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IBGE: trabalho informal explode no país

Por Redação

30 de agosto de 2019 : 12h17

Os números do mercado de trabalho divulgados hoje pelo IBGE, referente ao trimestre terminado em julho, mostram que os brasileiros estão se virando.

O desemprego caiu quase 5% em relação ao trimestre anterior, mas se manteve estável em relação ao mesmo período de 2018.

Hoje temos 11,8% da população na força de trabalho (14 anos ou mais de idade) em situação de desemprego, o que corresponde a 12,56 milhões de pessoas.

Entretanto, os empregos novos gerados, segundo o IBGE, estão extremamente concentrados no setor informal da economia: são empregos informais no setor privado, informais no setor público (!) e trabalhos “por conta própria” sem CNPJ.

A quantidade de brasileiros trabalhando no setor privado sem carteira assinada cresceu 441 mil na comparação com o trimestre anterior; hoje já são 11,6 milhões de brasileiros trabalhando no setor privado sem carteira.

Entre os trabalhadores domésticos, também houve um brutal processo de informalização; a geração de empregos neste segmento foi puxada exclusivamente por trabalhos sem carteira, que cresceram 149 mil; hoje são 4,5 milhões de trabalhadores domésticos sem carteira, contra 1,75 milhão com carteira.

No setor público, surpreendentemente, ocorre também o fenômeno do trabalho sem carteira assinada: no trimestre encerrado em julho, o número de trabalhadores no setor público sem carteira cresceu 235 mil sobre o trimestre anterior; hoje há 2,5 milhões de brasileiros trabalhando no setor público sem carteira.

Por fim, no segmento de trabalho por conta própria, o número de brasileiros cresceu expressivamente, e hoje são 24,22 milhões trabalhando por conta  própria; a maioria, porém, ou 19,4 milhões, ou 80% do total, não tem CNPJ.

 

Outros gráficos bastante ilustrativos da realidade sofrida dos brasileiros mostram a taxa de subtilização, que soma brasileiros que não trabalham número suficiente de horas, desocupados e desalentados (que desistiram de procurar emprego). Essa taxa bateu recorde de 28,1 milhões de brasileiros.

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8 comentários

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Renato

30 de agosto de 2019 às 18h49

Melhor trabalho informal do que trabalho nenhum; como na época de Dilma; a estúpida !

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Paulo

30 de agosto de 2019 às 15h34

Estamos caminhando para virar uma Índia – se bem que a Índia tem melhorado alguns indicadores sociais e econômicos. Bélgica é que não seremos…

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    Renato

    30 de agosto de 2019 às 18h51

    Estávamos pior; meu caro. Com Lula e Dilma ; caminhávamos para ser uma Venezuela !

    Responder

Zé Trindade

30 de agosto de 2019 às 13h51

Como é esse negocio de trabalhadores do setor público sem carteira?? Quem são esses?? Estatutários conta??

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Alan C

30 de agosto de 2019 às 13h32

Trabalho informal, redução de salários, precarização das relações de trabalho, trabalho intermitente… O paraíso dos mega empresários, o inferno para o trabalhador.

Vai bozolândia!!!

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    Adevir

    30 de agosto de 2019 às 13h52

    Oferta e demanda, companheiro. Nem VC contrataria alguém só pra estar bem na foto.

    Responder

      Alan C

      30 de agosto de 2019 às 14h41

      sei

      Responder

Marcio

30 de agosto de 2019 às 12h48

Estào se virando como todo mundo fàz desde sempre, quem nào nasce no berço de ouro se vira.

Abrir um cnpj para MEI nào custa nada mais que 5 minutos de internet e 50 R$ ao mès de INSS e quem è esperto e sabe trabalhar nào fica parado nèm um dia e ganha mais que com carteira assinada, quem dorme em pè feito um cavalo nào vai para lugar nenhum.

A taxa de desemprego do Brasil è similar a de alguns paises europeos desenvolvidos, onde entre os jovens pode chegar e passar 30%.

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