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Urgente! Brasil registrou 65 mil homicídios em 2017

Por Redação

05 de junho de 2019 : 12h13

A segurança pública vive um momento dramático no país. Leia a nota abaixo, divulgada hoje pelo Ipea, e confira os gráficos do relatório completo (link disponível ao final do texto) que separamos  abaixo.

O problema precisa ser tratado com muita inteligência por governo e oposição, tentando pôr de lado as paixões ideológicas,  e buscando soluções práticas para trazer mais segurança aos brasileiros.

Entre as soluções, não estão, naturalmente, aumentar o número de armas de fogo no país, como quer Bolsonaro, com seus decretos de lei que flexibilizam o porte de armas.

***

No site do IPEA

Atlas da Violência: Brasil registra mais de 65 mil homicídios em 2017

Taxa de homicídios por 100 mil habitantes variam de 10,3 em São Paulo a 62,8 no Rio Grande do Norte, aponta estudo produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O Brasil atingiu, pela primeira vez em sua história, o patamar de 31,6 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa, registrada em 2017, corresponde a 65.602 homicídios naquele ano e revela a premência de ações efetivas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira, 5.

O estudo identifica dois fenômenos no país: enquanto mais estados reduzem a taxa de letalidade violenta, há forte crescimento no Norte e no Nordeste. Em 2017, as taxas de homicídios por 100 mil habitantes foram bastante heterogêneas entre as unidades da Federação, variando de 10,3 em São Paulo a 62,8 no Rio Grande do Norte. Houve diminuição no Sudeste e no Centro-Oeste, estabilidade no Sul e crescimento acentuado no Norte e no Nordeste.

O estado com maior crescimento no número de homicídios em 2017 foi o Ceará, que registrou alta de 49,2% e atingiu o recorde histórico de 5.433 mortes violentas intencionais, causados por armas de fogo, droga ilícita e conflitos interpessoais. No Acre, a variação foi de 42,1% em 2017, totalizando 516 homicídios – considerando-se o período de 2007 a 2017, o número de homicídios subiu 276,6% no estado.

O crescimento da violência letal no Acre está associado à guerra por novas rotas do narcotráfico, que saem do Peru e da Bolívia e envolvem três facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Bonde dos 13 (B13). Este fenômeno também influencia o número de homicídios no Amazonas, que praticamente dobrou em uma década e chegou a 1.674 em 2017. Na outra ponta, o estado com maior redução na taxa de homicídios em 2017 foi Rondônia (-22%), seguido por Distrito Federal (-19.7%) e São Paulo (-4,9%).

Perfil das vítimas
Homem jovem, solteiro, negro, com até sete anos de estudo e que esteja na rua nos meses mais quentes do ano entre 18h e 22h. Este é o perfil dos indivíduos com mais probabilidade de morte violenta intencional no Brasil. Os homicídios respondem por 59,1% dos óbitos de homens entre 15 a 19 anos no país.

Apenas em 2017, 35.783 jovens de 15 a 29 anos foram mortos, uma taxa de 69,9 homicídios para cada 100 mil jovens, recorde nos últimos 10 anos. A juventude perdida é considerada um problema de primeira importância para o desenvolvimento social do país e vem aumentando numa velocidade maior nos estados do Norte. Os dados do Atlas da Violência também trazem evidências de outra tendência preocupante: o aumento, nos últimos anos, da violência letal contra públicos específicos, incluindo negros, população LGBTI+ e mulheres, nos casos de feminicídio.

De 2007 a 2017, a desigualdade de raça/cor nas mortes violentas acentuou-se no Brasil. A taxa de negros vítimas de homicídio cresceu 33,1%, enquanto a de não negros apresentou um aumento de 3,3%. Em 2017, 75,5% das vítimas de homicídio eram pretas ou pardas. Mais uma vez, o Rio Grande do Norte está no topo do ranking, com 87 mortos a cada 100 mil habitantes negros, mais que o dobro da taxa nacional. Os cinco estados com maiores taxas de homicídios negros estão localizados na região Nordeste.

