Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

BC corta 0,25 pontos da Selic, que fica em 4,25% ao ano, a menor da história

Por Redação

05 de fevereiro de 2020 : 18h49

O corte de 25 pontos (0,25) na taxa básica de juros do país, definida hoje pelo Copom  (Comitê de Política Monetária do Banco Central), leva a Selic ao menor nível da história.

Alguns gaiatos estão dizendo que a política macroeconômica do governo Bolsonaro começa a ficar à esquerda da praticada pelas administrações petistas…

No texto divulgado junto com o anúncio da nova taxa, o BC deu a entender que será a última queda do ano, e que os juros devem voltar a subir para 6% em 2021.

Infelizmente, para milhões de brasileiros, estes juros ainda são apenas uma abstração, visto que os juros do cartão de crédito continuam a subir.

***

No BC

Copom reduz taxa Selic para 4,25% a.a.

05/02 às 18:20

Em sua 228ª reunião, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 4,25% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

Dados de atividade econômica divulgados desde o último Copom indicam a continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira;

No cenário externo, apesar do recente aumento de incerteza, o caráter acomodatício da política monetária nas principais economias ainda tem sido capaz de produzir ambiente relativamente favorável para economias emergentes;

O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária;

As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,4%, 3,75% e 3,5%, respectivamente;

No cenário híbrido com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante a R$4,25/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,5% para 2020 e 3,7% para 2021. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 4,25% a.a. e se eleva até 6,00% a.a. em 2021; e

No cenário com taxa de juros constante a 4,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$4,25/US$*, as projeções situam-se em torno de 3,5% para 2020 e 3,8% para 2021.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, (i) o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (ii) o atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, pode elevar a trajetória da inflação acima do esperado no horizonte relevante para a política monetária. O risco (ii) se intensifica no caso de (iii) aumento da potência da política monetária decorrente das transformações na intermediação financeira e no mercado de crédito e capitais, (iv) deterioração do cenário externo para economias emergentes ou (v) eventual frustração em relação à continuidade das reformas e à perseverança nos ajustes necessários na economia brasileira.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 4,25% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e o balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, com peso crescente, o de 2021.

O Copom reitera que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (Presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

* Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada nos cinco dias úteis encerrados na sexta-feira anterior à reunião do Copom.

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23 comentários

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Renato

06 de fevereiro de 2020 às 13h48

Saudades de Dilma e sua Selic de 14%………e os militontos ainda dizem que é Gudes quem favorece os rentistas ! kkkkkkkkk

Responder

    Afonso

    06 de fevereiro de 2020 às 14h10

    Fala assim não, a cabeçinha das bibas entra em colapso. Kkkkkk

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    Votin Rabah

    06 de fevereiro de 2020 às 14h53

    Ambos favorecem, é que tu é ideologicamente tapado pra perceber.

    Responder

      Renato

      06 de fevereiro de 2020 às 18h34

      Não vou chamá-lo de tapado, pois seria uma ofensa aos tapados. Você está enganado, militonto, Guedes com seus 4,25% de Selic favorece muito mais os rentistas que Dilma com seus 14,25%. Você é a prova viva de que Lula, junto com Edir Macedo, é considerado o maior encantador de burros do Brasil ! kkkkkkkkkkkkkkk

      Responder

        nando pons

        06 de fevereiro de 2020 às 19h13

        Se os tomates custam 4 R$ o quilo ele chega no caixa e paga 14 R$ pois é a mesma coisa. Kkkkkkkkkkkkk

        Responder

        Votin Rabah

        06 de fevereiro de 2020 às 22h07

        Tem tanto erro de concordância e de matemática básica que só confirma: É UM TAPADO.

        Responder

Alan C

05 de fevereiro de 2020 às 22h06

E os juros de tudo que impacta a vida do povo tá em quanto mesmo???

Cheque especial, cartão de crédito, emprestimos de toda natureza, habitação… sem contar o dólar a R$ 4,30.

VAI BOZOLÂNDIA!!!!

Responder

    sula

    05 de fevereiro de 2020 às 22h26

    Estão no patamar mais baixo das últimas décadas.

    Responder

      Andressa

      06 de fevereiro de 2020 às 10h19

      E vocè acha que esses tarados ideologicos sabem do que falam…?

      Responder

      Alan C

      06 de fevereiro de 2020 às 11h58

      Aproveite o dólar baixo então, que mais posso dizer?! rsrs

      Responder

        Wellington

        06 de fevereiro de 2020 às 12h26

        Para a coxinhada de esquerda esse dolar é uma tragedia, como vào viajar em Paris agora…? Kkkkkkk

        Responder

        Andressa

        06 de fevereiro de 2020 às 12h45

        Dizer menos asneiras jà seria util…Kkkkkkk

        Responder

          Alan C

          06 de fevereiro de 2020 às 12h58

          Não ser um idiota seria útil

      Alan C

      06 de fevereiro de 2020 às 12h01

      Até com o #ForaTemer a taxa de juros do cartão de crédito estava mais baixa que a atual.

      Perder pro vampiro é o fim da Terra plana!! kkkk

      Responder

        Andressa

        06 de fevereiro de 2020 às 12h17

        Segura o esperneio Gleisi….kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        Responder

        Wellington

        06 de fevereiro de 2020 às 12h22

        Cartào de credito tem juros agora…? Kkkkkkkkkk

        O que vc menciona provavelmente é o credito rotativo que foi limitado esse dias a 8%/més pelo Banco Central, o menor valor de sempre.

        Responder

          Alan C

          06 de fevereiro de 2020 às 12h59

          Ah, se liga andressão!! kkkkk

          Tchutchuca do bozo

          06 de fevereiro de 2020 às 22h18

          Wellington, camarada, o que tens fumado???

          Tanto o juros do cartão de crédito quanto o cheque especial terminaram o ano acima dos 300%, faça as contas, nem prestação de casa própria tem juros de 8%.

          Se vc for um correntista muito antigo do banco, com muita grana, pode ser que vc receba um cartão com juros por volta dos 250%, talvez!

          Melhor parar com a droga guri.

          Wellington

          07 de fevereiro de 2020 às 10h20

          Mulo,

          cartào de credito nào tem juro nenhum, nunca paguei um centavo de juros do cartào de credito, sò anuidade.

Paulo

05 de fevereiro de 2020 às 19h59

É uma no cravo e outra na ferradura…

Responder

Wellington

05 de fevereiro de 2020 às 19h27

Redaçào,

SELIC é isso: https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/itau-e-bb-cortam-juros-de-linhas-de-credito-apos-decisao-do-copom/

O rotativo nào tem nada a ver e pelo que lembro foi fixado esse dias pelo BC no limite maximo de 8% ao més ou algo assim (para os trogloditas que chegarao dizendo que é barato sugiro ver quanto era antés e faço notar que o Brasil é lotado de brasieliros).

Responder

Wellington

05 de fevereiro de 2020 às 19h12

Cartào de credito nào tem juro nenhum, sò anuidade !!

Vc provavelmente se refere ao tal de credito rotativo, que nào tem nada a ver com a Selic.

Ou finge de nào saber…?

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