Manuel Castells na FGV

“Trancaço” de estrada com queima pneus, contra a Reforma da Previdência, na altura de Eldorado do Sul. 14 de junho de 2019. (Foto: MST)

Comentários sobre a greve do dia 14 e uma explicação político-editorial

Por Miguel do Rosário

17 de junho de 2019 : 22h36

Eu prometi fazer algumas observações sobre a chamada “greve geral” ocorrida na última sexta-feira 14 de junho. A promessa veio depois de ser quase linchado, em várias redes sociais, por causa de opinião expressa no seguinte tweet:

Um amigo, indignado, me mandou, via whatsapp, um print do meu tweet, intimando-me a apagá-lo.

O ator José de Abreu, um dos principais “influencers” da esquerda, autoproclamado presidente do Brasil, publicou esse mesmo print, numa postagem no twitter que me comparava à família Bolsonaro e sugeria que eu “tinha bebido água do mesmo copo de Ciro”.

A menção a Ciro, naturalmente, era a senha para o início de uma operação de “bullying” contra esse escriba, já que boa parte do público de Zé de Abreu é profundamente hostil ao líder trabalhista.

Para conter a onda de ataques, gastei várias horas respondendo e explicando que não era propriamente contra a greve, mas contra um ponto dela, e prometi fazer uma cobertura intensa do evento, o que realmente fiz. Deixei estampado, na capa do blog, um chamado às ruas e à greve geral. Cheguei à manifestação no Rio em seu início e fiquei até o final. Fiz vídeos para as minhas redes sociais. Vários colunistas e voluntários do Cafezinho cobriram manifestações de todo país. Mobilizei todas as minhas forças para ajudar a greve e bombar as manifestações.

Agora me permitam algumas ponderações, o que também prometi fazer.

Sempre me repugnou essa tendência linchatória da internet brasileira. Em geral, as pessoas nem se dão ao trabalho de ler com atenção, de fazer uma interpretação mais aberta. Se há cheiro de sangue no ar, se percebem que a intenção é linchar, então todos partem voluptuosamente para cima.

Essa é uma característica que, infelizmente, reúne sectários de esquerda e direita. Não se busca o debate de ideias, que via de regra só pode acontecer se há as pessoas que pensam diferente. Não. O que se busca é a destruição e desmoralização do autor da ideia com a qual não se concorda.

No caso, havia intenções ocultas na tentativa de linchamento – por razões políticas um tanto infelizes, e que eu explicarei adiante.

O Cafezinho dá espaço equilibrado a todos os setores progressistas e não comete nenhum tipo de baixaria contra nenhuma força política. Não uso manchetes sensacionalistas contra ninguém. Trato com respeito a Boulos, Haddad, Lula e Ciro.

Tenho consciência de que esse movimento de ataque ao Cafezinho se dá porque tenho manifestado, de uns tempos para cá, uma opinião muito crítica ao PT. Para alguns, isso é intolerável.

Isso não me torna, ou pelo menos eu não gostaria ser visto assim, um “antipetista”.

Tenho amigos e colunistas petistas. Tenho assinantes e leitores petistas.

Votei a vida inteira no PT. Na década de 90, ainda adolescente, tinha ardentes discussões com meu pai, que tinha se tornado eleitor do PSDB, enquanto eu defendia o voto em Lula. Meu pai faleceu em fevereiro de 1999, e não pode testemunhar a debacle melancólica dos tucanos.

Defendi os governos petistas desde o primeiro dia do governo Lula até o último dia do governo Dilma, o que me custou a pecha de “blogueiro petista”, que sempre me irritou, mas com a qual me resignei. Um blogueiro que se mete tão fundo nos debates políticos, partidários e ideológicos terá, necessariamente, de ser classificado, justa ou injustamente, de alguma maneira. Hoje alguns me chamam de outra coisa. C’est la vie. Eu tento apenas seguir minhas ideias e minha coerência.

