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Indústria perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho em três anos

Por Redação

06 de junho de 2019 : 12h58

Desde o início da operação Lava Jato, que destruiu as maiores empresas de engenharia pesada do país, a indústria brasileira perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho.

A Lava Jato foi deflagrada no início de 2014.

Hoje a Odebrecht tenta, desesperadamente, vender seus ativos, e nem isso está conseguindo.

A mistura do messianismo judicial irresponsável com a incompetência trágica do governo Bolsonaro ameaça fazer o Brasil virar um grande fazendão, desta vez não de café, mas de soja, rodeado de minas de ferro.

***

O texto e tabelas abaixo são da Agência IBGE Notícias:

Entre 2014 e 2017, indústria perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho

06/06/2019 10h00 | Atualizado em 06/06/2019 10h00

A Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa mostrou que, entre 2014 e 2017, as empresas do setor industrial perderam cerca de 12,5% dos seus postos de trabalho, o que representa 1,104 milhão de pessoas ocupadas a menos no setor.

Considerando-se as variações desde 2008, a Indústria brasileira manteve suas participações no pessoal ocupado praticamente inalteradas no período. As Indústrias de Transformação continuam liderando, com 97,5% do pessoal ocupado em 2017. O segmento de maior representatividade no emprego foi Fabricação de produtos alimentícios (23,3%).

As oito indústrias com os maiores valores de transformação industrial (VTI) concentravam 21,1% deste valor em 2017. Nas Indústrias Extrativas, as oito líderes concentravam 71,4% do VTI, enquanto nas Indústrias de Transformação, a participação conjunta das oito maiores empresas era de 19,2%. O material de apoio da PIA Empresa 2017 são esses três links:

Brasil tinha cerca de 318,3 mil empresas industriais ativas em 2017

A Pesquisa Industrial Anual detectou 318,3 mil empresas industriais ativas com 1 ou mais trabalhadores em 2017, que ocuparam 7,7 milhões de pessoas e pagaram R$300,4 bilhões em salários. Sua receita líquida de vendas (RLV) foi de R$ 3,0 trilhões.

A atividade industrial gerou R$1,2 trilhão de valor da transformação industrial (VTI), montante decorrente da diferença entre um valor bruto da produção industrial de R$2,7 trilhões e de custos de operações industriais (COI) de R$ 1,5 trilhão. As Indústrias de Transformação contribuíram com 91,3% desse VTI.

As grandes empresas industriais, empregando 500 ou mais pessoas, continuaram representando quase 70% da RLV da indústria total. Nas outras categorias de porte também não se observaram mudanças estruturais significativas.

Entre 2008 e 2017, alimentícios ampliam sua participação na indústria

A análise dos resultados da RLV, pela ótica setorial, mostra que a Fabricação de produtos alimentícios ampliou sua relevância nos últimos dez anos, passando de 16,1% para 22,9% de participação, mantendo-se como atividade mais importante em faturamento. O segundo lugar é ocupado pela Fabricação de produtos químicos, que mesmo tendo perdido 0,1 p.p. na participação do faturamento passou da quarta para a segunda posição no ranking do período.

A terceira e quarta atividades mais relevantes, ao contrário, tiveram redução de participação: Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis perdeu 1,8 p.p., abrangendo 9,4% do total da RLV em 2017, e Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 2,8 p.p., tendo sido responsável por 8,9% de participação no último ano. O setor de Metalurgia também perdeu participação (-2,0 p.p.) no período analisado.

Indústria perdeu 12,5% de seus postos de trabalho entre 2014 e 2017

Entre 2014 e 2017, a indústria teve queda de 12,5% no número de pessoas ocupadas, o que equivale a 1,104 milhão de postos de trabalho a menos, no setor. No mesmo período, nas indústrias Extrativas a queda foi de 15,6%, enquanto nas indústrias de Transformação, foram perdidos 12,5% dos postos de trabalho.

Os setores mais afetados nesse período foram: Atividades de apoio à extração de minerais (-35,4%), Fabricação de outros equipamentos de transporte exceto veículos automotores (-33,3%), Fabricação de máquinas e equipamentos (-24,8%). As altas em destaque foram: Fabricação de produtos alimentícios (1,5%), Fabricação de produtos do fumo (6,4%).

Em comparação com o ano de 2008, a Indústria brasileira perdeu 145,8 mil empregos em 2017, o que representa menos 1,9% do total de pessoas ocupadas no setor, em 2008. Isto se deu sobretudo nas Indústrias de Transformação, com queda de 2,4% no pessoal ocupado no período, enquanto as Indústrias Extrativas cresceram 22,1%.

