História: Brizola na Unicamp em 1987

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A nova jogada de marketing da Lava Jato

Por Miguel do Rosário

13 de fevereiro de 2019 : 19h13

Não se pode negar a eficiência da “comunicação estratégica” da Lava Jato.

Destroem empresas numa escala jamais vista em qualquer lugar ou época que não em tempos de guerra, devastando a economia, as finanças públicas e o mercado de trabalho, criam a atmosfera propícia ao golpe de Estado e à eleição de Bolsonaro, que pretende implementar um regime ultraliberal que pouca atenção dará à educação pública no país, mas os “delatores” destinarão R$ 191 milhões para a “educação básica”…

No site da PGR

Raquel Dodge defende destinação à educação básica de R$ 191 milhões referentes a multas pagas por colaboradores da Lava Jato

PGR requer ao STF aplicação de recursos na aquisição de mobília, equipamentos de informática e veículos para transporte escolar na zona rural

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de petições em que requer a destinação de recursos de multas previstas em 31 acordos de colaboração premiada a programas de educação básica do Ministério da Educação (MEC). Se a medida for autorizada pela Corte, serão revertidos mais de R$ 191 milhões que poderão ser utilizados na melhoria de todo o processo educacional, na aquisição de veículos para o transporte escolar na zona rural e de mobília e equipamentos de informática.

As petições da PGR foram endereçadas ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Por força de cláusulas de confidencialidade, os nomes dos colaboradores permanecem em sigilo. Tratam-se de acordos, homologados pela Justiça, celebrados entre o Ministério Público Federal (MPF) e ex-executivos de empreiteiras envolvidas em desvios de recursos públicos da Petrobras, investigados na Operação Lava Jato. Em alguns casos, o montante a ser pago por somente uma pessoa ultrapassa R$ 78 milhões.

A procuradora-geral afirma não haver impedimento legal para a destinação do dinheiro de multa ou perdimento de bens a programas do MEC. Reforça ainda a importância da medida em razão do interesse público em formar cidadãos numa sociedade que valorize a honestidade e seja mais justa e solidária, repudiando toda forma de corrupção.

A opção pela educação básica resultou de tratativas estabelecidas com o MEC, feita pela própria PGR, que solicitou informações sobre como efetivar esse tipo de transferência, com observância de regras orçamentárias e de auditoria pública. Em resposta, o ministério sugeriu a alocação nas ações orçamentárias “Apoio ao Desenvolvimento da Educação Básica”, “Apoio a Infraestrutura para a Educação Básica” e/ou “Aquisição de Veículos para Transporte Escolar da Educação Básica”, no âmbito do Fundo Nacional da Educação Básica (FNDE).

As ações do MEC destinam-se ao desenvolvimento, à universalização e à melhoria do processo educacional em todas as etapas e modalidades da educação básica; apoio a instituições públicas de todas as esferas do governo que visem à melhoria da qualidade do ensino; apoio à implementação de programas e políticas para a educação básica geridos pelo MEC e unidades vinculadas. Os programas contemplam ainda a construção, ampliação, reforma e adequação de espaços escolares e aquisição de mobiliário e equipamentos, além de apoio à infraestrutura e ao uso pedagógico das tecnologias de informação e comunicação. Também está prevista a aquisição de veículos padronizados e de acessórios de segurança para o transporte escolar nas redes públicas de educação básica, prioritariamente da zona rural.

Nas petições, a PGR destaca a importância da destinação desses valores ao MEC, “seja pelo simbolismo da medida – já que é pela educação que se desenvolve a cidadania, valores éticos e morais que refletem em mudança de comportamento e de práticas nocivas à sociedade –, seja para valorizar este serviço de relevância pública, definido na Constituição e na Lei Complementar 75/93”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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23 comentários

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Luiz

15 de fevereiro de 2019 às 01h30

O que esperar do lixo jurídico oportunista e pragmatista trazido dos EUA? O judiciário atuando como um grupelho e mais injustiça social.

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Admar

14 de fevereiro de 2019 às 15h38

A Lava Jato ESCONDEU Tucanos e PMDBistas no processo de Investigação de corrupção e isso quer dizer “progresso” no combate à Corrupção.😂😂😂😂😂😂😂😂 E o Moro esconde os Laranjas do PSL!!! É o Novo Brazil!😝😝😝😝😝😝😝

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Amauri

14 de fevereiro de 2019 às 13h54

Miguel está exercendo o seu jus esperneandi, mas a Lava Jato veio para ficar, assim como o combate mais firme à criminalidade. Até o cachaceiro entendia que o seu papel é concretizar a vontade do povo, e não tentar impôr a sua. Enquanto a esquerda continuar tentando negar essa realidade, vai continuar colecionando derrotas.

