Economistas discutem a desindustrialização no Brasil

Inflação recua em junho

Por Redação

10 de julho de 2019 : 11h59

Na Agência IBGE Notícias

Inflação de junho fica em 0,01%, a menor taxa do ano

10/07/2019 09h00 | Atualizado em 10/07/2019 09h00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,01% em junho, a menor taxa para 2019. O índice acumula alta de 2,23% no ano e de 3,37% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para 2019.

A inflação menor foi puxada pelos preços dos transportes e dos alimentos, que caíram 0,31% e 0,25%, respectivamente, na comparação com maio. “Os dois grupos ajudaram a conter os preços em junho. Eles pesam 43%, quase a metade do IPCA”, explica o gerente de Índice de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves.

A deflação nos transportes veio da queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina, que recuou 2,04%. Tanto o óleo diesel quanto o etanol ficaram mais baratos, -0,83% e -5,08%, respectivamente. O etanol recuou em todas as áreas pesquisadas.

No lado positivo, os impactos mais intensos no grupo transportes foram das passagens aéreas, que subiram 18,90%, e dos ônibus urbanos, com alta de 0,39%.

“Essa alta nas passagens aéreas foi por conta dos feriados de junho e da Copa América. Havia também uma base mais baixa em maio, com redução de aproximadamente 20% no preço”, avalia Gonçalves.

Nos alimentos, esse é o segundo resultado negativo seguido, pressionado pela redução nos preços das frutas e do feijão carioca, que somam três quedas consecutivas. O grupo também teve altas de 5,25% no tomate e de 0,47% nas carnes. No primeiro semestre do ano, os preços dos alimentos acumulam crescimento de 2,89%.

De acordo com Gonçalves, a maior oferta e a redução no consumo de frutas e hortaliças no inverno ajudam a explicar a deflação dos alimentos no mês. “Dependendo do tipo de fruta, as pessoas acabam consumindo menos nesta época do ano. A laranja também está com uma safra boa, por exemplo, então leva a uma baixa nos preços”.

Já o grupo de saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,64%, teve a maior variação e o maior impacto individual na inflação de junho. “Essa variação foi por conta dos produtos de higiene pessoal, como perfumes e artigos de maquiagem”, explica o gerente do IPCA.

O grupo habitação desacelerou 0,07% em junho, especialmente por conta da energia elétrica, que recuou 1,11%. Isto se deve à vigência, em junho, da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional para o consumidor.

“A energia elétrica ajudou a conter o grupo habitação”, diz Gonçalves, lembrando que o gás encanado subiu 7,33%, pressionado por reajustes nas tarifas em São Paulo.

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No IBGE

IPCA de junho fica em 0,01%

10/07/2019 09h00 | Atualizado em 10/07/2019 09h00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho teve variação de 0,01% e ficou 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,13%). A variação acumulada no ano foi de 2,23% e a dos últimos doze meses recuou para 3,37%, abaixo dos 4,66% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2018, a taxa fora de 1,26%.

Os grupos Alimentação e bebidas e Transportes respondem, juntos, por cerca de 43% das despesas das famílias e apresentaram deflação em junho, respectivamente, -0,25% e -0,31%, ambos com -0,06 p.p. de impacto. Comunicação (-0,02%) também teve variação negativa de preços. Já Saúde e cuidados pessoais (0,64%) foi o grupo com a maior variação e o maior impacto (0,08 p.p.), conforme mostra a tabela a seguir.

Apesar das altas do tomate (de -15,08% em maio para 5,25% em junho) e das carnes (de 0,25% em maio para 0,47% em junho) o grupo Alimentação e bebidas teve queda (-0,25%) em junho, acumulando variação de 2,89% em 2019. Essa deflação deveu-se à intensificação na queda dos preços de frutas (-6,14%) e feijão-carioca (-14,80%). Os dois itens já haviam recuado em abril e maio: respectivamente, -0,71% e -2,87% para as frutas e de -9,09% e -13,04% para o feijão-carioca.

O grupo Transportes (-0,31%) concentrou os impactos mais intensos sobre o IPCA de junho, em ambos os sentidos. No lado positivo está o item passagem aérea com 18,90% de variação e 0,07 p.p. de impacto. Influenciando negativamente estão os combustíveis (-2,41%) com destaque para a gasolina (-2,04% e -0,09 p.p.).

Regionalmente, a gasolina variou entre os -4,66% da região metropolitana de Porto Alegre e o 0,57% de São Luís. Tanto o óleo diesel (-0,83%) quanto o etanol (-5,08%) ficaram mais baratos, sendo que o etanol recuou em todas as áreas pesquisadas: de -8,51% na região metropolitana de Belo Horizonte até -0,35% na de Salvador. Já o gás veicular (2,38%) subiu, principalmente pelo aumento de 8,38% em São Paulo, por conta de reajuste em vigor desde 31 de maio.

