Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Datafolha e o segundo turno entre Ciro e Haddad

Por Miguel do Rosário

20 de setembro de 2018 : 12h02

O Datafolha divulgou, a meia noite de hoje (20), sua mais nova pesquisa de intenção de voto. É o mais abrangente levantamento feito até agora, com 8.601 entrevistas, e o mais recente.

O último Ibope fez 2.506 entrevistas entre os dias 16 a 18.

O Datafolha, nos dias 18 e 19.

O instituto ainda não divulgou, em seu site, o relatório completo, mas é possível acessar todos os dados estratificados através de uma página dinâmica da Folha, que permite cruzar dados.

Neste post, iremos fazer uma análise comparativa entre Ciro Gomes e Fernando Haddad, que disputam uma vaga no segundo turno com Jair Bolsonaro.

Uma das maneiras que me pareceu mais prática e simples de compará-los, num primeiro momento, foi usar o cenário de segundo turno entre eles. É um cenário absolutamente improvável, mas nos permite avaliar o peso e potencial de cada um junto aos diferentes estratos sociais. E também nos dá uma ideia de como a sociedade, de maneira geral, se posiciona perante os dois principais candidatos do campo progressista.

Outra vantagem de analisar este cenário é identificar em quais estratos sociais um está avançando sobre o outro.

Depois de 20 dias de horário eleitoral, sendo duas semanas com Haddad já no papel de candidato a presidente da república, podemos assumir que a maioria do eleitorado já sabe ou está perto de saber quem é o substituto de Lula.

Para verificar por si mesmo, clique na página de gráficos dinâmicos da Folha, e marque a opção “Cenário”. Daí você vai selecionando o campo de “Recortes da pesquisa” que desejar.

Eu printei os gráficos correspondentes a todos os estratos pesquisados, para a gente examinar por aqui um a um. Eles são, por ordem: total, sexo, idade, escolaridade, renda familiar mensal, ocupação principal, região, estado, capital, natureza do município, porte do município, partido de preferência, religião e cor.

É preciso parabenizar o Datafolha, nenhum instituto ofereceu à população, de maneira gratuita e aberta, um conjunto tão rico e detalhado de informações sobre as intenções de voto dos brasileiros. Alguns institutos não divulgam relatórios estratificados de suas pesquisas, o que é lamentável.

No recorte total, Ciro ganha de Haddad por 42% X 31%, com 25% de votos brancos e nulos.  Diferença de 11 pontos.

Nesta eleição, a questão de gênero se tornou importante, em especial por causa do profundo corte revelado no eleitorado de Bolsonaro, extremamente concentrado em homens, então é preciso olhar sempre o tamanho de cada candidato entre homens e mulheres. Os eleitorados de Ciro e Haddad são equilibrados na questão gênero, mesmo assim, vamos olhar os gráficos.

Entre homens, a vantagem de Ciro sobre Haddad é de 14 pontos.

Entre mulheres, a vantagem de Ciro é menor, 9 pontos: 41% X 32%.

Na faixa mais jovem do eleitorado, até 24 anos, Ciro Gomes vence por 44% a 36%, com 17% de votos brancos e 3% de indecisos. Uma diferença de 8 pontos. É interessante notar o baixo percentual de votos brancos/nulos (17%) junto a eleitores jovens.

Entre eleitores com idade entre 25 a 34 anos, a vantagem de Ciro é de 7 pontos: 40% X 33%.

Entre eleitores com idade de 35 a 44 anos, a vantagem de Ciro cai para 6 pontos: 38% X 32%, com uma quantidade relativamente alta (28%) de votos brancos/nulos.

Entre eleitores com idade de 45 a 59 anos, a vantagem de Ciro aumenta para 15 pontos: 43% X 28%.

Entre eleitores com mais de 60 anos, Ciro tem sua maior vantagem em relação a Haddad, 22 pontos: 46% X 24%. Nessa faixa, Haddad perde para nulos e brancos.

 

Entre eleitores com ensino fundamental, a vantagem de Ciro sobre Haddad, num eventual segundo turno entre os dois, é de 12 pontos: 43% X 31%.

 

Entre eleitores do ensino médio, Haddad melhora seu desempenho, mas ainda perde de Ciro por 7 pontos: 43% X 33%.

Entre eleitores com ensino superior, a vantagem de Ciro é maior, 19 pontos: 44% X 25%. Haddad perde para votos nulos e brancos, que atingem 29%.

No recorte por faixa de renda familiar, Haddad tem o seu melhor desempenho entre os mais pobres, onde pontuou 36% dos votos num eventual segundo turno. Ainda sim, perde de Ciro, que tem 40% entre os eleitores que ganham até 2 salários. Uma diferença de 4 pontos, o que configura quase um empate.

