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Os deputados federais Marcelo Freixo e Benedita da Silva. Lula no meio. (Foto sem crédito ainda: Ricardo Stuckert?)

Sidney Rezende: “Agora é pra valer: Benedita será vice de Freixo”

Por Redação

25 de fevereiro de 2020 : 10h37

A primeira coisa que nos vem à mente, diante da notícia veiculada na coluna de Sidney Rezende, no Dia, é aquela frase de Magalhães Pinto, de que política é como nuvem. Cai como luva na situação, em vários sentidos. Primeiro: há alguns anos, nunca se imaginaria aliança entre PT e PSOL no Rio de Janeiro. Ambos eram adversários sangrentos. Segundo: essa decisão apenas estará confirmada na hora de protocolar a chapa. 

De qualquer forma, apenas o anúncio, que vem sendo feito há tempos, ajuda a cimentar a aliança entre PT e PSOL a nível nacional. 

É uma aliança que traz vantagens e custos para ambas as legendas.

Para o PSOL, o custo é de herdar o antipetismo, em especial na classe média, onde o partido consolidou a massa crítica de seu eleitorado; a vantagem, por outro lado, é de obter o apoio de Lula e exatamente romper esses limites, do voto da classe média, conquistando o voto de baixa renda, que é o voto que decide eleição.

Se as alianças entre PSOL e PT fossem no Nordeste, seria um trunfo maior para o PSOL. No Rio de Janeiro, onde o petismo jogou um papel muito forte em 2018, é preciso aguardar para ver. 

Para o PT, a estratégia ainda é a mesma que levou à escolha de Marcia Tiburi como candidata ao governo do estado em 2018: reconstruir a imagem do PT na classe média “ilustrada”; o custo é herdar a rejeição ao identitarismo e ao radicalismo ideológico, rejeição que hoje também virou um problema político. O PT procurou construir para si a imagem de uma esquerda moderada, disposta a alianças, o que lhe fez conquistar um naco importante do centro político. Hoje, os objetivos do PT parecem ser outros: reconstituir-se como principal partido de oposição e maior partido do campo da esquerda, buscando uma “hegemonia consentida”, ou seja, usando o seu tamanho e ao mesmo tempo sem fazer desse tamanho um incômodo para alguns aliados estratégicos, como o PSOL. 

No Dia

Benedita da Silva será a candidata à vice de Freixo
Agora é para valer
Por Sidney Rezende

Publicado às 06h00 de 25/02/2020 – Atualizado às 06h00 de 25/02/2020

Os deputados federais Marcelo Freixo e Benedita da Silva. – Ricardo Stuckert
Depois de muitas idas e vindas, duas chapas, de duas cidades (Rio e Maricá), definiram os nomes que ocuparão o posto de vice na eleição deste ano. A deputada federal Benedita da Silva (PT) será a vice de Marcelo Freixo (PSOL). Tida como nome certo no ano passado, ela foi rejeitada, pois o PSOL e o PT esperavam trazer o PDT para a aliança.

Como o presidente Carlos Lupi (PDT) não abriu mão de Martha Rocha na cabeça da chapa, a ideia azedou.

No início deste ano, o PT nacional pressionou em favor do nome de Bené, a indicação foi rejeitada novamente, sob o argumento que o nome dela poderá ser alvo de opositores, mas a ideia voltou a ganhar corpo antes do Carnaval e o martelo foi batido: a ex-governadora será mesmo o nome que comporá a chapa chamada “união das esquerdas”.

A chapa não é unanimidade. Para o vereador psolista Renato Cinco, “a aliança com os petistas deixa o PSOL sem ter o que falar, pois o principal adversário, o Eduardo Paes, corresponsável pela crise da cidade, governou em aliança bastante festejada e comentada com o PT

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10 comentários

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NeoTupi

26 de fevereiro de 2020 às 11h44

Faltou citar um ponto estratégico: Benedita é evangélica.

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Sonic

26 de fevereiro de 2020 às 10h29

#cabrallivre….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Abdel Romenia

25 de fevereiro de 2020 às 16h13

Imprestáveis a uma platéia de pessoas com as faculdades mentais em dia.

Cabral ganharia fácil desses dois….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Evandro Garcia

25 de fevereiro de 2020 às 16h11

Após ele não querer tipificar as mesmas no pacote anticrime as milícias com certeza votarão no Freixo, não há a mínima dúvida disso.

Temos de admitir que foi uma bela jogada.

Responder

Justiceiro

25 de fevereiro de 2020 às 15h54

Ninguém vai mais se candidatar.

Essa chapa já ganhou.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Crivela, um péssimo prefeito, agradece

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    Dorival

    25 de fevereiro de 2020 às 21h07

    Pelé e Garrincha. Kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

Alan C

25 de fevereiro de 2020 às 15h51

Se perder a culpa é do Ciro que foi pra Paris….

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Lincoln

25 de fevereiro de 2020 às 14h54

A mim me parece que o objetivo é 2022
No Rio dá apoio ao Psol
Em Porto Alegre apoia o PC do B
Essa fatura será cobrada lá na frente.
PDT já decidiu caminhar sozinho.

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Marcos Videira

25 de fevereiro de 2020 às 14h07

O PDT faz bem em manter a candidatura de Marta Rocha, uma mulher digna e com competência pra governar o flagelado Rio. Aos cariocas será dada nova chance de mudar o rumo ou aprofundar a desgraça

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Sonia

25 de fevereiro de 2020 às 11h20

Agora vai !! kkkkkkkkkkkkkk

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