Jamais seria capaz – não intencionalmente, ao menos – de escrever qualquer tipo de coisa que soasse violenta ou preconceituosa em relação a nenhum filiado ou simpatizante de partido político, seja petista, tucano, trabalhista ou mesmo bolsonarista. Não é meu estilo. Se alguém se sentiu ou se sentir ofendido com algum texto meu, peço desculpas.

Minhas críticas ao PT são transparentes, públicas e respeitosas, e muitas eu as faço há muito tempo: uma delas, por exemplo é que o avanço do estado policial se deu por conta da imperdoável covardia do partido, que fez nomeações pouco refletidas para o STF, aceitou o corporativismo do Ministério Público, cedeu poder às alas mais reacionárias da Polícia Federal, e defendeu e sancionou uma série de leis que, além de quadruplicar a nossa população carcerária, deu aos justiceiros do Estado um poder descomunal, como as leis da delação premiada, de organização criminosa, da ficha limpa, etc, poder este que desequilibrou o regime e produziu o golpe. E, por fim, o PT não promoveu, através de políticas públicas de comunicação que assegurassem um mínimo de pluralidade, o debate político-ideológico que era desesperadamente necessário e urgente para impedir o avanço de ideias autoritárias, antidemocráticas e até mesmo fascistas, incluindo aí o debate dentro do Estado jurídico-policial. Se o PT houvesse tentado e falhado, vá lá. Mas sequer se tentou alguma coisa!

Não falo que minha crítica é “à esquerda”, porque esse binarismo me soa enjoativo, pobre e maniqueísta. Defender um sistema de justiça equilibrado, que não promova a perseguição penal a ninguém, não me parece uma postura nem de esquerda ou direita, e sim de bom senso; ou democrática, se preferirem.

Algumas críticas que faço ao PT, todavia, são realmente novas, porque hoje temos mais distanciamento histórico e psicológico para avaliar tudo que aconteceu.

Foi um período conturbado, tormentoso, desde o início, em especial para quem, como eu, vivia nas trincheiras, apanhando e batendo. Era difícil desenvolver um posicionamento realmente crítico, por duas razões: havia o risco sempre iminente de um golpe ou vitória da direita, e não havia nenhuma alternativa a vista. Com as lutas pelo impeachment, todo o mundo progressista virou mais ou menos petista e com o sistema cercando Lula, em seguida, viramos todos lulistas.

Hoje o golpe já está dado, houve uma vitória da direita, que foi esmagadora em alguns estados, como o meu, o Rio de Janeiro, onde Bolsonaro venceu com 70% dos votos; Lula já está preso, condenado duas vezes, e com sete ou oito processos engatilhados contra ele; e há alternativas.

Vivemos um momento ideal para lavarmos em público, com toda a liberdade possível, toda a roupa suja acumulada ao longo dos últimos 17 anos.

O PSOL poderia liderar esse processo de revisão crítica dos erros da esquerda, mas o partido preferiu tomar outro caminho, fugindo aos riscos, mais uma vez, de uma postura realista, dura, adulta.

Por isso o PSOL nunca foi uma alternativa concreta ao PT. O seu radicalismo exagerado, quase teatral, era uma maneira disfarçada de fugir ao confronto doloroso e arriscado com o poder. Ao adotar um radicalismo principista, que o inviabilizava para todo cargo executivo, e ao mesmo tempo se recusar a qualquer aproximação, mesmo que crítica, com o PT, o PSOL mantinha-se em posição protegida, confortável, blindada de qualquer ataque midiático, e sobretudo infenso ao antipetismo preconceituoso, classista, virulento, que começou a crescer, de maneira avassaladora, já desde os primeiros anos do governo Lula.

O PSOL fez outras escolhas equivocadas – por ingenuidade, de um lado, e oportunismo, de outro: a principal foi abraçar, acriticamente, as conspirações midiatico-judiciais que avançavam sobre o governo, o partido dos trabalhadores e seus aliados; outra, talvez ainda mais grave, foi não oferecer um projeto nacional, que pudéssemos comparar ao que vinha sendo implementado pelo PT.