Conforme a renda cresce um pouco, porém, a rejeição ao PT nas camadas médias se faz presente, e Ciro amplia sua vantagem sobre Haddad. Entre quem ganha de 2 a 5 salários, por exemplo, Ciro já tem 44% das intenções de voto, contra 28% de Haddad, que empata com o percentual de nulos e brancos, 26%.

Entre quem ganha de 5 a 10 salários, Ciro Gomes tem 42% e Haddad 25%, com 32% dos eleitores votando nulo ou branco.

Na faixa de renda mais alta da pesquisa, a de eleitores com renda familiar superior a 10 salários, Ciro abriu uma vantagem de 25 pontos: 46% X 21%.  Haddad perde aqui, novamente, para os nulos e brancos, que atingiram 30%.

No gráfico de ocupação, a votação dos dois candidatos foi a seguinte: entre a população economicamente ativa, deu Ciro 41% X 31% Haddad; entre a economicamente não ativa, o placar foi de 45% X 28%, também com vantagem para o pedetista.

Agora vamos ver a disputa nos cenários regionais.

No Sudeste, Ciro ganha de Haddad por 41% X 28%. Há ainda 28% de votos nulos e brancos.

No Sul, Ciro pontua 42%, Haddad 23%, e 30% dos eleitores optam por votar nulo ou em branco, além de 5% de indecisos.

 

Haddad tem sua melhor performance no nordeste, onde ele pontuou 39%, mas ainda assim fica atrás de Ciro, que tem 43% na região. Um total de 17% dos eleitores respondeu que votaria nulo ou branco.

No centro-oeste, a pontuação de Haddad é baixa no segundo turno, 25%, abaixo dos 30% que responderam que votarão nulo ou branco. Ciro tem 42% na região.

Na região Norte, o placar ficou em 44% X 32%.

O Datafolha traçou ainda cenários para os estados de São Paulo, Rio, Minas, Distrito Federal e Pernambuco, mais outros cenários para as respectivas capitais. Vamos aos estados.

No estado de São Paulo, Ciro venceria Haddad por 42% a 29%. Outros 27% declararam votar nulo ou branco.

No estado do Rio de Janeiro, a votação ficou em Ciro 43% X 23% Haddad, com 31% de votos nulos e brancos.

Em Minas Gerais, Haddad melhora sua performance e pontua 31%, sete pontos atrás de Ciro, que tem 38% no estado.

No fortemente antipetista Distrito Federal, o ex-prefeito de São Paulo tem apenas 22% no segundo turno, contra 45% de Ciro Gomes. 30% dos entrevistados responderam que votariam nulo ou branco.

A melhor performance de Haddad se dá em Pernambuco, terra natal de Lula, onde ele pontua 39% pontos, contra 38% de Ciro. Outros 21% escolheram voto nulo ou branco.

Vamos às capitais.

Em São Paulo, capital, onde Haddad é mais conhecido e foi prefeito, o quadro ficou assim: Ciro 40% X 35% Haddad, mais 25% de votos nulos e brancos.

No Rio de Janeiro, a vantagem de Ciro é de 17 pontos: 42% X 25%, com 31% de votos nulos e brancos.

Em Belo Horizonte, o placar ficou em 42% X 27% para Ciro, com 30% de votos nulos e brancos.

Em Recife, Ciro e Haddad empatam em 35% X 34%.

No recorte que engloba capitais e regiões metropolitanas, o quadro ficou assim: Ciro 42% X 29% Haddad, com 28% de votos nulos ou brancos.

Nas cidades de interior, Haddad tem um desempenho um pouco melhor, embora ainda fique 10 pontos atrás de Ciro num eventual segundo turno disputado com ele.

Nas cidades com até 50 mil habitantes, Haddad pontuou 35%, contra 41% de Ciro.

Nos municípios um pouco maiores, entre 50 e 200 mil habitantes, o placar ficou em 41% X 30%, com vantagem de 9 pontos para Ciro. Outros 26% declararam voto nulo ou branco.

Entre cidades com mais de 500 mil habitantes, o placar ficou em 41% X 28%, com 29% de votos nulos ou brancos.

Agora vamos entrar numa parte muito interessante da pesquisa. Como votam os eleitores de acordo com sua simpatia partidária. Vamos analisar os cenários entre simpatizantes de PT, PSDB,  PMDB, PSOL e os sem partido (maioria).

Mesmo que os percentuais de eleitores simpatizantes dos partidos menores não seja significativo, suas intenções de voto nos ajudam a ver para onde estão indo as correntes de ideias que eles representam. É um voto mais politizado também, o que nos ajuda a entender como está pensando a parcela da população mais conectada aos embates políticos, tanto que o percentual de votos brancos, nulos ou indecisos nesses gráficos é insignificante.