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    carlos

    17 de fevereiro de 2019 às 08h18

    O Amauri ou é burro ou se esconde em outro planeta, a informação é a seguinte não sei se Amauri já conseguiu ler um trabalho investigativo do historiador e jornalista Marco Antonio Vila que de forma didática escancarou esse vespeiro que é o poder judiciário que aliás se fosse na China estariam condenado a morte ou a prisão perpétua, só prá dar um exemplo: o juiz Sergio Moro gastou do dinheiro do povo 2,5 mi com hotéis de luxo, afora as despesas com 222 funcionários que cada ministro do supremo tem, e que gera um gasto da máquina pública de 1,5 trilhão, e sabe quem paga o povo brasileiro. Então faça uma reflexão ou então procure uma lavagem de roupa.

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Luiz Schmitz

14 de fevereiro de 2019 às 12h46

Bem que o Bebiano podia abrir a boca, já que o Queiroz calou-se!

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brasileiro

14 de fevereiro de 2019 às 12h05

Judiciário vendido, tudo pelo poder.

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LUIS FERNANDO LOPES COELHO

14 de fevereiro de 2019 às 08h54

Só para entender, é a Lava Jato que destrói as empresas? E eu pensando que quem destruía empresas era a corrupção patrocinada e instituionalizada pelo PT, sob o comando dos 2 presidentes bandidos eleitos pelo partido que saquearam as empresas públicas e puseram o país num caos imensurável nos últimos 16 anos. Que tolice.

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    Jorge

    14 de fevereiro de 2019 às 12h25

    A culpa é da nossa constituicao que de extrema direita e diz que bandido tem que ser punido.

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      Luiz Schmitz

      14 de fevereiro de 2019 às 12h47

      Exceto os da direita né?

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    Luiz Schmitz

    14 de fevereiro de 2019 às 12h42

    Ainda tens tempo de estudar!

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Jorge

14 de fevereiro de 2019 às 05h59

O Brasil esta na 130° colocacao no rank de liberalismo economico. Em um pais extremamente intervencionista como o nosso, é óbvio que o espaco para a corrupcao fica enorme.
Quando passarmos a adotar medidas liberais como Suécia, Noruega, Alemanha e outros que possuem poucas Estatais e pouca intervencao, ai sim consiguiremos que o dinheiro do Trabalhador fique com o trabalhador e nao com o governo.

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Estocadora de Vento

14 de fevereiro de 2019 às 01h51

Agora entendi. E eu que achava que os 13 milhoes de desempregados haviam sido causados por medidas desastradas de uma certa governANTA, que de tão incopetente foi Apeada do poder com base na legislaçao fiscal. Cheguei até a pensar que as empreiteiras haviam quebrado depois que as gordas tetas governamentais secaram. Mas tudo bem, afinal o Coroné Cangaciro disse que os Malvados da história são os integrantes da Lava Jato.

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Olinto

14 de fevereiro de 2019 às 01h05

Agora o Cafezinho ficou bom de novo como funcionário do progressismo. Deixe a encrenca da hegemonia da esquerda para outra ocasião.

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    Brasileiro da Silva

    14 de fevereiro de 2019 às 01h13

    Entendi. Quando a opinião dele bate com a sua, vc ama o cafezinho. Quando discorda, ele é vendido. Muito democrático de sua parte. Parabéns.

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      Olinto

      14 de fevereiro de 2019 às 04h05

      Vendido? Nunca achei isso! A coisa é mais substantiva e menos adjetiva: qd a opinião do Cafezinho se harmoniza com a minha eu gosto, e qd não eu discordo. Por ex. não acho que Ciro se constitua na melhor estratégia para barrar o que o Império está nos obrigando a aceitar. Cada um com suas razões obviamente.

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Luiz

13 de fevereiro de 2019 às 22h49

Lava jato não recuperou 10% do que foi roubado. 90% está no bolso de delatores que criaram as histórias pedidas pela turma de Curitiba. É tudo um grande truque de mágica. Só que os palhaços desse circo, somos nós.

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    Brasileiro da Silva

    13 de fevereiro de 2019 às 22h57

    Mas então vc confirma que houve corrupção? Corruptores e corrompidos? E vc acha que culpado é quem recuperou “só” 10%? Não quem desviou 100% do nosso dinheiro? Que estranho….

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    Paulo

    13 de fevereiro de 2019 às 22h58

    O valor recuperado pela Lava-Jato vai muito além do monetário…

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      Brasileiro da Silva

      13 de fevereiro de 2019 às 23h02

      Concordo plenamente. Enfim uma opinião lúcida. Parabéns.

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    Luiz Schmitz

    14 de fevereiro de 2019 às 12h44

    Eles não entendem que isso não é nem 10% do que entregaram do pré-sal.

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Brasileiro da Silva

13 de fevereiro de 2019 às 22h03

Miguel, o Japão esta destruindo a Nissan ao prender o Carlos Ghosn? E ele nem foi condenado ainda. Quando prenderam o Jeff Skilling, presidente da Enrom, os EUA queriam destruir as empresas?

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Carlos Eduardo

13 de fevereiro de 2019 às 19h31

Uma procuradora fazendo política, o Brasil tá ao contrário!

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Paulo

13 de fevereiro de 2019 às 19h30

Taí uma boa iniciativa! O dinheiro público roubado voltando para o povo…

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