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Porque a pesquisa da Veja não é ruim para a oposição

Por Miguel do Rosário

24 de julho de 2020 : 14h29

Vou na contramão da maioria e acho que a pesquisa divulgada pela Veja hoje não é ruim para a oposição como uma análise apressada pode indicar.

Em primeiro lugar, o cenário está estagnado. As mudanças observadas entre abril e julho são insignificantes e abaixo da margem de erro.  Podemos arredondar: Bolsonaro tem uns 30% de votos no primeiro turno, Lula 22%, Ciro 8%.

Prefiro analisar o cenário com Lula porque não importa agora se ele será candidato. Com dois anos de distância, uma pesquisa desse tipo serve para analisar o cenário de agora, e não de um distante 2022.

Os 30% de Bolsonaro se explicam facilmente: ele é o presidente da república, ganhou as eleições, e uma parte expressiva da população está exausta de crises políticas e econômicas e torce desesperadamente para tudo dar certo.

Entretanto, 30% não é grande coisa para um presidente no cargo. Se ele tivesse mais de 50% nas pesquisas, indicando vitória no primeiro turno, aí sim deveríamos nos preocupar. Houve uma leve recuperação da aprovação do presidente nas últimas semanas porque a população naturalizou a pandemia, e está agradecida pelo Auxílio Emergencial. O problema principal de Bolsonaro é a perda da classe média, uma ausência que ele terá de compensar oferecendo programas sociais para os mais pobres, levando a um conflito cada vez maior com Paulo Guedes.

Os 22% de Lula são sua base eleitoral, mais ou menos consolidada. No Nordeste, segundo a mesma pesquisa, ele tem 34%; mas apenas 14% no Sudeste. Os obstáculos de Lula estão em sua rejeição na classe média, no Sul, no Sudeste, nas grandes cidades, e no enorme passivo de notícias de corrupção, verdadeiras, exageradas ou falsas (em política, isso não importa tanto) que as administrações petistas tem de arrastar. Além disso, Lula provavelmente não poderá ser candidato. O PT deverá lançar Haddad novamente, ou apoiar Flavio Dino, caso este migre para o PSB e consiga apoio do partido para ser o candidato da legenda.

O trunfo de Lula é a enorme capilaridade do petismo no que restou dos sindicatos e nos movimentos sociais mais importantes, como o MST, além de usufruir de uma rede de comunicação alternativa sem paralelo em outros campos da esquerda.

Sergio Moro tem 17% nas pesquisas, e sua presença ativa nas redes sociais, além do que já conhecemos de sua vaidade, são sinais muito fortes de sua disposição para disputar as eleições em 2022. Sua presença na disputa, todavia, pode até ser interessante para a oposição de esquerda, porque Moro terá que disputar o voto da direita através da artilharia pesada contra Bolsonaro, o que ajudará o campo progressista a criar uma massa crítica, num eventual segundo turno, contra a reeleição do presidente.

Ciro tem 8% com Lula no páreo, o que deve corresponder, em votos válidos, a mais ou menos os 12% que obteve na eleição de 2018. É um capital político respeitável, e a constância com que ele o carrega é algo impressionante. Faça chuva ou sol, os mesmos 12% permanecem lá. Essa e outras pesquisas indicam que Ciro consolidou-se como única alternativa progressista viável fora do PT. Nas pesquisas presidenciais de 2018, Ciro tinha apenas 4% quando havia a presença de Lula no questionário. Hoje tem o dobro. A posição de Ciro de agora é mais confortável do que em 2018, porque ele não está mais preocupado em defender Lula, como estava na última eleição, de olho no num eventual apoio de Lula, que alguns caciques petistas (incluindo o próprio Lula, como agora sabemos por Delfim Netto) usaram para lhe seduzir e neutralizar suas críticas ao partido. Os 17% de Moro dificilmente irão para Lula, mas um bocado desses eleitores podem migrar para Ciro, caso Moro não tenha um bom desempenho na campanha. Seu maior trunfo será algo parecido ao que tinha a oferecer em 2018: ser o candidato progressista com mais chances de vencer um segundo turno contra Bolsonaro, com uma “vantagem” relativa que não tinha em 2018, que é seu maior distanciamento de Lula e do PT.

