A entrevista de Lula a Bob Fernandes

O discurso de Bolsonaro em Davos

Por Miguel do Rosário

22 de janeiro de 2019 : 14h07

O presidente Jair Bolsonaro fez o mais curto discurso da história de Davos. Assista e comente.

Resumo do internauta Flavio Duarte, em seu Facebook:

Flavio Duarte

Resumo da passagem do Bolsonaro por Davos, o maior Fórum Econômico do planeta.

1 – Pela primeira vez na história do Fórum de Davos é dada a oportunidade a um presidente Latino-americano de abri-lo, horário em que a casa está mais lotada e os ouvidos todos atentos.

2 – O tempo que ele tinha para apresentar o Brasil para o mundo seria de 30 a 45 minutos no máximo.O Bolsonaro falou por 6 minutos e respondeu perguntas do Presidente do Fórum por mais 7 minutos. Total de 13 minutos. (… o que já é um avanço para quem tem por costume fugir dos debates)

3 – Frases de efeito permearam o discurso para a nata da economia mundial:

– “Não queremos uma América bolivariana” ;
– “Queremos tirar viés ideológico dos nossos negócios” ;
– “Estamos aqui porque queremos fazer parcerias com os senhores para bem-estar da nossa população”;
– “Vamos defender a família e os verdadeiros direitos humanos”;
– “Gozamos de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós”; (enquanto isso a Xi Jiping diz que o mundo não imporá regras à China)
– “Nossas relações internacionais serão dinamizadas pelo ministro Ernesto Araújo, implementando uma política na qual o viés ideológico deixará de existir”;
– “Deus acima de tudo”; (… mas sem ideologia)

4 – Ao final, ao invés de sair para almoçar com empresários mundiais ou com chefes de outros países no intuito de vender o “Brasil não ideológico” que atrairá investimentos, preferiu ser fotografado almoçando um sanduíche num supermercado porque tem que agradar o eleitor “acabou a mamata, agora é na caneta BIC”. A dúvida é se ele escolheu o sanduíche pela aparência ou pela especificação do conteúdo… em inglês.

5 – Ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2013, formado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e professor da prestigiada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, o americano Robert Shiller reagiu ao discurso do presidente Jair Bolsonaro, que abriu o Fórum Econômico Mundial de Davos:

– “O Brasil é um grande país e merece alguém melhor. Ele me dá medo”, (…). “Eu terei que ficar longe do Brasil”.

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É isso aí. É o que temos para o cardápio pelos próximos anos. Para a desgraça de nossa nação, os idiotas estão no poder e o preço que pagaremos será bem caro. Muito caro!!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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15 comentários

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Franco

24 de janeiro de 2019 às 12h08

A opinião dos simpatizantes do ex-Capitão é que ele “arrasou”. E vocês ainda ficam chamando o “discurso” de histórico, aí é que eles ficam mesmo convencidos do que se esforçam para se convencer.

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Guimarães

22 de janeiro de 2019 às 21h14

Que vergonha, discurso de ?. Parece propaganda eleitoral. Queria saber quem é que manipula esse marionete.

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degas

22 de janeiro de 2019 às 19h12

Ele ainda é meio travado ao falar. Não foi problema na eleição porque contra o partido-quadrilha e seu Kitgay até no Capeta Mudo o pessoal votava. Mas precisava melhorar isso. Pelo menos foi esperto para falar pouco, pois aquilo entra por um ouvido e sai pelo outro. O que conta é o que ele vai fazer.

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Reginaldo Gomes

22 de janeiro de 2019 às 19h03

Discurso curto, claro, perfeito, irretocável e com o final apoteótico!
“DEUS ACIMA DE TUDO”
Reafirmou novamente sua obediência genial ao chefe real de todas as nações presentes e ausentes do fórum. Deus, a verdade, a realidade e a vida.
Graças a Deus!

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Paulo

22 de janeiro de 2019 às 18h42

Bolsonaro fez bem em ser sucinto, a fim de evitar uma exposição maior. Lembrando que no começo de seu Governo já andaram falando bobagens demais. O que vai importar, mesmo, é a qualidade da governança. Isso definirá como Bolsonaro passará à história. Ainda é cedo para saber…sobre almoçar num restaurante popular, fez muito bem, foi um tapa com luva de pelica na cara dos governantes de países ricos que cobram medidas sociais e ambientais do Brasil e almoçam em restaurantes requintados (se bem que até Maduro já fez o mesmo, na Turquia, com seu povo passando fome)…

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Alan Cepile

22 de janeiro de 2019 às 18h27

Meu Deus, ele falou isso pro mundo ouvir??? Que vergonha…..

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    sei lá

    22 de janeiro de 2019 às 18h40

    Também acho, ele deveria falar sobre como estocar o vento ou saudar a mandioca

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Admar

22 de janeiro de 2019 às 17h57

BozoNalro & JegueMoro, estamos no Sal!!!

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    sei lá

    22 de janeiro de 2019 às 18h42

    Pois é, melhor seria com o Maldad ou o Coroné e o Lupi.

    Estariamos muito melhor…

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      cabra retado

      23 de janeiro de 2019 às 08h33

      cum certesa cabra!

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ari

22 de janeiro de 2019 às 17h54

A foto desse cidadão sozinho é o retrato do que se tornou o Brasil pós-golpe. E o que é mais grave: as descobertas diárias sobre seu filho aproximam cada dia mais essa família de uma zona muito perigosa.

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Paulo

22 de janeiro de 2019 às 16h54

Miguel, ele não comeu um sanduíche e sim almoçou no restaurante de uma rede de supermercados.
Ele almoçou antes do discurso e não após.
DCM chamou o restaurante de 2ª categoria, para mim foi um afronta e uma ofensa, eu como diariamente em restaurantes simples e baratos. Vindo de um jornalista q defende as classes menores, queria muito saber dele o q é um restaurante de 2ª classe, onde q ele almoça ou quais restaurantes frequenta.

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    Alan Cepile

    23 de janeiro de 2019 às 09h27

    O que intriga não é a qualidade do restaurante, supermercado ou seja lá o que for, nem se almoçou antes ou depois da sua vergonhosa e genérica fala, e sim pq um presidente do Brasil almoçou sozinho pela primeira vez, desde a redemocratização, no fórum mundial de Davos.

    Com a palavra, os coxas….

    Responder

Raul

22 de janeiro de 2019 às 16h35

Somando todas as “mentes” brilantes do regime não dá 3 neurônios.

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Ambrosio

22 de janeiro de 2019 às 16h29

Um desgoverno de débil mentais. Vexame.

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