A entrevista de Lula a Bob Fernandes

CINE FOLHETIM FÊNIX #13

Por Victor Lages

16 de maio de 2019 : 18h04

Queridos parceiros e espectadores,

Chegou, meus queridos! Enfim, está aqui, nas salas, no Brasil, na América Latina inteira: A GRANDE DAMA DO CINEMA! Perdoa até termos falado tanto desse filme nas últimas semanas, mas precisamos dizer: a espera e a ansiedade vale MESMO a pena!

Chegou, meus queridos! O Festival de Cannes desembarcou, pela 72ª vez, na Riviera Francesa e trazemos muitas notícias, direto de lá, sobre o maior evento cinematográfico do mundo!

Também chegou, caros cinéfilos e apreciadores da sétima arte, a mostra japonesa no CCBB de São Paulo, a nova revista Cahiers du Cinéma, os 33 anos de TOP GUN e o enaltecimento da boina clássica de BONNIE E CLYDE. Por fim, chegou, para nossa felicidade, a terceira semana consecutiva de BORRASCA nas salas de exibição, a contagem de quantos Oscars os latinos já ganharam, a última parte da série sobre a vida e obra de Campanella e a lista dos melhores filmes que já venceram a Palma de Ouro.

Chegou o meio de maio e não poderíamos amar mais o cinema!

Abraço e bons filmes,

Fênix.

A GRANDE DAMA DO CINEMA estreia no Brasil!!!

Finalmente, está entre nós e em 23 salas! A GRANDE DAMA DO CINEMA, novo filme do diretor argentino vencedor do Oscar Juan José Campanella, chegou às salas de cinema do Brasil e, segundo as críticas que já saíram, promete fazer espectadores do país inteiro chorarem de rir! Trazendo um elenco estelar e um roteiro ácido com alfinetadas ao mundo cinematográfico, a história traz uma antiga diva da era de ouro que mora em uma mansão com um ator, um diretor e um roteiristas das antigas e sua paz é abalada com a chegada de dois jovens empresários que querem expulsá-la do local. Os horários e locais das sessões estão logo aqui embaixo:

BORRASCA segue firme nos cinemas!

Pela terceira semana consecutiva, o drama teatral de Francisco Garcia segue nos cinemas brasileiros emocionando e fazendo refletir sobre amizade, traição e morte. Os horários e locais das sessões estão logo aqui embaixo:

CIDADECINEMAHORÁRIO
SantosEspaço de Cinema – CineARTE16h
Balneário CamboriúCinerambcDias 17 e 19, às 18h05

CAMPANELLA n’O Cafezinho

No texto da coluna semanal da Fênix n’O Cafezinho, trazemos a quarta e última parte da história do cineasta Juan José Campanella! Trazendo a animação UM TIME SHOW DE BOLA, as inclinações políticas do diretor e o lançamento do seu novo filme, A GRANDE DAMA DO CINEMA, acompanhe o final da nossa saga pela vida e obra de Campanella no link logo abaixo:

https://www.ocafezinho.com/2019/05/15/era-uma-vez-o-cineasta-juan-jose-campanella-parte-4/

Começa o Festival de Cannes!

Na última terça-feira (14), começou a 72ª edição do Festival Internacional de Cinema, o maior evento do audiovisual mundial! Até o dia 25 de maio, centenas de filmes inéditos e super aguardados serão exibidos, como os novos longas de Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Terrence Malick, Jim Jarmusch e os irmãos Jean-Luc e Pierre Dardenne. Além disso, 5 filmes brasileiros têm destaque em posições importantes da competição: O TRAIDOR (foto), coprodução entre Itália, França, Alemanha e Brasil, dirigido por Marco Bellocchio e que investiga a história real de um dos maiores mafiosos italianos, será distribuído em breve pela Fênix Filmes e Pandora Filmes no Brasil; BACURAU, nova obra de Kleber Mendonça Filho, em companhia de Juliano Dornelles, que conta com Sônia Braga no elenco; A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Karim Aïnouz, drama que explora a condição das mulheres brasileiras nos anos 40 e 50; SEM SEU SANGUE, primeiro longa de Alice Furtado sobre um relacionamento entre uma jovem solitária e um garoto hemofílico; e INDIANARA, documentário dirigido por Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa, sobre uma ativista transexual que luta pelos direitos das minorias. Até o lançamento dessa newsletter, já acompanhamos o filme de estreia (THE DEAD DON’T DIE, comédia de zumbi de Jim Jarmusch), LES MISÉRABLES (drama francês de Ladj Ly), BACURAU (citado acima), ATLANTIQUE (longa senegalês da diretora Mati Diop) e SORRY WE MISSED YOU (longa britânico do vencedor de duas Palmas de Ouro Ken Loach).

Mostra “Japão – Drama e Humor” no CCBB – SP

De 15 a 27 de maio, o Centro Cultural Banco do Brasil irá receber a mostra “Japão – Drama e Humor”, que contará com filmes que abordam a diversidade do cinema japonês. Apresentando a cultura e a tradição local, a seleção traz obras de drama, romance e comédia ambientados em diferentes épocas. Entre os títulos, está TODO DIA É DIA DE FÉRIAS (1994), BOTEQUIM MAL-ASSOMBRADO (1996), EM BUSCA DO ARCO-ÍRIS (1996), TRÊS PARA A ESTRADA (2007) e UM CONTO SOBRE A CULINÁRIA SAMURAI (2013).