Bolsonaro, afinal, está preparado para combater o PT, atiçando o antipetismo, falando em roubalheira, o que lhe dá a vantagem de ocultar seus próprios defeitos e sua absoluta falta de um projeto para o país. Diante de outro candidato progressista, independente e crítico ao PT, como Ciro, o discurso bolsonarista perde o chão. O principal obstáculo de Ciro será superar o risco de ser visto como um candidato sem identidade, acusado de ser de “direita” por petistas e de “ultra-esquerda” por bolsonaristas. Além disso, esse fogo cruzado no qual Ciro se meteu poderá ser um problema grave, caso ele não consiga montar uma campanha muito bem estruturada.

Quanto aos cenários de segundo turno, eles provam que o bolsonarismo se consolidou como principal força política no país. Ao mesmo tempo, ajuda a derrubar algumas teses, como a de que seria impossível vencer sem apoio da Globo. Lula venceu, Dilma venceu, e agora Bolsonaro vence, sem apoio da Globo.

Se as pesquisas em 2018 sinalizavam derrota de Bolsonaro diante de quase todos os candidatos (com exceção de um candidato petista que não o próprio Lula, que estava inelegível), hoje ele aparece à frente de todos seus adversários. Mas se é muito cedo para uma pesquisa de 1º turno, que dirá de segundo! O que a pesquisa mostra é que o voto de oposição a Bolsonaro num segundo turno, hoje, oscila entre 31% e 36%. É uma base considerável, e que tem tudo para crescer e, eventualmente, se tornar hegemônica e vencer as eleições, sobretudo quando consideramos que Bolsonaro vem perdendo apoio das franjas mais instruídas da sociedade.

Em suma, a pesquisa não é tão ruim assim para a oposição. Os números indicam que é possível derrotar Bolsonaro, caso se monte uma estratégia inteligente, objetiva e pragmática.

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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Netho

25 de julho de 2020 às 11h35

Millôr Fernandes dizia que “O pior cego é aquele que quer ver”. É o caso do analista apressado, não da pesquisa que não deixa dúvida quanto ao protagonismo da extrema-direita e quanto à hegemonia da direita. O que a pesquisa deixa no ar, isto sim, é a pandemia no campo popular, progressista e democrático. Digo dessa forma porque não há mais esquerda alguma no país no espectro partidário assentado no Parlamento. A despeito da crise tripla – depressão econômica, catástrofe sanitária, anomia social -, a extrema-direita consolidou-se como líder absoluta da corrida eleitoral rumo ao bicentenário da Independência. Moro e Mandetta formam a “face lift” da direita e emparelham como a segunda força. Ciro deverá sofrer a partir de agora o máximo e permanente assédio do lulo-petismo, porque passou a ser o inimigo a ser batido caso o PT queira dispor de alguma chance para passar ao segundo turno. O crescimento de Ciro é o principal obstáculo ao lulo-petismo. Portanto, a regra geral no PT deverá ser uma só a partir de agora: “Delenda Ciro”. O pau vai quebrar feiosamente e ainda mais entre PT e PDT. Até agora as pesquisas continuam sorrindo para a extrema-direita que continua jogando com as brancas. Quiça, só uma depressão econômica modificaria, talvez, a vantagem. Mas isto se a “oposição’ não continuar facilitando a vida do Messias da Cloroquina. Até agora, a “oposição’ tem levado água ao moinho do “mau militar’.

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Gustavo Lara

25 de julho de 2020 às 10h01

Como tem esquerdista iludido.

Chega a ser comovente ler esses comentários de pessoas que negam os fatos, falando mal da pesquisa e atacando o Instituto Paraná. Mas o resultado da Revista Fórum é idêntico! A esquerda se guia cada vez mais por emoções e sentimentos e cada vez menos por fatos e razão. Negam tudo que não se encaixe na narrativa que criaram. Vivem de fantasia dentro de suas bolhas.

Esses cegos de ódio e tão apegados a bolha, que se recusam a enxergar os fatos serão os que mais contribuirão para a reeleição do Presidente, pois são incapazes de reagir e atuar de forma conectada com a realidade. Olha minha dica aí…

Não, a pesquisa não é nada boa para a oposição. A aprovação do governo melhorou bastante no último mês e a rejeição diminuiu na mesma proporção. O Presidente subiu em todas as pesquisas, inclusive as que projetam 2022. Ganharia facilmente de todos os cenários de segundo turno, o que não ocorria em 2018. Isso em meio a uma epidemia e destruição econômica (causada pelos isolacionistas radicais), com a oposição de todo o espectro político atuando de forma coordenada entre si e com a grande imprensa para desconstrução da imagem do Bolsonaro.