Hoje o PSOL comete mais um erro estratégico, que não é propriamente o de se aproximar do PT, mas de não aproveitar o momento para liderar um debate sobre os erros políticos, econômicos e culturais cometidos na era petista. Como foi oposição ao PT durante todo esse período, o PSOL teria a melhor posição para mediar esse debate. Para tal, obviamente, teria de adotar uma postura independente, distante, crítica, em relação aos governos petistas, e, em especial, ao lulismo.

Esse erro do PSOL decorre, novamente, de uma insegurança muito grande. Se antes havia o receio de chamar para si o antagonismo da mídia e do eleitor moralista de classe média, que deu nascimento ao eleitorado do partido, hoje o medo de irritar o eleitor lulista, empoderado pelas injustiças cometidas contra o ex-presidente, fala mais alto.

Por isso é tão importante a existência do PDT e de Ciro Gomes, o que é exatamente a razão pela qual o PT e os petistas alimentam uma animosidade tão feroz contra eles e contra qualquer um que lhes dê voz (como eu): eles formam a base sobre a qual podemos exercer uma crítica fundamentada, racional, histórica, a todos os erros cometidos pelo PT e pela esquerda desde sua ascensão ao poder, em 2002, até hoje.

Essa crítica não pode ser “esquerdista”, na acepção de uma crítica juvenil, pequeno-burguesa, radicalizada e ingênua, que ignore a correlação de forças, a realpolitik, a necessidade de alianças, e de manter uma relação de diálogo e respeito com as forças econômicas do país. Tampouco pode ser moralista, que exigisse do PT, da esquerda em geral, e das forças aliadas, um rigor ético sobrehumano, virtualmente impossível no mundo real.

No entanto, é necessário fazer uma crítica, a mais dura possível, às infinitas concessões neoliberais da era petista, e uma crítica, ainda mais severa, ao relaxamento ético que observamos no período.

A constatação de que houve excessos e erros por parte da justiça e da mídia, jamais poderia se tornar desculpa para não se fazer uma crítica responsável, adulta, à questão ética e moral, que levasse em conta a necessidade de se solidificar a relação de confiança entre os partidos progressistas e as classes instruídas.

Antes, havia imensa dificuldade para fazer essa crítica, porque não havia alternativa. Estávamos presos entre dois discursos “únicos”: de um lado, a direita tucana, e sua triste memória de fracassos sócio-econômicos, suas privatizações corruptas e irresponsáveis; de outro, o petismo e o seu social-liberalismo carregado de fisiologismo, cheio de silêncios atormentados e constrangidos, e uma postura despolitizante, sempre disposta a cooptar ou corromper qualquer força crítica.

Hoje há uma alternativa, que é a implementação de um projeto nacional de desenvolvimento, voltado ao estabelecimento de complexos industriais competitivos, à emancipação libertária dos movimentos sociais, à politização do povo, com foco numa revolução real (e não meramente estatística) no ensino básico e médio, acompanhada de grandes investimentos em ciência e tecnologia.

Ancorados nessas ideias, por mais que elas ainda sejam apenas ideias, ou justamente por serem apenas ideias, ganhamos confiança para fazer uma avaliação crítica não apenas dos erros políticos e econômicos dos governos petistas, como também dos erros que vem sendo cometidos hoje, pelo mesmo petismo e pela mesma esquerda (incluindo o PDT) que governou o país e ainda hoje comanda boa parte da oposição.

E aí voltamos a meu tweet sobre a greve geral.

Talvez eu tenha sido um pouco desajeitado, porque as pessoas tem a mania de ler apenas a primeira frase, e o principal dele vinha no final. Vamos repeti-lo.

A esquerda organiza greve nos serviços públicos de transporte, ferra a vida do cidadão da periferia, que precisa levar o filho no hospital, e depois vai escrever intermináveis ensaios para explicar porque o povão adere à direita populista.

