Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Quaquá: “O PT errou muito e tem que fazer autocríticas publicamente”

Por Miguel do Rosário

29 de novembro de 2018 : 20h25

Na Veja

“‘Fora Bolsonaro’ é uma bobagem”, diz presidente do PT fluminense

Washington Quaquá critica postura do partido em relação ao futuro governo e diz que é hora de reconhecer e pedir desculpas pelos erros

Por Nonato Viegas 29 nov 2018

O PT esteve no poder durante 13 anos, foi ferido pela corrupção no escândalo do mensalão e atingido de forma quase letal pela Operação Lava Jato, que levou o ex-presidente Lula e outros dirigentes à prisão. Há dois meses, o partido foi derrotado nas urnas por Jair Bolsonaro, teve sua bancada no Congresso reduzida a quase metade desde 2002 e a grande massa de seu eleitorado ficou confinada no nordeste do país. Lideranças petistas apontam uma imaginária conspiração planetária como responsável por esse resultado. Mas há quem discorde. Presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá está preparando um documento em que pedirá à direção nacional do partido que reconheça seus erros e se desculpe com os brasileiros. Segundo ele, o primeiro grande erro foi a escolha de Dilma Rousseff para suceder Lula — culpa do ex-presidente. O segundo grande erro foi abandonar a aliança com os partidos de centro, como o MDB, o PTB, o PP e outros — culpa de Dilma Rousseff. E o terceiro erro foi a corrupção, ou melhor, a rendição do PT às “regras” do jogo eleitorais.

Quaquá, como a maioria dos petistas, nunca usa a palavra corrupção para definir o crime que levou o PT ao inferno. O que a Lava Jato descobriu — um esquema que desviou dos cofres públicos algo que pode chegar a 42 bilhões de reais — é simplificado pelo dirigente como um mero caso de caixa 2. E, nesse quesito, não há inocentes. Há outros dois pontos do documento que devem provocar muita controvérsia dentro do partido. O dirigente fluminense defende que o PT mude a orientação em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Ao contrário de fazer oposição sistemática, o partido deveria fazer uma “oposição democrática da defesa de direitos”. E para pacificar o país, segundo ele, os políticos deveriam buscar uma alternativa negociada que permitisse a libertação do ex-presidente Lula e seu exílio no exterior. Na terça-feira 27, Quaquá, que se elegeu deputado federal, soube que não assumirá o mandato. O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que ele era inelegível, depois de ser condenado pela Justiça por improbidade administrativa. Eis os principais trechos da entrevista.

O senhor decidiu afrontar a direção nacional do PT, que é contra qualquer tipo de autocrítica? Somos um partido popular, não podemos nos isolar e eu tenho o direito de discordar. Desde o governo Dilma, resolvemos restringir as alianças e deixamos de fazer interlocução com as forças concretas da sociedade, como militares, judiciário, empresários e religiosos. A verdade é libertadora e é um valor essencial para a esquerda e para o cristianismo. O PT errou e muito e tem que fazer as autocríticas publicamente.

E quais foram esses erros? A Dilma foi um erro. Escolher uma pessoa que nunca fez política eleitoral foi um erro. Foi um erro do Lula. As pessoas erram. E ele errou. A reeleição dela foi um erro muito maior. Dilma forçou a barra. Havia um movimento para que Lula voltasse. O próprio Lula, num determinado momento, ficou ali esperando o gesto de Dilma, até o instante em que ela foi categórica ao dizer que seria candidata. E esse erro foi mortal.

A culpa pela derrocada do PT então foi toda da ex-presidente Dilma? Ela e os erros dela. Nós começamos a ser derrotados na medida em que a Dilma abandonou a nossa política de alianças e decidiu restringi-la à esquerda, maltratando a base de centro, que foi o motivo da eleição de Lula. Ela tem um espírito autoritário — e era incompetente, fez políticas muito regressivas e não precisava.