Acontece que a epidemia vai passar. A próxima etapa será o da reconstrução econômica. O governo e o presidente poderá construir e impor uma pauta positiva com facilidade. Obras, investimentos, o novo Renda Brasil.

Por outro lado boa parte do discurso oposicionista de 2018 virou fumaça: o governo não perseguiu minorias, não instaurou uma ditadura e nem de longe age como uma tirania nazifascista. Ao contrário, o governo e apoiadores vem sendo vítima da tirania e ditadura do Judiciário, sobretudo do impopular STF. As pessoas estão se ressentido ainda mais da imprensa e da oposição, que aposta no quanto pior, melhor.

Apostaram no caos econômico para desestabilizar o governo e derrubar o Presidente, mas deram um tiro no pé: foi a oportunidade do Bolsonaro dialogar com os mais pobres. Quanto a classe média alta, quando a recuperação econômica vier, ela volta para o governo.

A continuar nesse ritmo a pesquisa mostra que ele já está reeleito. E a fatura pode ser fechada ainda no primeiro turno.

Não me xinguem. Saivam conviver com opiniões divergentes, senão só reforçarão a imagem cada vez mais negativa da esquerda entre os brasileiros em geral.

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Alexandre Neres

24 de julho de 2020 às 22h53

Agora que entendi a que PDT Ciro Gomes é ligado. Deve ser pra esse tipo de oposição que a pesquisa não é ruim. Em conversa com Guga Noblat, além da tradicional sarrafada no Lula, disse que seria perfeitamente possível compor uma chapa com Rodrigo Maia, ou será apenas mais um factoide, tão a gosto do fanfarrão César Maia que se aproveitou do brizolismo e depois costeou o alambrado? Insinuar a ligação do pai do Rodrigo Maia com o PDT é mais uma heresia do boquirroto. Se for o caso, quem seria capaz de arriscar, pelo andar da carruagem, o nome do cabeça da chapa? Eis a pérola do coroné:

“Rodrigo é um camarada que é conservador embora a formação dele seja a melhor possível”, argumentou Ciro fazendo referência ao pai do parlamentar, César Maia, que era do PDT. “Ele representa o diálogo com esse mundo mais preocupado com a produção, com o desenvolvimento do país”, justificou.

Em suma, Lula não presta, bom mesmo é o Botafogo.

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Miramar

24 de julho de 2020 às 21h38

Engraçado a arrogância da petezada. Vê o Ciro empatado tecnicamente com o poste e diz :” Estão vendo, ele tem menos votos”. Existe um líder progressista chamado Ciro Gomes e uma cambada de sábados e pilantras chamada PT.

Em tempo: o Suplicy e o Tarso Genro são pessoas decentes.Apesar do defeito imperdoável de serem petistas.

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    Miramar

    24 de julho de 2020 às 21h45

    Safados e não sábados. Embora para certos petistas todo dia é sábado…então deve estar certo.

    Responder

Anderson Moreira

24 de julho de 2020 às 19h18

Inteligente e pragmática a analise. Muito boa.

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Paulo

24 de julho de 2020 às 19h03

Os cenários de 2º turno são preocupantes. De qualquer forma, ainda falta muito tempo até lá. Com a desgovernança afrontosa do Capetão, ele ainda pode desidratar um pouco…

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Bruno

24 de julho de 2020 às 18h25

Eu votei no Ciro e quero votar no Dino.

Se sonhar não custa nada, gostaria que o Lula e PT o apoiasse.

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Tiago Silva

24 de julho de 2020 às 18h11

Infelizmente a miopia no Brasil é extrema ou combinada. Esse cenário de NeoNazismo (Bolsonaro) x NeoFascismo (Moro e Lavajatismo) é o cenário ideal para o establishment (1- representado pelo Parlamentarismo de Fato do Rodrigo Maia, mas que vem desde Eduardo Cunha; 2- Globo e Mídia em geral; 3- Grande empresariado Nacional que se associou ao financiamos; Bancos representado pelo Paulo Guedes que seria ministro do Bolsonaro, Moro, Dória, Huck, Amoedo, etc).

