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Inflação em 12 meses

Banco Central se recusa a baixar juros

Por Redação

09 de maio de 2019 : 11h39

Os meios oficiosos estão escondendo que, com a profunda estagnação econômica, e a inflação média (a média, não a inflação para os pobres, que está alta) ainda muito baixa, além dos altíssimos spreads bancários, os juros reais pagos pelos consumidores permanecem entre os maiores do mundo.

É lamentável que, com desemprego tão alto, o Banco Central não tenha reduzido os juros.

***

Copom mantém taxa Selic em 6,50 % a.a.

08 Maio de 2019
Publicado às 18:01
Atualizado 08/05 às 18:01

O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 6,50% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

Indicadores recentes da atividade econômica sugerem que o arrefecimento observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. O cenário do Copom contempla retomada do processo de recuperação gradual da atividade econômica;

O cenário externo permanece desafiador. Por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas mostram-se reduzidos no curto e médio prazos. Por outro lado, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem;

O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária;

As expectativas de inflação para 2019, 2020 e 2021 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,0%, 4,0% e 3,75%, respectivamente.

No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 4,1% para 2019 e 3,8% para 2020. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 6,5% a.a. e se eleva a 7,50% a.a. em 2020. Também supõe trajetória para a taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,75 e 2020 em R$/US$ 3,80. No cenário com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$/US$ 3,95*, as projeções situam-se em torno de 4,3% para 2019 e 4,0% para 2020.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) deterioração do cenário externo para economias emergentes. O Comitê avalia que, embora o risco associado à ociosidade dos fatores de produção tenha se elevado na margem, o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela manutenção da taxa básica de juros em 6,50% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2019 e, em maior grau, de 2020.

O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O Comitê enfatiza que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

Na avaliação do Copom, a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O Comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo. O Comitê ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

O Copom avalia que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (Presidente), Bruno Serra Fernandes, Carlos Viana de Carvalho, Carolina de Assis Barros, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Tiago Couto Berriel.

* Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada nos cinco dias úteis encerrados na sexta-feira anterior à reunião do Copom.

Publicado no site do Banco Central.

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8 comentários

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lucio

09 de maio de 2019 às 18h40

nossa, tem outro lucio aqui em baixo que é o contrario que eu, kkkk.
quer baixar juros o que??? dolar em alta, inflaçao em alta, capitais fugindo a partir de julho:

https://tradingeconomics.com/brazil/capital-flows

Responder

Lúcio

09 de maio de 2019 às 14h38

A economia do evangelho. E perdoa-lhes as suas dívidas, Michael Hudson explica como a dívida foi excluída da Bíblia. https://www.youtube.com/watch?v=LFQFapi8gs0

Responder

Paulo

09 de maio de 2019 às 13h10

Isso porque ainda não se tornou independente. Imaginem depois!

Responder

Jaime

09 de maio de 2019 às 13h07

O desgoverno neofascista tira recursos da educação para pagar juros a ricos e banqueiros. Bolsonaro troca chefe da abin e arma milicianos. Brazil não passa de uma sub-colonia governada por milicianos e mercenários.

Responder

LUPE

09 de maio de 2019 às 11h56

Caros leitores

Será que um dia o Brasil
vai dar um ponta pé n……………….. daqueles inimigos
que estão atualmente no comando do Banco Central???

Ajudando a destruir o Brasil
com suas (altíssimas) taxas de juros?

Será que vai dar um ponta pé n…………… dos inimigos
como fez Putin na Rússia ,
como fez a Hungria recentemente,
como fez Hugo Chavez na Venezuela.

Como o Banco Central de Cuba es libre,
como o Banco Central da China é livre,
e alguns outros poucos são livres.

Enquanto nos Estados Unidos
o banco central (sic) ,
o FED,
é “deles” .

Os mesmos inimigos do Brasil e dos brasileiros…………..

É meio complicado,
mas, um dia a ficha cai……………….

Responder

    LUPE

    09 de maio de 2019 às 12h04

    E vejam como o “comentarista” Sergio Araujo
    tá sempre se revelando,
    tá sempre dando mostras

    que é agente dos nossos inimigos,

    a trabalho pago em dólares
    no Cafezinho.

    Rapidinho ele comparece
    para apoiar nossos inimigos ,
    seus patrões ,
    que estão
    (representados)
    no comando
    do nosso Banco Central…….

    Um dia essa ficha meio complicada cai para todos ,
    ou quase todos………….. assim espero……….. pelo bem do Brasil e dos brasileiros……….

    Responder

      Sergio Araujo

      09 de maio de 2019 às 12h10

      Lupete,

      mas nào tava em alta a SELIC…?

      Responder

Sergio Araujo

09 de maio de 2019 às 11h52

Abaixo d’isso nào pode ir.

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