Live do Cafezinho (18h): o que acontecerá à Lava Jato?

Foto: Bruno Fonseca / Agência Pública

Lava-Jato e a proximidade entre PF, procuradores e FBI

Por Redação

02 de julho de 2020 : 14h18

Trocas de mensagens reveladas pela Vaza-Jato e a linha do tempo da investigação trazem robustos e repetidos indícios de associação entre o FBI, os procuradores da Lava-Jato e a PF.

Segundo relatado pela Agência Pública, agentes do FBI, como Leslie Rodrigues Backschies, mantinham relação de proximidade com procuradores, como Deltan Dallagnol, inclusive posando para fotos em apoio às “10 medidas contra corrupção”.

Hoje, Backschies comanda a Unidade de Corrupção Internacional do FBI, com um escritório aberto em março de 2019 em Miami apenas para investigar casos de corrupção na América do Sul, o Miami International Corruption Squad.

Reprodução de conversa entre Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa da Lava Jato, e Thaméa Danelon, ex-coordenadora da Força-Tarefa em São Paulo.

Em reprodução de conversa divulgada, Dallagnol demonstra familiaridade com agentes da foto censurada.

A foto com os agentes teria sido feita em 17 de maio de 2016, quando Thaméa Danelon, ex-coordenadora da Força-Tarefa da Lava Jato em São Paulo, participou, com Leslie, de uma palestra para 90 membros do Ministério Público Federal paulista.

Na ocasião, estiveram presentes também os agentes Jeff Pfeiffer e Patrick Kramer, além de George “Ren” McEchern, então diretor do Esquadrão de Corrupção Internacional do FBI em Washington – chefe de Backschies .

Meses depois, Danelon foi a Washington para dar um curso ao FBI sobre a Lava Jato.

À frente da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República, o procurador Vladimir Aras alertou diversas vezes para problemas legais envolvendo a colaboração direta com agentes do FBI.

Uma conversa bastante tensa, em 11 de fevereiro de 2016, revela até que ponto a PF mantinha proximidade com o FBI e desconfiava do governo de Dilma Rousseff: o próprio chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, admite ao secretário de Cooperação Internacional da PGR que a PF preferia tratar direto com os americanos a seguir as vias formais.

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4 comentários

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Paulo

02 de julho de 2020 às 18h08

Normal o intercâmbio de ideias e a cooperação em ações efetivas entre autoridades incumbidas do combate à corrupção, de diferentes países. Essa palestra dada em São Paulo é rotina no exercício da atividade de procurador, assim como a contrapartida nos EUA. Há anos a PF, por sua vez, faz treinamento com a polícia americana. Tudo dentro do esperado. Qual exatamente o malfeito?

Responder

    Batista

    02 de julho de 2020 às 19h24

    “Caminho Suave”:

    “À frente da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República, o procurador Vladimir Aras alertou diversas vezes para problemas legais envolvendo a colaboração direta com agentes do FBI.
    Uma conversa bastante tensa, em 11 de fevereiro de 2016, revela até que ponto a PF mantinha proximidade com o FBI e desconfiava do governo de Dilma Rousseff: o próprio chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, admite ao secretário de Cooperação Internacional da PGR [Vladimir Aras] que a PF preferia tratar direto com os americanos a seguir as vias formais.”

    Por, “a seguir as vias formais”, entenda-se, seguir por vias ‘informais’, ou seja, ILÍCITAS.

    Responder

Francisco

02 de julho de 2020 às 16h31

“Eu não quero vingança. Quero justiça.” (Lula)

“Espero que a Justiça leia os autos do meu processo para esclarecer a farsa que promoveram para me tirar do processo eleitoral de 2018.” (Lula, manifestando-se sobre o envolvimento do Departamento de Justiça dos EUA com a Lava jato).

“Há uma responsabilidade direta dos EUA pelo fato de o ex-presidente Lula ter sido condenado injustamente, ilegalmente e ter sido colocado por 580 dias na prisão” (Cristiano Zanin).

” (…) O bolsonarismo não revelou apenas a face fétida de uma classe média preconceituosa e anti-científica. Mais que isso, explodiu na cara do país a hipocrisia dos “homens bons”, do chamado andar de cima, das figuras que deveriam ser referenciais, mas transformaram a Justiça e o jornalismo em uma máquina de guerra implacável contra qualquer pensamento divergente e, agora, voltam a desfilar na passarela das boas intenções, a pregar o “politicamente correto”, a defender o bem e a verdade, a democracia, a tolerância, a proclamar o novo iluminismo que soterrará o bolsonarismo.

A nação poderá dormir tranquila. O bolsonarismo foi apenas um interregno indesejável. Mas, no fundo do porão da consciência nacional, permanecerá alerta o monstro da lagoa negra, atento como um mastim tibetano, pronto a reviver a guerra santa, a qualquer sinal de ameaça dos inimigos.

Com a bandeira da Lava Jato já puída, não haverá dificuldades em criar uma bandeira nova, sempre debaixo do velho template do anticomunismo – seja lá isso o que for – e conseguir um templário qualquer que, mais à frente, será descartado, porque a única bandeira imutável e a da intocabilidade do modelo econômico e político.” (Luís Nassif em, “Como se deixou a Lava-Jato ir tão longe”)

E como se explica o comportamento do hilário nisso tudo tão sério, tratando-se de traição ao país?

Lula explica: “O [hilário] é a pessoa mais engraçada do Brasil. Ele não se conforma que para ele ir para o segundo turno, ele tem que ganhar no primeiro turno. O [hilário] não passou, é a terceira vez que não passa. Ele quer anular o PT para ir para o segundo turno. É lamentável ele fazer o discurso para ganhar votos da extrema direita”

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    Miramar

    02 de julho de 2020 às 22h18

    Eu estava pensando em fazer uma crítica a lava jato, mas deixa quieto.

    De qualquer forma,concordo. Sozinho, o hilário consegue ser melhor do que os sem graça juntos. Pena que o hilário não está tão sozinho, haja visto ele ser uma ideia fixa para os membros da quadrilha dos sem graça.

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