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Tapa na cara da sociedade: delegada que prendeu reitor é promovida

Por Miguel do Rosário

22 de dezembro de 2017 : 07h05

Para registro histórico, reproduzo nota aqui da revista Época, que, além de não trazer uma crítica a sua atuação em Santa Catarina, ainda a elogia, como uma das “maiores especialistas… em crimes financeiros”.

Ora, a delegada pode até ser especialista em crime financeiro, mas com certeza não entende nada de direitos humanos, democracia e garantias individuais, que são matérias muito mais importantes, sobretudo para um agente de repressão num regime democrático.

Sua promoção é um tapa na cara da sociedade que se mobilizou para puni-la, mas ao mesmo tempo tem um lado positivo, ao deixar claro, sem confusão, a situação em que estamos: um regime de exceção, especialmente maligno por se esconder tão bem sob a barra da saia da grande mídia, que esconde qualquer mínima denúncia contra seus arbítrios.

***

Na Revista Época

PF conclui que atuação de delegada em investigação em SC foi correta e a nomeará como superintendente

Erika Marena assumirá a direção do órgão em Sergipe


A delegada Erika Marena, uma das maiores especialistas na Polícia Federal em crimes financeiros (Foto: Rodolfo Buhrer / Reuters)

A sindicância da Corregedoria da Polícia Federal sobre a atuação da delegada Érika Marena, que atuou na Lava Jato em Curitiba, concluiu pela regularidade dos procedimentos adotados pela servidora na Operação Ouvidos Moucos. Essa ação levou para a cadeia o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancellier junto com outras seis pessoas. Eles foram acusados de desviar recursos públicos. Cancellier cometeu suicídio no dia 2 de novembro.

A nomeação de Érika para comandar a Superintendência da PF em Sergipe dependia da conclusão dessa apuração interna. O diretor da corporação, Fernando Segovia, comunicará a novidade ao ministro da Justiça, Torquato Jardim.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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Ricardo

24 de dezembro de 2017 às 16h13

Gastou mais se 1 milhão de reais pra investigar o desvio de 400 mil (se é que houve!) e ainda é promovida. E nós contribuintes pagando pra essa gente preguiçosa que ao invés de investigar e depois acusar, só querem aparecer no Jornal Nacional.

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Fauzi Achoa

23 de dezembro de 2017 às 07h05

Essa é a cara o espírito e o corpo da polícia medieval. É o que temos.

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Alexsandro

23 de dezembro de 2017 às 00h15

São todos uns fascistas, taxistas, dentistas e tudo com istas. Se o pobre coitado fosse inocente, não teria se matado e teria se defendido. Vcs deveriam é estar defendendo nosso país desses vermes corruptos instaurados em toda parte onde envolve dinheiro, ser fiscais desses bandidos. Fora PT, PSDB, PMDB e todos os partidos corruptos. Não compactuo com bandido.

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Miron

22 de dezembro de 2017 às 22h14

Apenas uma reles assassina, nada mais que isso.
Mas, será que essa hiena consegue se olhar no espelho, ou abraçar seus filhos sem que lhe venha à memória o crime horrendo que ela cometeu contra um ser humano ? Por dinheiro e poder ?

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Loide

22 de dezembro de 2017 às 17h10

Parabéns Erika, sua promoção é um prêmio a sua coragem.

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Um qualquer do povo.

22 de dezembro de 2017 às 15h51

Como sempre, esperar um comentário isento nesse blog proselitista é o mesmo que esperar chuva no deserto.
Como sabemos quais são as intenções desse “jornalista”, ser detraído por ele equivale a um endosso do carácter.

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albert fanon

22 de dezembro de 2017 às 14h10

Com mafiosos comandando a instituição, não se poderia esperar outra coisa. Agora uma coisa: a não ser disfarçada, ele não terá mais coragem de pisar novamente em Floripa.

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evaldo cunha ciríaco

22 de dezembro de 2017 às 13h59

por quê tapa na cara? se estamos vivendo momento de ascendência do fascismos, e, ela faz parte umbilical deste momento, tinha que ser recompensada.

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Regina Maria de Souza

22 de dezembro de 2017 às 10h06

Pretendia retirar do meu carro a frase-testamento do reitor Cancellier, que divulgo desde 3 de outubro de 2017, quando fossem julgados nas instâncias competentes os operadores que atuaram, com poder de mando, na ouvidos moucos e prenderam o reitor e mais seis professores em processo secreto (alguém entende isso?). Pretendia dar-lhe a chance da Paz dos resgatados! Mas a ação entre amigos de ontem não me permite. Recorro em compensação à tradução de Carlos Pastorino do sermão da montanha: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça porque deles é o reino dos céus.”

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Ruby

22 de dezembro de 2017 às 08h45

Meritocracia?

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Renata

22 de dezembro de 2017 às 08h38

Tapa na cara da sociedade mesmo. Eles adoram mencionar o “clamor popular” como justificativa para violar a lei e as garantias fundamentais do cidadãos, mas na hora de reforçar seus privilégios corporativos são completamente. contramajoritários.

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Moacyr Medeiros Alves

22 de dezembro de 2017 às 08h10

Essas notícias de promoções de agentes públicos cujas funções lhes dão autoridade para prender ou soltar réus ou suspeitos de crimes — agentes da polícia ou do judiciário –, parecem tomadas com o propósito de enfrentar a opinião pública e dizer: “Aqui tem quem manda; façam o que eu mando sem ousar me contradizer!”

Vivemos então numa esdrúxula Democracia, em que o povo não apita nada.

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osma (alguem de dentro do circulo)

22 de dezembro de 2017 às 08h05

PARABENS DOUTORA….
PAU NOS BANDIDOS ..
SE NAO FOSSE CULPADO ESTAVA LUTANDO PELA ABSOLVIÇÃO ..

IGUALMENTE SEU LIDER ESPIRITUAL MULA.

ÉS APENAS MAIS UM LADRAO .. QUE SIM… FICOU C VERGONHA DE TER SIDO PEGO CA BOCA NA BUTIJA
E SE NAO TIVESSE JA INDO PRA VALA ESTARIA NA JAULA.

QUEIMA LADRAO

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    Renata

    22 de dezembro de 2017 às 08h44

    Esses “agentes da le”i precisam estar ao alcance da Lei ou não teremos um sistema criminal civilizado nunca. Essa mulher tinha que ser punida e não promovida. É um acinte.

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    albert fanon

    22 de dezembro de 2017 às 14h07

    Verme desprezível, caia fora daqui! Você não está à altura da grandeza de Cancellier, que teve um ato de extrema coragem para denunciar essa meganhagem.

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Michele

22 de dezembro de 2017 às 07h57

Que nojo! nojo dessa mídia e dessa justiça porca, alem de fazerem essas coisas, ainda tripudiam da sociedade! Mas a hora desses desgraçados vai chegar!

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SEBASTIAO BRAULIO FERNANDES AMORIM

22 de dezembro de 2017 às 07h34

Essas pessoas não respeitam a vida,assim como aconteceu com o reitor ,tambem aconteceu com a Dona MARISA LETICIA.Eu quase tive um infarto e imaginem sou um mero cidadão entre os duzentos milhões de brasileiros .mas tive coragem e encarei o juiz dentro da toga que nada mais são desfarce para suas maldades e reverti o jogo a meu favor e calei a boca da Leviana justica brasileira e sem uma advogada canalha para me defender e contra outro canalha me acusando tambem com carteira da OAB QUE NA VERDADE VENDE CARTEIRA PARA LADRÕES COM TITULO DE ADVOGADO .

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