Entre eleitores simpatizantes do PT, 69% declararam voto em Haddad, outros 25% em Ciro.

Entre eleitores do PSDB, 61% preferem Ciro Gomes, contra 19% que declararam voto em Haddad.

Entre simpatizantes do MDB, 55% declaram voto em Ciro, e 19% em Haddad; outros 24% prefeririam votar nulo ou branco.

Entre simpatizantes do PDT, 81% votariam em Ciro, contra 10% Haddad.

Entre eleitores do PSOL, 54% escolhem Ciro, contra 40% Haddad.

O PCdoB não é mensurado no Datafolha, mas há um gráfico sobre o voto do eleitor de “outro partido”. Neste segmento, o placar é de 49% X 24%, com vantagem de Ciro. Neste caso, há um número grande votos brancos ou nulos: 26%.

Entre os eleitores que declararam não ter nenhuma preferência partidária, o placar ficou 44% para Ciro e 21% para Haddad. Outros 31% declararam votar em branco ou nulo.

O Datafolha traz ainda a estratificação por religião e cor, mas paramos por aqui.

 

 

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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14 comentários

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Rui Cesar M.Loyola

23 de setembro de 2018 às 16h34

Pode reservar uma vaga na Uti para o Miguel. É impressionante , a probabilidade de 2 candidatos da esquerda irem para o 2 turno deve ser de 0,001%, aí o Miguel faz um artigo de um quilômetro, é uma piada.

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JOAO TOLENTINO

21 de setembro de 2018 às 20h53

CIRO e HADDAD no segundo turno! Eita Miguel…delirando feito Daciolo, nao?
O Cafezinho: O Antagonista da esquerda.
Precisamos tatuar HADDAD na canela de Miguel.

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Marco Vitis

21 de setembro de 2018 às 19h17

Essa análise serve para demonstrar o que os petistas não querem ver:
(1) Alta probabilidade de Haddad perder pra Bolsonaro, por causa da rejeição ao PT
(2) Ciro tem maior aceitação nas categorias do que Haddad e, portanto, Ciro tem maior probabilidade de vencer Bolsonaro.
Mas a paixão exacerbada cega a racionalidade. Estamos à beira do abismo fascista.

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Foo

21 de setembro de 2018 às 13h39

Miguel do Rosário continua analisando a marola e esquecendo a maré.

De que adianta gastar páginas analisando um cenário se 4 em cada 10 eleitores ainda não sabem que Haddad é o representante de Lula?

E tome recortes de dados numa análise que deixa de lado o essencial.

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Eliane Cerqueira

21 de setembro de 2018 às 13h35

Parece que além de O Cafezinho, a Globo também mudou sua preferência e agora é Ciro. A Globo tem sido um cabo eleitoral forte. Pode-se confiar em um candidato dela?

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Alexandre Neres

21 de setembro de 2018 às 10h03

A Pesquisa do DataFalha, que destoou bastante das demais pesquisas, como costuma acontecer recorrentemente uns quinze dias antes das eleições, até que os ajustes são feitos à véspera, serviu como um respiro para a assim chamada terceira via. Eis o parágrafo inicial da coluna do indefectível Merval Pereira, porta-voz oficial das Organizações Globo, com o sugestivo título “De volta ao Jogo”, não deixando qualquer margem de dúvida que o candidato Ciro Gomes é o ungido da Vênus Platinada. Se não, vejamos:

“O resultado da pesquisa do Datafolha parece ter reaberto a possibilidade de surgir uma terceira via pelo centro contra os extremos. Ciro Gomes busca esse caminho de volta às suas origens, depois de ter flertado com a esquerda nos últimos anos. Apresenta-se como centro político, nem esquerda nem direita, e parece estar mais conectado ao espírito dos tempos atuais, que favorece os candidatos mais assertivos, sem importar muito se suas promessas e ideias são factíveis. A disputa está tão radicalizada que o centro pode ser representado por Ciro, um político irascível e com ideias econômicas ultrapassadas, como proibir a fusão da Embraer com a Boeing.”

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Juciano Reis

21 de setembro de 2018 às 09h33

Não existe possibilidade de segundo turno entre Ciro e Haddad. O Haddad esta virtualmente no segundo turno. o resto é blablabla…..