E os escândalos de corrupção não entram nessa autocrítica? Não tenho problema em admitir que entramos no financiamento privado. Era o que tinha, era o válido no sistema e nós disputamos eleições dentro do sistema. O que houve foi caixa 2. Era a assim o financiamento eleitoral no Brasil, mas só o PT pagou por isso. O mensalão sempre existiu. É o que, agora, está ocorrendo no governo Bolsonaro — troca de cargos por apoio parlamentar.

O mensalão e a Lava Jato flagraram petistas em crime de corrupção, não apenas de caixa 2. Repito: houve, sim, caixa 2 para financiar partidos. Sobre a Lava Jato, a sociedade brasileira parece esquizofrênica. Pode até ter havido corrupção em alguns casos. Mas houve muito linchamento público e condenação sem provas.

O mea-culpa incluiu a defesa da inocência do ex-presidente Lula? Ele é uma pessoa de 76 anos que quer provar sua inocência. Defendo que se vá ao Congresso Nacional, que se negocie com o Supremo, com as forças da economia, da política. Precisamos fazer a recomposição da democracia no Brasil. E não há recomposição com Lula preso sem prova. É preciso negociar, talvez, um exílio no exterior. Antes da condenação, vários companheiros sugeriram que ele pedisse asilo em outro país. Ele nunca aceitou.

Qual é o futuro do PT? A eleição não foi esse desastre que muitos dizem. Nós temos o maior líder popular da história do Brasil. Mas, agora, criamos uma segunda figura, que não é do tamanho do Lula, mas representa a nossa luta política que é o Fernando Haddad. A grande vitória foi a consolidação do Haddad como liderança nacional. Ele saiu como o grande fruto do lulismo.

O TSE anulou sua eleição por causa de um processo de improbidade administrativa. O senhor é corrupto? De forma alguma. Eu não tive enriquecimento ilícito. Fui condenado única e exclusivamente por ter dado gratificação salarial a servidores públicos que trabalhavam. Depois dessa condenação, não tenho pretensões políticas e não preciso puxar saco de ninguém, por isso, falo o que penso.

Como o senhor acha que o PT deve se comportar diante do governo Bolsonaro? O PT tem de assumir como luta a democracia liberal, os preceitos do liberalismo e a defesa dos direitos fundamentais. Temos que fazer uma mea-culpa de nossa história de gritar “fora seja-lá-quem-for” e pedir impeachment de presidentes. Nós temos que deixar Jair Bolsonaro governar até o fim. Não podemos mais ser sócios de impeachment neste país. Gritar “Fora Bolsonaro” é uma bobagem.

Essas críticas que o senhor faz ao partido, ao que parece, não encontram eco na direção nacional. A Gleisi é um grande quadro político, conduziu bem o PT no período de luta contra o golpe, mas a vida segue e quem tem que fazer isso agora é o Haddad. Quem saiu da urna legitimado para ser o interlocutor do PT é o Fernando Haddad.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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celio

11 de dezembro de 2018 às 14h36

No dia em que ministro do stf for preso; psdb e cia forem escrachados, no mínimo com foi o pt; mpf e cia enquadrados e presos por desvios de finalidades; bolsobosta preso por corrupção e apologias a todo tipo de desgraças; veja, globosta, folha, estadão e ademais forem moderadas e responsabilizadas por tendências políticas deslavadas; etc etc etc… ai podemos conversar sobre “autocrítica” do pt ou de qualquer partido da esquerda.

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VANESSA DA COSTA

03 de dezembro de 2018 às 18h42

Com esta entrevista, podemos iniciar a análise do resultado eleitoral do Rio de Janeiro para o PT, que foi um fiasco, sob a direção, deste que vos fala na Veja. Não precisamos mesmo disso, em plena “praça pública.”

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Nelson

01 de dezembro de 2018 às 00h01

“QUAQUÁ: “O PT ERROU MUITO E TEM QUE FAZER AUTOCRÍTICAS PUBLICAMENTE”.

Vivo estivesse e Leonel Brizola, que foi um avião político – enxergava anos-luz à frente dos outros – enfiaria o pé na bunda de quem vem com essa lorota de autocrítica pública. Atitude que só daria munição ainda maior para a direita.