O final do tweet trata do avanço da direita populista, em cima dos erros políticos cometidos pela esquerda, tais como o que o início dramático (um pouco dramático demais, admito) do texto denuncia.

Ter medo de criticar uma greve é um tabu idiota da esquerda, a meu ver.
Me parece óbvio que o planejamento de uma greve eminentemente política (sei que todas as greves são políticas, mas umas são mais que outras; e uso o termo numa acepção nobre, positiva) tem de levar em conta, como prioridade, conquistar o apoio da opinião pública, em especial dos setores da classe trabalhadora que estão sendo mais prejudicados pelo atual governo.

Se você planeja uma greve geral (que concretamente não tem nada nem de greve, nem de geral) cujo principal resultado é atormentar a população da periferia das grandes cidades brasileiras, que não deixarão de faltar ao trabalho, mas que, ao invés das duas ou três horas habituais num transporte coletivo já precário, terão de gastar o dobro do tempo, em condições ainda mais horríveis, então não se espante que a direita populista cresça ainda mais nas próximas eleições!

O conceito de uma greve geral é pressionar os grandes capitalistas de um país, e o governo, mas o que dizer de uma greve que não incomoda em quase nada o grande capital, que cria situações dramáticas para regiões urbanas que já vivem, hoje, uma rotina trágica, e, beneficia, portanto, o governo?

Se fazer greve geral com um desemprego de 14% não me parece muito inteligente, organizar manifestações no centro das cidades no meio tarde, em dia de semana, ao mesmo tempo em que se mobiliza sindicatos ligados ao setor de mobilidade urbana para que não trabalhem, me parece estupidez.

Como as pessoas irão participar das manifestações se não há transporte coletivo e se as vias de acesso são bloqueadas?

O planejamento de uma greve precisa levar em conta, como diria Lenin, a realidade concreta!

Além disso, com desemprego e subemprego tão elevados, é irresponsabilidade pressionar o trabalhador a fazer greve. Questionar isso não é tarefa da direita, e sim da esquerda!

O que acontece, na minha opinião, e é duro dizê-lo, é que parte do sindicalismo nacional perdeu inteiramente a capacidade de se identificar com os precários e informais, que formam a grande maioria, hoje, da classe trabalhadora.

O próprio Lula, em entrevista a Kennedy Alencar, alertou para a necessidade do sindicalismo de se renovar, de ouvir esses trabalhadores que não tem qualquer estabilidade no emprego, e que, por isso mesmo, vivem em eterna situação de risco e precisam seguir estratégias de luta muito mais prudentes.

Isso não quer dizer que não possamos organizar greves, manifestações e as mais diversas formas de luta, mas simplesmente que devemos sempre considerar, repito, a realidade concreta, e jamais adotarmos ações que produzam ainda mais tormentos para a classe trabalhadora, porque isso as empurrará para o colo de políticos da direita populista.

A manifestação aqui no Rio de Janeiro não foi boa. Não deu muita gente, apenas algumas dezenas de milhares (apesar dos exageros de sempre da imprensa esquerdista), e mesmo assim, como foi realizada na Avenida Presidente Vargas, fechou todo o centro da cidade. Não há indústrias no centro, e o trabalhador classe média da zona sul sempre pode andar de Uber, porque suas distâncias até o centro são pequenas. O centro do Rio, assim como de quase todas as grandes cidades brasileiras, reúne centenas, milhares, de pequenas clínicas médicas e escritórios de direito. Todos trabalharam normalmente. Os únicos prejudicados foram os funcionários que moram longe, que tiveram que gastar mais tempo e recursos para chegar ao trabalho. A propósito, todos os bancos funcionaram. Aliás, o sistema financeiro, hoje, não se deixa afetar por greve de 1 dia, porque está inteiramente informatizado, quanto mais uma “greve” de três ou quatro horas.

Eu acompanhei e divulguei a cobertura da imprensa de esquerda, em especial o Brasil de Fato, onde vídeos de manifestações muito bonitas, em diversas cidades, eram intercalados com fotos de lockouts, ou seja, de grupos relativamente pequenos de manifestantes fechando estradas e vias importantes de acesso, em diversas partes do país. As imagens de fileiras de pneus queimando, para mim, não tem nada de “revolucionário”.