Os 5 melhores vencedores da Palma de Ouro

Alguns dos melhores filmes de todos os tempos costumam ser muito reconhecidos em premiações, como o Oscar ou o Festival de Berlim. Mas, para incontáveis cineastas e cinéfilos ao redor do mundo, é a Palma de Ouro (prêmio principal do Festival de Cannes) que traz obras que merecem aclamação. Por isso, nessa semana, o site de cinema IndieWire fez um ranking de todos os 71 filmes que ganharam a Palma desde a criação dessa honraria. Em último lugar, está o documentário norte-americano FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO, de Michael Moore; já os cinco primeiro lugares vão para:

  1. Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola (1979)
  2. Viridiana, de Luis Buñuel (1961)
  3. A DOCE VIDA, de Federico Fellini (1960)
  4. O LEOPARDO, de Luchino Visconti (1963)
  5. Taxi Driver, de Martin Scorsese (1976)

Quem quiser conhecer a lista inteira, o link está aqui embaixo e vale a pena:

Cahiers du Cinéma de maio!

Criada em 1951 por críticos e escritores de cinema que queriam expressar suas ideias e se tornar diretores, a revista francesa Cahiers du Cinéma chega à sua 755ª edição marcando presença no Festival de Cannes, evento mais comentado desse mês. Para começar, há resenhas críticas sobre três obras que concorrem à Palma de Ouro: DOLOR Y GLORIA, de Pedro Almodóvar; PARASITE, de Bong Joon-ho; e SIBYL, de Justine Triet. Além disso, há 32 páginas com homenagens à falecida diretora Agnès Varda! A revista está imperdível e pode ser lida parcialmente no link abaixo:

Quantos Oscars a América Latina já ganhou?

Desde que a categoria de Melhor Filme Estrangeiro foi criada em 1957, 62 prêmios foram entregues para filmes que não são falados em inglês e muitos viraram clássicos do cinema: NOITES DE CABÍRIA, de Fellini; MEU TIO, de Jacques Tati; CINEMA PARADISO, de Giuseppe Tornatore; e AMOR, de Michael Haneke. Mas quantos Oscars a América Latina ganhou nessa categoria? Nesse ano de 2019, chegamos ao total de quatro prêmios: com a vitória de ROMA, de Alfonso Cuarón, o filme mexicano entrou na seleta lista que conta ainda com A HISTÓRIA OFICIAL, de Luís Puenzo, O SEGREDO DOS SEUS OLHOS, de Juan José Campanella, (ambos da Argentina) e UMA MULHER FANTÁSTICA, de Sebastián Lelio, vindo do Chile. No entanto, isso representa apenas 5% do total de filmes premiados, já que o continente europeu domina essa categoria: com 47 conquistas, o Velho Continente abocanhou 76% dos prêmios, tendo a hegemonia da Itália (14) e França (12).

33 anos de TOP GUN: ASES INDOMÁVEIS

“Take my breath away…”. Quem viveu os anos 80, já escuta essa música com a imagem de um avião planando e Tom Cruise usando os clássicos óculos estilo aviador feitos exclusivamente para TOP GUN: ASES INDOMÁVEIS, dirigido por Tony Scott, e que hoje comemora 33 anos de lançamento! Ao pegar um astro em ascensão e casar com uma narrativa que junta romance com ação frenética, Tony transformou o filme em duas horas de diversão simples que marcou uma década inteira, já que a obra virou memória afetiva de praticamente uma geração inteira. Na trama, Tom Cruise interpreta Maverick, um piloto destemido que consegue uma vaga numa academia de pilotos para aprimorar suas habilidades aéreas; lá, ele enfrenta resistência dos outros pilotos, confronta-se com o passado de seu pai na aeronáutica e engata um romance com uma instrutora da academia mais velha. A propósito, você sabia que o Pentágono trabalhou em conjunto com a produção do filme, interferindo ainda no roteiro para que o exército e a marinha não acabassem tendo repercussão negativa?

Beret de BONNIE E CLYDE: UMA RAJADA DE BALAS

Em 1967, o diretor Arthur Penn trazia a história de Bonnie Parker, uma garçonete entediada que se apaixona por um vigarista e, juntos, saem pelos Estados Unidos espalhando uma onda de crime e violência. O filme ganhou dois Oscars, recebeu mais 8 indicações e virou uma das obras mais importantes para a criação de uma “nova Hollywood” que nos apresentou Coppola, George Lucas, Spielberg, Scorsese etc. Porém, uma das maiores conquistas de BONNIE E CLYDE está relacionado à moda. Para contextualizar, a peça que a atriz Faye Dunaway usa na cabeça é um beret, uma espécie de boina que virou símbolo da França desde o século XVII; há uma polêmica em relação à sua criação, pois dizem que ela é originária do País Basco, tradicional numa região que atualmente está dividida entre França e Espanha. No entanto, ela foi popularizada graças aos franceses e à atriz, que cravou-o para sempre na moda e no cinema; para mostrar a rebeldia de sua personagem, Faye adotou certa diversidade de cores para seus chapéus e o beret estava sempre presente no seu vestuário. Curiosamente, a peça marcou presença forte entre as meninas durante a revolta estudantil de maio de 1968, virando uma vestimenta eternamente associada à rebeldia e às mulheres de pulso firme.

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