O que o PT tem que fazer é um expurgo bem feito. Eliminar a legião de tucanos que habitam em seu meio e ficar só com gente que tenha real compromisso com o povo brasileiro e com a nação.

É de pasmar, mas no PT ainda tem gente que não dá a mínima para a questão nacional, gente que segue acreditando na empulhação neoliberal do fim do Estado-nação e dos projetos nacionais, gente que segue acreditando em privatizações e PPPs como solução para o país.

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Apolônio

30 de novembro de 2018 às 16h20

Não sei se foi isso que o cara quis dizer com “parar de gritar Fora Bolsonaro”, mas o fato é que o PT se tornou tóxico, e isso ajuda Bolsonaro e toda a agenda da direita. O PT, desculpem o meu francês, cagou de forma monumental ao querer politizar tudo e transformar tudo em um plebiscito Lula x Moro – que o partido perdeu. Fez as pessoas pegarem nojo ao partido e a toda a esquerda, e polarizou de uma forma que agora é tudo que a direita queria: pesquisas recentes já mostram um aumento no apoio popular à reforma da previdência, por exemplo. Se for esperto, Bolsonaro grava um pronunciamento dizendo “olha, o PT é contra a reforma. Então você é contra ou a favor?” Obviamente que uma quantidade considerável de pessoas vai ficar a favor, por simples exclusão.

Tudo que o PT toca, no mínimo desde 2013 para cá, vira merda. Se não cair essa ficha no partido, de que eles precisam cortar na carne (i.e. virar a página do Lula) para deixarem de ser tóxicos, ou então se afastar dos outros partidos de esquerda para que pelo menos estes possam atuar, não vai sobrar esquerda nenhuma no Brasil em muito pouco tempo.

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Marcus Padilha

30 de novembro de 2018 às 13h53

Esse Quaqua tá de brincadeira. Fogo amigo a essa altura?

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Sebastião

30 de novembro de 2018 às 09h55

Dilma foi a pior coisa que Lula(que manda no PT, e talvez escolheu Haddad pra ele continuar sendo a maior liderança do partido) inventou. Honesta, séria, arrogante e centralizadora. Mas, não cabe como política. Retada é sim. Mas, a empáfia dela mostra como ela é atabalhoada. Baseando-se em pesquisas, desdenhava de Aécio. Se deu mal, pois Aécio foi eleito deputado e ela nada. Fosse inteligente, seria uma das mais votadas no Brasil, como deputada. Chega depois que Eduardo Bolsonaro falou que fecharia o STF, disse que Bolsonaro morreu pela boca. Bolsonaro foi eleito. Dilma e Bolsonaro calados, são una poetas. Os prognóstico de Lula e Dilma andam péssimos. Lula achou que não seria condenado por Moro. Subestimou Bolsonaro. Mandou Lamachia tomar… Criticou Janot. Falou que o STF está acovardado. Venhamos e convenhamos, sou a favor de Lula, mas essas falas dele, demonstra que ele se achava intocável e acima de tudo, assim como Bolsonaro também se acha. Tem Dirceu, que fala que nunca faria delação, deixando em aberto, como se tivesse coisa pra dizer. Que não concorda com a delação de Palocci, mas não desmente Palocci. Ainda, jogava contra a candidatura de Haddad. O que esse cara ainda faz no partido, pelo amor de Deus? Despertem militância. São essas aves de rapinas, essas raposinha que precisam sair, pra que o partido seja renovado. Absurdo maior, foi manter Palocci – mesmo caso de Dirceu – após vários escândalos, ele ainda se tornou ministro de Dilma. Pois é! Agora, Dilma e Lula pagam o preço. E o PT tem que correr atrás do prejuízo…

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ELTON LUIZ DE SOUZA

30 de novembro de 2018 às 09h47

O QUE O PT FEZ, SEGUIU UM MODELO EXISTENTE, APLICOU E DEMONSTROU QUE GOVERNAR PARA TODOS É POSSÍVEL. AGORA APONTAR ERROS, É ALGO TOTALMENTE DESQUALIFICADO, POIS ACERTOS E ERROS FAZEM PARTE DO TRABALHO.