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Jueli Cardoso Jordão

21 de setembro de 2018 às 08h11

Miguel, creio que temos que ser mais realistas. A não ser que haja uma hecatombe, não vejo nenhuma possibilidade neste senário. Sei do seu desejo e torcida para o Ciro, mas vc está forçando a barra!… Haddad não tem duas semanas de campanha, praticamente não compareceu a debates, não tem nem mesmo material de campanha ainda distribuído pelo país (lembre-se que o TSE proibiu material com pedido de votos para Lula que era o que foi impresso), então, creio que somente depois de 90% dos eleitores saberem que ele é o candidato do Lula e depois de uma semana, no mínimo, com material e debates acontecendo, é que vamos ter uma análise mais apurada.
Outra questão que vc não leva em consideração: A militância do PT ainda não saiu a campo em sua força organizada. Isso vai acontecer a partir do início da próxima semana. Esse fator faz a diferença e também faz muita diferença a organização e militância no segundo turno. Ciro, neste quesito, fica muito enfraquecido.

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Eddie

21 de setembro de 2018 às 07h44

Curti
Legal, bem trabalhado os dados da pesquisa!

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Paulo

20 de setembro de 2018 às 18h18

Essa possibilidade de 2º turno (implausível) na verdade só serve mesmo para “jogar conversa fora”. Só cabe um da esquerda, nessa briga, a não ser que a direita e o centro joguem tudo em Ciro, por ser a alternativa antipetista mais viável, como anotou um colega abaixo. Porém, mesmo que queira se desvencilhar do Bolsonaro, esses setores não conseguirão, pois ele tem um voto consolidado…

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Marcelo Abb

20 de setembro de 2018 às 15h21

Depois de ver uma pesquisa como essa, como alguém ainda tem coragem de votar em Haddad?

Votar em Haddad é uma roleta russa, infelizmente!

Para que precisamos correr esse risco? Para que arriscar legitimarmos o FASCISMO no voto, se podemos ganhar facilmente com Ciro Gomes???

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Ricardo C.-S.

20 de setembro de 2018 às 13h12

O que essa confrontação hipotética demonstra não é tão simples, formal e abstratamente a projeção de uma “reação eleitoral” ao campo progressista.

O que ela demonstra é que o anti-petismo é suficientemente consistente para fazer Ciro tornar-se o aglutinador do voto conservador, em uma reação “útil” contra a candidatura petista.

Uma vez que a candidatura Bolsonaro é altamente tóxica e vai gerar uma polarização extremamente radicalizada no segundo turno (do tipo civilização x barbárie) — uma radicalização exponencializada daquela de 89, uma radicalização que vai colocar o campo conservador num beco moral de deslegitimação pela sua própria caricatura –, a conclusão a que se poderia chegar é que uma “saída honrosa” para os setores conservadores mais ilustrados seria a de abandonar celeremente o barco tanto de Bolsonaro quanto de Alckmin, e apostar todas as suas fichas em Ciro.

O PDT sempre esteve aí para isso mesmo. A história desse partido o demonstra, antes que o PSB o copiasse. Acontece que Ciro não domina, nem de longe, as manhas e artimanhas do velho Brizola, o que tornaria uma eventual vitória eleitoral de Ciro o começo de mais um longo sequestro político com refém: o próprio Ciro.

Por outro lado, parte do setor conservador pode também apostar na máxima radicalização (i.e, insistir na alternativa Bolsonaro), promovendo a sedimentação de uma militância fundamentalista para a direita, algo que ela nunca teve em grande escala, pois militância sempre foi uma espécie de capital cativo dos setores mais à esquerda. É uma alternativa.

Na alternativa restante (a ascensão irresistível de Haddad), o horizonte político que se avizinha parece ser apenas o de um lulismo sem Lula, ou seja, apenas mais do mesmo, já que o PT há muitos anos renunciou ao trabalho político de mobilizar a partir de baixo, o que o torna refém da velha política e dos atavismos palacianos. Foi isso que propiciou o golpe e o afastamento de Dilma: os setores progressistas, por falta de trabalho político, não conseguem eleger maiorias legislativas. O PT perdeu a grande oportunidade. O que resta para os próximos 20 anos é apenas governos reféns, quaisquer que sejam eles.

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    Pablo Herrera

    21 de setembro de 2018 às 15h01

    E você lá sabe o que vai acontecer nos próximos vinte anos, cara?
    Ninguém sabe. Não estamos mais na Idade Média, quando tudo era lento. Nos próximos vinte anos podemos ter uma guerra nuclear global ou o Brasil pode ter virado um “estado associado” dos EUA (como Porto Rico) ou os robôs podem ter assumido o papel de espécie dominante neste planetinha…

    Responder

Ana

20 de setembro de 2018 às 12h43

Está aí um segundo turno que eu quero ver. Bueno acho que será um segundo turno com debates de ideias pro getos para o Brasil. Eu ia adorar acho que sem baixarias.

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