O ano de 2017 registrou, também, um crescimento dos homicídios femininos no Brasil, chegando a 13 por dia. Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas, o maior número registrado desde 2007 – 66% delas eram negras. Entre 2007 e 2017, houve um crescimento de 30,7% nos homicídios de mulheres no Brasil. A situação foi mais grave novamente no Rio Grande do Norte, que apresentou uma variação de 214,4% em 10 anos, seguido pelo Ceará (176,9%). As maiores reduções decenais ocorreram no Distrito Federal, no Espírito Santo e em São Paulo, entre 33,1% e 22,5%. Chama a atenção o caso do Espírito Santo, que era campeão da taxa de homicídios femininos no país em 2012.

O Atlas de 2019 traz uma seção inédita, sobre a violência contra a população LGBTI+. Segundo uma das bases utilizadas pela pesquisa (o canal de denúncias Disque 100), houve um forte crescimento nos últimos seis anos nas denúncias de homicídios contra a população LGBTI+, que subiram de cinco em 2011 para 193 em 2017, ano em que o crescimento foi de 127%. Os pesquisadores compararam esses dados com informações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Saúde, e encontraram um mesmo resultado qualitativo. Em mais de 70% dos casos, os autores do crime são do sexo masculino, enquanto que a maioria das vítimas é de homo ou bissexuais do sexo feminino.

Acesse a íntegra do Atlas da Violência 2019

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12 comentários

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Marcio

05 de junho de 2019 às 18h33

LGBTI+ Kkkkk

Responder

Justiceiro

05 de junho de 2019 às 17h57

2017? Isso era na era PT/PMDB.

Agora com o Sérgio Moro comandando a segurança pública, os homicídios estão diminuindo.

Viva nosso futuro presidente!!!!!!!!

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Jeferson

05 de junho de 2019 às 15h33

Ué? Não desarmaram as pessoas honestas e decentes? Com certeza é culpa dos opressores racistas, homofóbicos e altamente fascista. Esqueci, culpa do Bolsonaro tbm…

Responder

Olavo

05 de junho de 2019 às 15h29

Em 2017? Com certeza a culpa é do Bolsonaro…

Responder

    Zé Maconha

    05 de junho de 2019 às 17h09

    Considerando que as milícias que ele comanda mataram muita gente , ele tem culpa em parte.
    O Queiroz mesmo já matou dez pessoas , como vou saber se eram bandidos ou pessoas honestas que atrapalharam os crimes dele?
    Bolsonaro incita violência contra os homossexuais , que são boa parte dos assassinados.
    Viu como ele tem culpa.

    Responder

      Olavo

      05 de junho de 2019 às 17h45

      Queiroz livre !!!

      Responder

        Marcos

        05 de junho de 2019 às 18h30

        Elisângela Barbiere (aquela que como assessora do deputado petista André Ceciliano , com um salário de apenas 5 mil, movimentou 25 milhões ) Livre ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Responder

      Marcos

      05 de junho de 2019 às 18h32

      Culpa mesmo, caro Zé Drogado, têm Lula , Dilma e o Petê, que em dezesseis anos de poder não combateram as milícias !

      Responder

        Zé Maconha

        05 de junho de 2019 às 18h36

        Concordo com você Marcos.
        Deveriam ter feito algo.

        Responder

          Marcos

          05 de junho de 2019 às 22h19

          Fazer algo como, se Lula e Dilma eram parceiros de Sérgio Cabral, um dos maiores e mais ostentadores corruptos que o Brasil já teve? O corrupto é pior do que o miliciano, pois enquanto o corrupto se preocupa em roubar e em deixar roubar ,esquece de governar e abre espaço para o crescimento da milícia e da corrupção em geral no andar de baixo !

Killer Ratings

05 de junho de 2019 às 15h03

https://www.youtube.com/watch?v=thDPriFPjRw

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Zé Maconha

05 de junho de 2019 às 12h31

Pensei que agora o Cafezinho comemorava homicídios.
Culpa das polícias , que além de matar muito não fazem seu trabalho direito.

Responder

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