se através de GM cancelar esta medida. Note que o judiciário está preocupado com o uso político da questão e não se será benéfico ou não para o país. Assim como Cunha foi considerado o malvado favorito dos paneleiros, devido sua serventia no impeachment fajuto, hoje podemos dizer que por enquanto, GM é o malvado favorito dos progressistas, porque se ele voltar atrás na questão da segunda instância quebra a farsa jato.

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marco,

17 de dezembro de 2017 às 12h37

Sr.Miguel.Se MEDIOCRIDADE MATASSE,a maioria dos BLOGS que são ativistas,já teriam MORRIDO HÁ MUITO TEMPO.Quem sabe,MATÉRIAS MENOS MEDÍOCRES?

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Antonio Pralon

17 de dezembro de 2017 às 14h27

Na mosca Miguel do Rosário!!! Precisão ‘cirúrgica’ em sua a análise… e com o brilhantismo de sempre.
#DelendaGolpistas

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Allex

17 de dezembro de 2017 às 12h25

Mas qual a razão desse “conflito intragolpista”? Qual é o pomo da discordância entre as duas facções?

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    Miguel do Rosário

    17 de dezembro de 2017 às 14h43

    Pegar tucano. Lawfare só vale contra esquerda.

    Responder

      Allex

      17 de dezembro de 2017 às 19h14

      Não vejo a lava jato, com seus morangos e dalagnois, disposta a avançar contra as aves de bico grande. Pelo contrário até. São aliados de sangue e carne. Arrisco o seguinte raciocínio: gmendes, com seu legalismo em prol dos irmãos tucanos e peemedebistas (no segundo caso, somente a alta cúpula), vai se constituindo em uma ameaça real ao imenso poder alcançado por algumas corporações golpistas: mpf, juízes de primeiro grau e pf. Ou seja, é a velha luta pelo butim, na qual é comum o elemento que tem mais destaque atrair contra si a ira dos demais. Sendo assim, exibindo poder em demasia, ele pode acabar sendo sacrificado.

      Responder

Messias Franca de Macedo

17 de dezembro de 2017 às 12h06

Parte dos termos nos quais A GLOBO LIXO enuncia para a turma do TRF-4 o parecer da antecipação do enforcamento do eterno e honrado presidente Lula.
Aí, só foi o gebran e o Flores dar control V Control C, para o gáudio do juizeco de piso ‘mor(T)o’!

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Por trás deste repentino anúncio da troca de comando nas empresas do Grupo Globo travou-se uma intensa disputa nos bastidores da cúpula do Grupo, cujos herdeiros relutam em reconhecer que a gestão conduzida por eles foi desastrosa. Sob todos os pontos de vista de gestão empresarial.
A opção tomada de derrubar a presidente Dilma teve de ser acompanhada de uma intensa campanha que terminou derrubando o governo, mas também derrubou o PIB. Afetou, diretamente, o faturamento dos principais anunciantes. E, por conseguinte, seus investimentos em publicidade. Ou seja, um tiro no pé nos negócios da empresa.
A gota d’água que agiu como elemento catalisador para a troca de comando foi a “decisão kamikaze” (nas palavras de interlocutores dos Marinho!) da cúpula do jornalismo da emissora, ao orquestrar a antecipação do julgamento do ex-presidente Lula para o dia 24/01/2018. Passaram para toda sociedade e para todo mundo jurídico nacional – e internacional – a certeza de que o país estaria sob a égide de um verdadeiro Estado de Exceção.
Prevaleceu junto aos membros do Conselho de Administração a ideia de que a jogada de mão maquinada pelos irmãos Marinho e sua diretoria de jornalismo ultrapassou todos os limites de responsabilidade e previsibilidade. A ponto de ameaçar, seriamente, os negócios do grupo, tendo em vista que tal decisão foi como queimar caravelas; tornar quase impossível uma futura composição com os governos a serem eleitos. Isso sem contar a efetiva possibilidade de conflagração no sistema social em função desta medida tão absurda e arbitrária.
em
Desespero na Globo: irmãos Marinho “queimaram caravelas” com “kamikaze TRF-4”
Escrito por Romulus Maya

FONTE [LÍMPIDA!]: https://www.ocafezinho.com/2017/12/17/desespero-na-globo-irmaos-marinho-queimaram-caravelas-com-trf-4/

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Felipe Asmuz

17 de dezembro de 2017 às 14h04

Tá na reta! Vai ter coercitiva igual aos dos Reitores de Universidades?

Responder

Messias Franca de Macedo

17 de dezembro de 2017 às 12h03

“A Justiça é a seguinte”:
estes justiceiros togados de merda irão com as famílias passar as férias de final de ano em Miami, Dubai, Paris… Com os rabos cheios de supersalários, para, na volta, enforcarem o eterno e honrado presidente Lula – e antes de as máscaras caírem antes do carnaval Globeleza de 2018!
Sim, povo nas ruas!
Mesmo porque é questão de sobrevivência!

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    layz

    18 de dezembro de 2017 às 06h20

    Aproxima-se o momento da fuga dessas pessoas. Sabem que o ponto de percepção social alargada da alta traição que protagonizaram está a minutos. Destruição de provas deve estar em curso em todos os fios da trama. Brasilidade que permaneça atenta e vigilante. Não é o fim de uma guerra, é o começo.

    Responder

Messias Franca de Macedo

17 de dezembro de 2017 às 12h02

ATENÇÃO PARCELA DO BEM DA NAÇÃO BRASILEIRA

Os recentes “ataques” perpetrados pela ‘veja’ da Editora ‘Fechol’ e a ‘QuantoÉ’ são, apenas, uma marolinha para a Globo Organizações MafioCriminosas roçar a faca no pecoço pra lá de imundo do ‘Beiços do Cão’ do STFede!
‘Capiche’ como as máfias atuam?
Sim, somente o honestopovo trabalhador brasileiro nas ruas poderá nos salvar destes bandidos insaciáveis!

… A cassação do TRIPRESIDENTE via TSE do DEMoPSDBosta ‘gilMAU Abdelmassih DANTAS’, o ‘Beiços do Cão’ do STFede!

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