Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Foto: MANUEL MEDIR / GETTY IMAGES

Procuradoria da Bolívia pede prisão de Evo pela 2ª vez

Por Redação

07 de julho de 2020 : 18h16

O Ministério Público da Bolívia emitiu uma nova acusação formal por supostos crimes de terrorismo contra o ex-presidente boliviano Evo Morales, foragido na Argentina.

De acordo com a procuradoria, o ex-presidente teria coordenado por telefone com um líder plantador de coca o bloqueio alimentar e o cerco das capitais durante os conflitos que tomaram o país em 2019.

A ação movida pela procuradoria pede a prisão preventiva de Evo e os procuradores baseiam as acusação em perícias feitas na Colômbia.

A acusação foi emitida pela Comissão de Fiscais Anticorrupção, informou, nesta-terça-feira, a promotoria geral da Bolívia.

Em sua página de Twitter, Evo Morales se defendeu:

“De maneira ilegal e inconstitucional, a procuradoria de La Paz pretende me indiciar por terrorismo com um áudio alterado e sem ser notificado, uma prova a mais da sistêmica perseguição política do governo de fato. Logo a democracia e o Estado de direito voltarão a Bolívia”, diria a mensagem, em espanhol.

Essa é a segunda vez que uma denúncia do gênero é feita contra Evo Morales e sua prisão é exigida por órgãos judiciais bolivianos. A outra foi em dezembro de 2019.

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5 comentários

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Alex

08 de julho de 2020 às 07h59

Golpe

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Nelson

07 de julho de 2020 às 23h55

Como vemos, mais um caso a mostrar que o Sistema de Poder que domina os Estados Unidos não se deteve em instrumentalizar apenas o MP e o Judiciário brasileiros.

A judicialização da política é uma forma engenhosa – genial, temos que reconhecer – de se livrar, “tirar da jogada”, adversários políticos que possam por a perigo a dominação completa dos nossos países planejada e pretendida por esse Sistema. Ela foi engendrada, certamente, em algum ou alguns dos tantos think thanks patrocinados pelo grande capital que existem nos EUA.

Curiosamente, Rafael Correa, que, à parte os erros que cometeu, fez um governo de cunho nacionalista no Equador que em nada agradou o Sistema, não pode voltar a seu país, pois será preso.

Na Argentina não foi diferente. Cristina Kirchner também estava na mira do que dizem ser um “combate à corrupção”. Um combate que, coincidentemente, se abate quase só sobre políticos e
governantes que demonstram algum compromisso com seus povos e seus países. Já, quando ataca políticos mais afinados com o Sistema, tal combate só o faz para confirmar essa regra ou se dá sobre aqueles que já não têm mais qualquer serventia ao mesmo.

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Paulo

07 de julho de 2020 às 18h31

Infelizmente, Evo colhe o que plantou…

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    Alexandre Neres

    07 de julho de 2020 às 23h28

    Meu caro Paulo, seu trocadilho é infame. Diz mais sobre você do que sobre o Evo. Pergunto: já ouviu falar em racismo estrutural? Uma vez golpista, sempre golpista! Não à toa vivemos numa república bananeira.

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      Paulo

      09 de julho de 2020 às 19h32

      Não é infame, eu me referia à sua sede de poder, fraudando eleições para permanecer governando indefinidamente, como Putin ou Xijinping. Isso não é bom para a Bolívia e para nenhum país. Alexandre, de boa, você não está fanatizado demais pelas bandeiras da esquerda? Já pensou seriamente nisso?

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