Ato público pela valorização do serviço público

Cade aprova compra da Embraer pela Boeing

Por Redação

27 de janeiro de 2020 : 18h02

No Cade

Autarquia concluiu que não há problemas concorrenciais na operação
por Assessoria de Comunicação Social

Publicado: 27/01/2020 17h57
Última modificação: 27/01/2020 17h57

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, nesta segunda-feira (27/01), a operação envolvendo Boeing e Embraer. A autarquia concluiu que as empresas não concorrem nos mesmos mercados e que não há risco de problemas concorrenciais decorrentes da aquisição. O despacho de aprovação do ato de concentração foi assinado hoje.

A operação analisada pelo Cade prevê duas transações. Uma delas consiste na aquisição pela Boeing de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer, que engloba a produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte (Operação Comercial). A segunda trata da criação de uma joint venture entre Boeing e Embraer voltada para a produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% e 51%, respectivamente (Operação de Defesa).

Para a análise da Operação Comercial, o Cade se baseou no segmento de aeronaves comerciais com capacidade entre 100 e 150 assentos, mercado considerado na operação. A avaliação feita pela autarquia concluiu que a operação não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis. Na verdade, a ampliação do portfólio da Boeing deve aumentar sua capacidade de exercer pressão competitiva contra a líder Airbus, empresa que domina esse mercado.

Já no âmbito da Operação de Defesa, o Cade analisou o mercado mundial de aeronaves tripuladas de transporte militar no qual se insere o KC-390, da Embraer, e as aeronaves C-40 Clipper e KC-46 A Pegasus, da Boeing. A autarquia concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado, uma vez que a operação não representa a união dos portfólios de aeronaves de transporte militar das empresas, mas apenas a participação em um projeto comum.

O Cade concluiu que a operação resultará em benefícios para a Embraer, que passará a ser um parceiro estratégico da Boeing. Dessa maneira, a divisão que permanece na Embraer – aviação executiva e de defesa – contará com maior cooperação tecnológica e comercial da Boeing. Além disso, os investimentos mais pesados da divisão comercial, que possui forte concorrência com a Airbus, ficarão a cargo da Boeing.

Por essas razões, o Cade decidiu pela aprovação da operação sem quaisquer restrições. A análise do ato de concentração pela autarquia se deu sob aspectos estritamente concorrenciais.

Acesse o Ato de Concentração nº 08700.003896/2019-11.

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13 comentários

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Lucas Brito

02 de fevereiro de 2020 às 14h40

A Boeing precisa de um milagre para se recuperar. A Embraer vai para o buraco junto com a boeing se a empresa americana nao sanar os defeitos a principio insanaveis do Max. Só nao faliu pq os americanos socorrem suas empresas.
O CADE é um orgão de pau mandado. Farao tudo que o governo golpista quiser. Se nao fizer serao perseguidos iguais os fiscais do Ibama.
A saida para Boeing é vender avioes da Embraer em grande escala, pois os Embraer sao seguros e tem qualidade. O Max é so um refugo. Se por o Max para voar e cair de novo a Boeing vai de vez a falencia e leva a embraer junto.

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Gilmar Tranquilão

27 de janeiro de 2020 às 21h44

CADE que os golpistas iriam barrar o golpe??? kkkkkkkkkkkkkkkk

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Wellington

27 de janeiro de 2020 às 19h56

Se fosse publica a Embraer nas maos dos vermes que ficaram em Brasilia por 20 anos, hein…?