Indústria de transformação concentra 97,5% dos empregos industriais

A Indústria brasileira manteve suas participações no pessoal ocupado praticamente inalteradas no período. A Indústria de Transformação continua líder, respondendo por 97,5% do pessoal ocupado em 2017. Seus segmentos com maior representatividade no emprego foram a Fabricação de produtos alimentícios (23,3%), seguida da Confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,2%). Na sequência, destacam-se: Fabricação de produtos de metal (6,0%), Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,7%) e Fabricação de produtos de minerais não-metálicos (5,6%). Essas cinco atividades mantiveram suas posições de ranking em relação a 2008.

Nas Indústrias Extrativas, as maiores participações continuam com a extração de minerais metálicos (41,4%) e a extração de minerais não-metálicos (41,1%), em 2017.

Em 2017, cada empresa industrial brasileira ocupava, em média, 24 pessoas, com salário médio mensal de 3,2 salários mínimos (s.m.). A atividade de Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi a que registrou maior porte médio nas indústrias de Transformação: 569 pessoas em cada empresa com média salarial de 8,8 s.m. Nas Indústrias Extrativas, a atividade de Extração de petróleo e gás natural pagou o maior salário médio mensal (21,3 s.m.). Destacam-se ainda a Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,1 s.m.) e a Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (5,4 s.m.).

Quanto à produtividade nas empresas industriais, calculada como a razão entre o VTI e o pessoal ocupado na empresa, constata-se que em 2017 cada trabalhador adicionou cerca de R$ 106,5 mil à produção. A produtividade do segmento extrativo (R$ 381,1 mil) foi cerca de quatro vezes maior que a das Indústrias de Transformação (R$ 99,5 mil).

As oito maiores indústrias geram 22,1% do valor de transformação industrial

O grau de concentração pode indicar a existência de barreiras à entrada de novas empresas. Houve ligeira diminuição do grau de concentração do total da indústria, segundo a “razão de concentração de ordem 8” (R8). As oito indústrias com os maiores valores de transformação industrial concentravam 22,8% deste valor em 2008, recuando para 21,1% em 2017.

Nas Indústrias Extrativas, este indicador foi de 71,4%, com destaque para a elevada concentração da produção na atividade de Extração de carvão mineral, que entre 2008 e 2017 passa da terceira para a primeira posição no ranking. Essa atividade reuniu 95,5% de toda a produção no conjunto de 8 empresas em 2017.

Nas Indústrias de Transformação, as oito maiores empresas foram responsáveis por 19,2% do VTI em 2017, e os maiores graus de concentração estavam na Fabricação de produtos do fumo (92,6%), Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (92,5%) e Fabricação de bebidas (66,8), com variações relativas que praticamente não se alteram entre 2008 e 2017. A principal mudança estrutural na concentração neste período foi na Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: o VTI das suas oito maiores empresas saiu de 33,9% para 49,1%.

Alimentícios e petróleo têm os maiores VTIs entre as unidades locais

Considerando-se o Valor de Transformação Industrial das empresas industriais ao nível das unidades locais com 5 ou mais pessoas ocupadas, é possível verificar quais atividades se destacam. Entre 2008 e 2017, as Indústrias Extrativas ampliaram sua importância, passando de 9,9% para 13,5% de participação no VTI. As Indústrias de Transformação mantiveram sua predominância, embora sua participação tenha caído de 90,1% para 86,5%.

Entre as Indústrias Extrativas, as atividades que lideraram o ranking ao longo dos últimos dez anos foram Extração de petróleo e gás natural (49,9%) e Extração de minerais metálicos (39,1%).

No âmbito das Indústrias de Transformação, a Fabricação de produtos alimentícios foi o setor mais importante, respondendo por 20,7% do VTI entre as unidades locais, e elevando a sua participação em 7,2 p.p. ao longo dos últimos dez anos. Na segunda posição segue a Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 11,4% de participação no VTI.

Alimentícios e biocombustíveis ampliam participação do Centro-Oeste

Embora tenha perdido representatividade ao longo dos últimos dez anos, a região Sudeste foi responsável por 58,0% do VTI em 2017, mantendo-se na liderança, seguida pelas regiões Sul (19,6%), Nordeste (9,9%), Norte (6,9%) e Centro-Oeste (5,6%). O recuo de 4.2 p.p no Sudeste ocorreu em favor do Centro-Oeste, que registrou o maior avanço (1,9 p.p), seguida pelo Sul, que aumentou a sua participação em 1,3 p.p.

