Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Foto: EBC/Divulgação

Petrobras colonizada: exporta petróleo de qualidade e importa combustível adulterado

Por Redação

15 de julho de 2020 : 13h30

Da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Sob a gestão predatória de Castello Branco, a Petrobrás está se transformando eminentemente em uma exportadora do petróleo de altíssima qualidade produzido no pré-sal. A empresa já exporta metade da sua produção diária, cerca de um milhão de barris de petróleo, enquanto o povo brasileiro é obrigado a consumir derivados importados. Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos denunciam os riscos desta equação, cujo resultado tem sido sempre desfavorável para o consumidor. Além de pagar preços internacionais nas bombas de gasolina e diesel, ele é também enganado com combustível adulterado, como aconteceu agora com a gasolina de aviação importada pela gestão bolsonarista da Petrobras.

A Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves (Aopa) levantou a suspeita sobre a qualidade do produto, ao denunciar os danos causados nos tanques de combustível, como corrosões e derretimento de peças. Os problemas, segundo os pilotos, vêm ocorrendo desde junho, com consequências graves para a segurança dos voos, o que levou a entidade a suspeitar da qualidade do combustível, que deixou de ser produzido pela Petrobrás e hoje é 100% importado.

A única refinaria que fornecia gasolina de aviação para o país é a RPBC, em Cubatão (SP), cuja produção foi interrompida pela Petrobrás devido às obras na unidade. O combustível é usado no abastecimento de cerca de 12 mil aviões de pequeno porte, a maioria deles taxi aéreos e aeronaves privadas. No final de semana, a empresa interrompeu o fornecimento da gasolina importada, o que causou a suspensão de voos em 19 aeroportos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estão investigando o caso. A aviação comercial não foi afetada pelo desabastecimento, pois as aeronaves de médio e grande portes utilizam combustível diferente, o querosene de aviação.

Para o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, o fato é grave e deve servir de alerta para todos os brasileiros. “A decisão deliberada da gestão da Petrobrás de reduzir a produção das refinarias, priorizando a exportação de óleo cru, em detrimento do mercado nacional, deixou o Brasil refém das importações de derivados. O risco de crises internacionais e desabastecimento que nós prevíamos já estão acontecendo. Hoje o problema é com a gasolina de aviação, amanhã pode ser com a gasolina comum e o diesel”, alerta Deyvid, ressaltando que a situação pode piorar, se as refinarias da Petrobrás forem privatizadas, como quer o presidente da empresa.

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3 comentários

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Onofre Junqueira

16 de julho de 2020 às 20h03

” ressaltando que a situação pode piorar, se as refinarias da Petrobrás forem privatizadas, como quer o presidente da empresa, alerta Deyvid Barcelar, coordenador da FUP”. Piorar pra quem ? Só se for para a pelegada da CUT que terá menos tetas para mamar !

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Renato

15 de julho de 2020 às 21h12

A colonização da Petrobras pelos corruptos amigos de Lula e do Petê nunca incomodaram aos pelegos da FUP.

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    Jerson7

    16 de julho de 2020 às 12h41

    Sindicatos adoram empresas estatais aparelhadas por amiguinhos, é tudo que eles querem.

    Responder

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