Outro destaque nos Transportes foi o item ônibus urbano, cuja variação de 0,39% deveu-se ao reajuste 9,09% nas tarifas em Belém (7,27%) em vigor desde 5 de junho. A alta dos ônibus intermunicipais (0,43%) considera o reajuste de 6,66% nas passagens na região metropolitana de Porto Alegre (0,28%), em vigor desde 1º de junho; o reajuste de 10,00% na região metropolitana de Fortaleza (7,91%), a partir de 25 de maio, e os reajustes entre 3,30% e 7,50% na região metropolitana de Salvador (0,97%), desde 6 de maio.

O grupo Habitação desacelerou de maio (0,98%) para junho (0,07%), especialmente por conta do item energia elétrica (-1,11%) que exerceu pressão de -0,04 p.p. no IPCA. Isto se deve à vigência, em junho, da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional para o consumidor. Em maio vigorava a bandeira tarifária amarela, com custo adicional de R$ 0,01 por quilowatt-hora consumido.

Os preços da energia elétrica recuaram em quase todas as áreas pesquisadas, exceto nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (4,42%) e de Vitória (4,81%). A primeira reflete o reajuste de 7,89% em vigor desde 28 de maio e a segunda, a alta da alíquota de PIS/COFINS. Adicionalmente, na região metropolitana de Porto Alegre (-2,82%), duas das suas três concessionárias se fundiram e, para unificar as tarifas, houve reajustes de 3,61% e 6,19% a partir de 19 de junho. Em Curitiba (-1,67%) o reajuste foi de 1,99%, com vigência desde 24 de junho.

Ainda no grupo Habitação, o gás encanado subiu (7,33%), devido ao reajuste de até 27% nas tarifas em São Paulo (19,93%), desde 31 de maio. Já o item taxa de água e esgoto (1,56%) reflete os seguintes reajustes: 4,72% em São Paulo (1,60%), desde 11 de maio; de 3,45% em Brasília (3,23%), desde 1º de junho (em complemento ao de 2,99% em 1º de abril) e de 4,70% em Salvador (2,62%), desde 12 de junho. Na região metropolitana de Curitiba (8,38%) houve a apropriação integral do reajuste de 8,38% com vigência desde 24 de maio e não incorporado anteriormente.

O grupo Saúde e cuidados pessoais foi o responsável pela maior variação e o maior impacto (0,64% e 0,08 p.p.) sobre o IPCA, entre os grupos pesquisados, devido à alta de 1,50% do item higiene pessoal, cujo impacto no IPCA foi de 0,04 p.p.

Quanto aos índices regionais, a região metropolitana de Vitória (0,54%) apresentou a maior variação, em função das altas observadas nas passagens aéreas (20,21%) e na energia elétrica (4,81%) devido ao reajuste na alíquota do PIS/COFINS. O menor índice ficou com a região metropolitana de Porto Alegre (-0,41%), influenciado pela queda nos preços das frutas (-14,37%) e da gasolina (-4,66%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 30 de maio e 28 de junho de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 1º e 29 de maio de 2019 (base).

INPC de junho fica em 0,01%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de junho teve variação de 0,01%, 0,14 p.p. abaixo da taxa de maio (0,15%). A variação acumulada no ano ficou em 2,45% e o acumulado dos últimos doze meses recuou para 3,31%, abaixo dos 4,78% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2018, a taxa fora de 1,43%.

Os produtos alimentícios (-0,18%) recuaram em junho, embora menos intensamente que no mês anterior (-0,59%). O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,09%, enquanto em maio havia registrado 0,48%.

A região metropolitana de Vitória (0,56%) teve a maior variação entre as localidades pesquisadas, por conta do item energia elétrica (4,80%). O menor índice foi de São Luís (-0,42%), influenciado pela queda nos preços do tomate (-6,91%) e das carnes (-2,21%).

Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 30 de maio e 28 de junho de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 1º e 29 de maio de 2019 (base).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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4 comentários

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Luiz Schmitz

10 de julho de 2019 às 13h37

Sem consumo vai chegar à deflação logo, logo.

Responder

    Gilmar Tranquilão

    10 de julho de 2019 às 16h16

    Para melhorar o consumo das famílias o super bozo já disse que o estado é laico mas o povo é cristão kkkkkk

    Responder

    Onofre junqueira

    10 de julho de 2019 às 16h39

    Chamem Dilma e Mantega de volta que a inflação sobe rapidinho. E sem consumo, hein militonto ! kkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Justus

      11 de julho de 2019 às 08h38

      kkkkkkkkkkkkkk

      Boa!!

      Responder

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