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    Andressa

    27 de janeiro de 2020 às 19h57

    Seria uma serralheria hoje, fabricando churrasqueiras com as rodas dos avioes sucateados…Kkkkkkkkkkk

    Responder

      Andressa

      29 de janeiro de 2020 às 11h06

      Venho pedir desculpas pela minha ignorância (principalmente pelo meu kkkk idiota), fui pesquisar e vi o quão tola e desinformada eu sou:
      Os primeiros jatos comerciais da Embraer são denominados de ERJ, sigla em inglês para Embraer Regional Jetliners (Jatos Regionais Embraer).
      ERJ-135
      ERJ-140
      ERJ-145
      A família de aviões Embraer 170/195, tem como alvo o segmento de mercado voltado às companhias aéreas que necessitam aviões de 70 a 146 passageiros.
      Embraer 170
      Embraer 175
      Embraer 175-E2
      Embraer 190
      Embraer 190-E2
      Embraer 195
      Embraer 195-E2
      A família de aviões E2 iniciou as operações em 2018.
      Aviões executivos
      Embraer Legacy 600
      Phenom 100
      Phenom 300
      Legacy 450
      Legacy 500
      Legacy 600
      Legacy 650
      Legacy Shuttle
      Lineage 1000
      Praetor 500
      Praetor 600

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    Robert

    28 de janeiro de 2020 às 10h18

    Engraçado, depois que tiraram a Dilma, o PT e o Lula do poder a economia não cresceu, como prometeu a coxinhada. Contudo, o índice da percepção de corrupção no Brasil aumentou.

    Porque será?

    Jair Fora Bozo Ladrão!!!

    Responder

      Wellington

      28 de janeiro de 2020 às 18h25

      Por tudo que veio atona nos ultimos anos, me parece obvio. Que pergunta militonta è essa …?

      Responder

Paulo

27 de janeiro de 2020 às 18h34

“A avaliação feita pela autarquia concluiu que a operação não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis”.

Até entendo o ponto de vista do CADE (estritamente pelo ângulo legal que lhe incumbe avaliar, dentro das prerrogativas que detém), mas essa brilhante conclusão só demonstra o quão falsas foram as justificativas apresentadas para a venda (de que a EMBRAER não conseguiria concorrer no mercado).

Ora, se não concorrem no mesmo nicho por que a EMBRAER não iria conseguir mais concorrer em pé de igualdade, no mercado internacional de aviação?

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    Evandro Garcia

    27 de janeiro de 2020 às 18h43

    A fusão entre Boeing e Embraer é uma resposta a fusão da Airbus com a Bombardier.

    Responder

    Robert

    28 de janeiro de 2020 às 07h20

    Exato, Paulo, é a mesma justificativa irracional que prega a saída da Petrobrás dos leilões do pré-sal para “aumentar” a concorrência.

    Noves fora, os críticos moralistas dos governos petistas estão chateados com a falta de conteúdo da “caixa preta” do BNDES. Vão ter que inventar novas mentiras.

    Os entreguistas não estão nem aí para questões como a soberania tecnológica, geopolítica e tudo mais.

    Além disso, “ignoraram” o fato de que todas as roubalheiras governamentais – e isso é uma regra geral do sistema capitalista – sempre foram, são e serão feitas por e para a o benefício de interesses da iniciativa privada.

    Aúnica coisa que realmente preocupa esses seres limitados é acumulação de dinheiro como um fim em si mesmo. Para essa finalidade irracional os escrúpulos e as verdades são, no mais das vezes, um grande estorvo.

    O caso brasileiro é paradigmático e não deixa dúvidas: por dinheiro a burguesia abraça um governo nazi-fascista, eleito em consequência de fraudes reiteradas contra o sistema “democrático”, que finge defender, governo esse repleto de milicianos, picaretas instalados em todos os setores e tudo mais, a contradizer de maneira gritante os “princípios liberais” que supostamente defendem.

    Responder

      Evandro Garcia

      28 de janeiro de 2020 às 18h28

      Vc é bom de esperneio hein bixo, atividade fisica fàz bem a saude…kkkkkkkkkkkkkkkkk

      Responder

        Gilmar Tranquilão

        28 de janeiro de 2020 às 20h36

        kct o Robert vez vc engolir a lígua!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Responder

Evandro Garcia

27 de janeiro de 2020 às 18h09

Ótimo.

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