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mallman santos

30 de novembro de 2018 às 09h44

RECESSÃO NÃO FOI CULPA DA DILMA E A OPOSIÇÃO E MIDIA GOLPISTA SE APROVEITARAM DISSO PRA DEPÔ-LA .
Quiseram induzir o fazer crê ser Dilma responsável pelo atual descalabro de nossa economia. Mas o que houve de verdade? BEM, Tenho outra versão pra esses episódios: A economia de fato “piorou” propositalmente no seu governo. E Dilma “provocou ” a recessão por seguintes motivos:

Os EMPREGOS NO GOVERNO DILMA: “De janeiro de 2011 a maio de 2014, o emprego formal cresceu 11,47%, somando 5.052.710 de vagas e média mensal ” . Só veio a cair no ano seguinte com a Recessão Programada por FALTA DE ENERGIA e atrasos em 04 Usinas e que era inevitável reduzir o ritmo da economia.

Dilma diminuiu em 20% – pra deleite de toda sociedade – o valor do preço da energia… Foi estimulo ao consumo com aumento de poder aquisitivo e consequência maiores compras… maior emprego, maior renda e maior arrecadação.

Junto a isso vieram os quase 480 bilhões de desonerações liberados por toda cadeia produtiva…com menos impostos e tributos, maior renda pra em empresários e maior poder pra investir fazendo o ciclo da roda da cadeia produtiva girar …Porem:

COMO ATRASO BUROCRÁTICO por ingerência descabida de Órgãos públicos independentes como TCU,IBAMA (vide MARINA foi exonerada por isso..), se deu um ATRASOS ENORMES na entrada de operação de 04 USINAS (Belo Monte, Girau, Santo Antônio e Angra 3 ).E isso foi fundamental pra se instituir a Crise hídrica – bem mais forte ao que veio por baixíssimos volumes de água nos reservatórios e de tão forte – não permitiria que o país continuasse crescendo em vista de possíveis APAGÕES.

Ocorreu alguns de pouca escala em vários estados e alertando que o pior ainda estaria por vir, e por força de vários desajustes ocorridos em preços e serviços com a exacerbação por parte de alguns setores empresariais, funcionários autônomos e liberais que aumentaram abusivamente seus preços de serviços e renumerações destoando da grande maioria de setores que seguia indicadores lógicos determinados pelos índices oficiais.

A carência destes profissionais acabou promovendo a “falta de juízo” em se auto avaliarem como “imprescindíveis” ao que aviltarem em demasia seus renumerações em serviços prestados.

Era necessário portanto buscar um realinhamento de preços trazendo a economia pra preços mais realísticos…

Se o congresso – que desde cedo através do Aécio em vez de dar apoio – não á Dilma – mas á pátria Brasil e tivesse agido de forma republicana, a economia e o país certamente buscaria resultados positivos bem mais rapidamente…. Mas resolveram jogar uma cartada final de investir contra tudo que o país necessitava através de criação de PAUTAS BOMBAS e boicotando toda forma de governabilidade possível….

Sequer admitiram a recriação para incremento de novas ações restaurando – AO MENOS EM PARTE- os 458 bilhões de reais em desonerações que ela concedeu beneficiando comercio e produção no momento em que seria conveniente estimular o consumo e com a recessão controlada e necessária acabou por gerar perdas alem do esperado…

A ânsia e a sede do poder foi de fato o grande culpado no Golpe contra Dilma…. Pensavam: “Se não conseguimos ganhar em eleições esse é o momento ideal de termos o Governo nas nossas mãos”… E assim foi sucedendo os fatos e deu no resultado que ficará marcado em nossa história do caso da presidente deposta – não por cometer crimes, mas pelo fato de ter evitado cometê-los

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mallman santos

30 de novembro de 2018 às 09h40

Não confunda Dilma com Temer…. Desemprego do TEMER fecha em 13%. Com Dilma, taxa foi de 4,8%

No fim de 2014, último ano em que Dilma conseguiu governar sem ser sabotada pelo Congresso, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego da história;
No fim de 2014, último ano em que a presidenta eleita Dilma Rousseff conseguiu governar sem ser sabotada pelo Congresso, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego de sua história.