Esse deslocamento produtivo em direção ao Centro-Oeste se deu principalmente em razão da migração de plantas agroindustriais que eram dedicadas à Fabricação de produtos alimentícios e passaram a participar da produção de biocombustíveis, fazendo com que esta atividade passasse a figurar entre as três mais relevantes da região.

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14 comentários

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Marcio

06 de junho de 2019 às 18h30

Não é a corrupção que causa desastres…o problema é quem pune a corrupção ?!?!

Sò no Brasil mesmo para ouvir uma merda dessa.

Sabemos muito bem quem não gosta da Lava Jato e porque…lixo

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Paulo

06 de junho de 2019 às 18h15

Acho que a premissa contida no texto, de que a Lava-Jato provocou essa queda, não é sustentável. Basicamente, foram afetadas as grandes empreiteiras, todas conluiadas com os políticos para saquear a Nação e se perpetuarem no Poder e nos “esquemas”. Seria preferível, então, que tivessem continuado com seus negócios escusos com o Estado brasileiro, o que, possivelmente, provocava uma supressão ainda maior de postos de trabalho, por via da queda do poder de investimento do próprio Estado?

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    Zé Maconha

    06 de junho de 2019 às 18h25

    O gráfico não mente , o desemprego começou a aumentar quando a lava-jato começou.
    Deviam ter investigado mas não punido as empresas , algo que não se faz em lugar nenhum do mundo.
    De 2003 até 2013 devia haver corrupção , como sempre houve , mas a geração de empregos ia muito bem.
    Muitos corruptos fizeram delação e sairam livres e com grana no bolso , quem foi punido foram os trabalhadores e suas famílias.

    Responder

      Paulo

      06 de junho de 2019 às 18h52

      Mas inexiste correlação comprovada entre alhos e bugalhos, inclusive nem li algo sobre a indústria da construção, nos gráficos (pode ter me fugido, fiz uma leitura dinâmica). E, mesmo que um gráfico indique queda e correspondência perfeita, no tempo, isso, por si só, não é uma comprovação de causa e efeito, mas uma hipótese…

      Responder

Ivan

06 de junho de 2019 às 17h35

O que impressiona é que não há precedente no mundo para essas e outras situações. Em quem os lavajateiros e golpistas se espelharam??? Fica a pergunta.

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Alan C

06 de junho de 2019 às 17h27

“A Lava Jato vai acabar com os corruptos!”, a corrupção só aumentou…

“É a Dilma cair e o PIB vai a 5%”, PIB despenca e vai pra negativo ainda esse ano…

“A Reforma Trabalhista vai criar empregos”, desemprego recorde, informalidade crescendo, subempregos…

“O mito vai acabar com a mamata”, negociatas, velha política, tudo como sempre esteve…

Tudo com o aval dos pobres de direita….

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Paolo

06 de junho de 2019 às 16h49

Daqui a pouco vão aparecer os bolsonazis dizendo que o golpe que eles apoiam não tem nada com o desastre da indústria e que é tudo culpa do pt. Que gente escrota esta direita vende pátria.
Outros estão ocupados rodando robos precionando o stf para vender tudo.

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    Helio

    06 de junho de 2019 às 16h51

    Dizem os rumores que estes vagabundos golpistas estão ganhando em dolar.

    Responder

      Brasileiro da Silva

      06 de junho de 2019 às 17h14

      Dizem os rumeros que os robôs esquerdistas recebem em R$ do dinheiro de propina do PT.

      Responder

        Brasileiro da Silva

        06 de junho de 2019 às 17h14

        *Rumores.

        Responder

Jeferson

06 de junho de 2019 às 15h08

Daqui a pouco vão aparecer uns militontos pelegos e viúvas do condenado, dizendo que com certeza a culpa é do Bolsonaro… kkkk

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Geraldo

06 de junho de 2019 às 15h06

A dupla dinâmica Putê e PMDB cometeram o maior roubo da história do nosso País, saquearam as estatais, colocaram as empreiteiras nos maiores casos de desvios da verba pública, deram bilhões de reais para países corruptos e ditadores e principalmente aparelharam todos os ministérios com políticos bandidos nos últimos 16 anos, e agora vcs querem culpar a Lavajato? Haja óleo de peroba na cara de pau destes pelegos safados…

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    Gilmar Tranquilão

    06 de junho de 2019 às 17h33

    geraldo, jeferson, roke, renato…. com quantos nomes vc comenta só pra fazer número?? kkkkkk

    escreve diferente pelo menos, disfarça, senão fica muito na cara kkkkkkkkkkkkkk

    Responder

FELICIDADE

06 de junho de 2019 às 13h55

https://www.youtube.com/watch?v=e9dZQelULDk

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