Nem vou comentar o perigo de se queimar pneus na frente de jovens, mulheres grávidas, crianças, ou qualquer ser humano que se aproximar, como policiais e bombeiros encarregados de limpar a estrada, e motoristas e passageiros presos em seus veículos a poucos metros de distância, causando sérios riscos à saúde de todo mundo, além da poluição jogada na atmosfera já ultrapoluída de nossas cidades, porque boa parte da esquerda diria que isso é uma preocupação “cirandeira”. Não há nada mais tóxico do que fumaça de pneu em chamas, mas deixa para lá.

Estive na Venezuela, a convite do presidente Maduro, para conhecer a situação política de perto, e a principal denúncia que eu ouvia de membros do governo bolivariano, contra as manifestações da oposição, era justamente contra o fechamento arbitrário de estradas e vias de acesso por parte de grupelhos políticos. As “jornadas de junho” de 2013, igualmente, começaram a se tornar estranhas, antidemocráticas e perderam popularidade, quando pequenos grupos de manifestantes começaram a interromper estradas, ruas e vias de acesso. Esse não foi um dos pontos fracos que muitos de nós, da esquerda, usamos para desmoralizar um movimento que já estava sendo usado para desestabilizar o governo?

A esquerda não vê que a direita está usando a mesma argumentação, com sucesso (eu diria até… com razão), para desmoralizar a greve geral?

Se a esquerda um dia voltar ao poder, como fará para lidar com lockout de estradas?

Em suma, a “greve geral” serviu apenas para empurrar as periferias urbanas contra a esquerda e na direção de Bolsonaro, e justamente numa semana em que o governo vive a sua pior crise política, provocada pelas revelações do Intercept.

No Rio, além de ser uma manifestação muito menor do que se esperava, algum organizador teve a ideia genial de presentear o PCO com um carro de som, que vinha fechando a passeata. Os locutores do PCO, naturalmente, gritavam Lula Livre o tempo inteiro e, em seus discursos, diziam que a única alternativa era derrubar Bolsonaro e eleger Lula, porque aí não haveria nenhuma “reforma da previdência”…

Aos poucos foi se criando um vazio ao redor do carro do PCO, e logo depois, a manifestação inteira se esvaziou. A polícia ainda fez o favor de montar o seu teatro macabro, tão comum no Rio, que consiste em infiltrar alguns manifestantes, que estouraram bombas, dando oportunidade para a polícia estourar também meia dúzia de bombas de gás lacrimogênio e de efeito, dispersando imediatamente a multidão e possibilitando à grande imprensa estampar suas manchetes de sempre, de que as manifestações terminaram em confusão.

Ao cabo, me parece agora inevitável concluir que a oposição acertou em cheio na primeira manifestação em favor da educação e contra os cortes. Foi grande, propositivo e objetivo. O governo ficou acuado e montou às pressas a sua própria manifestação, que foi também grande, porém menor que a nossa, e muito, muito, muito mais feia. Aí a esquerda se empolgou e decidiu organizar logo em seguida duas manifestações gradualmente fracas, em especial essa última, chamada um tanto ridiculamente de “greve geral”.

A grande sorte da esquerda brasileira é que suas trapalhadas não parecem ser superadas pelas do governo Bolsonaro.

Mas o governo tem uma grande vantagem: é governo. Como a própria Dilma demonstrou, é possível fazer trapalhadas e ainda sim se reeleger e ir longe.

Não me arrogo dono da razão e minha máxima preferida é uma deliciosa ironia de Veríssimo, de que ele é o cara mais humilde do mundo, mas gostaria muito que a esquerda acreditasse mais na inteligência do povo brasileiro. Nesse dia, tenho certeza, iremos conquistar grandes vitórias!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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clemente

01 de julho de 2019 às 02h24

Cade os comentários Miguel?

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