Relembre aqui reportagem da própria Globo, sobre o desemprego de 4,8% obtido por Dilma.https://globoplay.globo.com/v/3928994/

O estrago foi consequência da sabotagem promovida pelo Congresso, capitaneada por Aécio Neves e Eduardo Cunha, para promover o GOLPE.

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    vitor

    30 de novembro de 2018 às 13h54

    Tragam um Nobel para esse pensador… kkkkkkkkkk

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Rodrigo Cardoso Condeixa da Costa

30 de novembro de 2018 às 08h45

Que troço patético o quinta-coluna. Quá quá quá quá quá quá!

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Sebastião

30 de novembro de 2018 às 02h25

Dilma foi a pior coisa que Lula(que manda no PT, e talvez escolheu Haddad pra ele continuar sendo a maior liderança do partido) inventou. Honesta, séria, arrogante e centralizadora. Mas, não cabe como política. Retada é sim. Mas, a empáfia dela mostra como ela é atabalhoada. Baseando-se em pesquisas, desdenhava de Aécio. Se deu mal, pois Aécio foi eleito deputado e ela nada. Fosse inteligente, seria uma das mais votadas no Brasil, como deputada. Chega depois que Eduardo Bolsonaro falou que fecharia o STF, disse que Bolsonaro morreu pela boca. Bolsonaro foi eleito. Dilma e Bolsonaro calados, são una poetas. Os prognóstico de Lula e Dilma andam péssimos. Lula achou que não seria condenado por Moro. Subestimou Bolsonaro. Mandou Lamachia tomar… Criticou Janot. Falou que o STF está acovardado. Venhamos e convenhamos, sou a favor de Lula, mas essas falas dele, demonstra que ele se achava intocável e acima de tudo, assim como Bolsonaro também se acha. Tem Dirceu, que fala que nunca faria delação, deixando em aberto, como se tivesse coisa pra dizer. Que não concorda com a delação de Palocci, mas não desmente Palocci. Ainda, jogava contra a candidatura de Haddad. O que esse cara ainda faz no partido, pelo amor de Deus? Despertem militância. São essas aves de rapinas, essas raposinha que precisam sair, pra que o partido seja renovado. Absurdo maior, foi manter Palocci – mesmo caso de Dirceu – após vários escândalos, ele ainda se tornou ministro de Dilma. Pois é! Agora, Dilma e Lula pagam o preço. E o PT tem que correr atrás do prejuízo.

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mariocinelli

30 de novembro de 2018 às 00h50

Qua qua é do PSDB?PP?DEM?MDB?PRB?PRTB? Não? Qual então? Ora vá você fazer mea culpa em praça pública. Chame a globo, sbt, record, jovem panga, e toda direitalha. Deixa de ser burro, traidor

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Igor

29 de novembro de 2018 às 23h42

o surto é geral.
Sera que tem algum transporte para outro planeta pois eu quero ir embora.

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fernando

29 de novembro de 2018 às 22h58

autocrítica é fazer a vontade da globo, record, sbt, veja, folha..ou seja se humilhar ainda mais!!!

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Paulo

29 de novembro de 2018 às 22h37

“O PT tem de assumir como luta a democracia liberal, os preceitos do liberalismo e a defesa dos direitos fundamentais”: como assim? Acho que ele excluiu o liberalismo, como doutrina econômica, não? Quanto ao Lula, concordo que ele deveria ter o benefício da Graça, para pacificar o país (o porco do Cunha vai ser libertado por um decreto infame do não menos infame Temerário, em benefício próprio, para que os seus comparsas presos não façam delação, um ato administrativo viciado, do começo a fim), com a chancela do inominável STF. Mas, por ora, isso não deve acontecer. A questão é o que fazer nos próximos 4 anos…

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