Ciro Gomes ganhou notoriedade na última eleição por se colocar como opção de esquerda, mas que vai se consolidando como opção de pequena burguesia radicalizada e, sem estratégia, mina sua condição de candidato para segundo turno, pois não ganha de Bolsonaro sem o voto do PT. Aliás, essa falta de estratégia política/comunicacional (que haveria de fazer revirar Brizola do túmulo, pois BRIZOLA sempre soube quem são os verdadeiros inimigos) só faz legitimar o segundo turno entre Direita (Bolsonaro) x Aparentemente não Direita (Moro ou candidato do PSDB).

Uma pena, mas esse caminho já era perceptível desde o início de 2019, mas insistem em não enxergar. O pior é que não enxergam que a Direita se coordena por nichos de renda: Huck para classe pobre, Bozo para classe média baixa radicalizada, Moro classe média média radicalizada, Amoedo classe média alta radicalizada e Dória classe alta (radicalizada pelo ou NeoNazismo ou NeoFascismo… Mas sempre unidos na radicalização Neoliberal).

Já a esquerda prefere ou lutar entre si (PT x PDT – sendo que Ciro pode ser considerado esquerda pelo projeto e partido, mas não pela estratégia que legítima a direita) ou ficam com a ladainha de que teriam que ter candidato único já no primeiro turno (Ciro fez essa ladainha e a frente única faz essa ladainha), mas é desnecessário pois o brasileiro faz voto útil historicamente (e a eleição de 2018 com 5% para PSDB e hoje representantes do PSDB como Dória, Moro e Huck somam mais que isso, mas que seus eleitores poderiam fluir para o que não deixasse a esquerda vencer). Assim, a esquerda deveria olhar o que aconteceu com Portugal há mais de 5 anos na geringonça e propor uma coordenação de candidaturas ao invés de uma única candidatura, daí que teriam candidatos do PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB mas que deixassem claro serem contra a política neoliberal. Deveriam também trabalhar por nichos, como na direita, Lula e PT classe humilde ( sem deixar público para Huck/Globo), Ciro classe média (sem deixar público para Moro ou Amoedo) e todos contra o Bolsonaro (mas preferem falar mais um do outro como se faz nesse blog Cafezinho).

Uma pena para os iluminados que não estão vendo o abismo para onde estão caminhando…

Quanta falta faz Brizola.

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Jeová

24 de julho de 2020 às 16h20

Com certeza uma pesquisa encomendada por Veja não tem credibilidade nenhuma (sabemos o que se tornou essa revista), sobretudo quando se sabe que já em 2018 Ciro Gomes era o único candidato que venceria todos os demais no segundo turno (e pode ter certeza ainda continua). É humanamente, IMPOSSÍVEL imaginar para um terráqueo, que um indivíduo desse, despreparado e genocida, que perdia em 2018 vença em 2022. COMPLETAMENTE ABSURDA ESSA PESQUISA, só acredita nisso quem é mal caráter e está mal intencionado, também. E a propósito, pelo que vi mesmo em uma pesquisa fake da direita, Ciro estava com 10%, lembrando que em 2018 ele partiu com pouco mais de 1% e sem tempo de televisão e desconhecido da maioria da população por encobrimento da mídia e, por está afastado da política naquela ocasião. Quer saber! Vamos ganhar essas eleições, anota ai! E a propósito devemos desnudar CADA VEZ MAIS QUEM SÃO TODOS ESSES CANDIDATOS (Loola, Haddad, Bozo, Moro, Dória, Huck, Mandeta – tudo neoliberalismo desfaçado). #Ciro2022.

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Rodolfo Matos

24 de julho de 2020 às 16h20

A pesquisa de julho da Revista Fórum mostra dados similares aos da Veja quanto à aprovação do governo e às eleições, mas mostra também que a compensação da popularidade perdida do oficialismo junto à classe mais favorecida veio da classe média e não da classe menos favorecia como se podia crer por conta do auxílio emergencial. O que se pode concluir quanto ao aumento de popularidade junto à classe média?

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ricardo seixas

24 de julho de 2020 às 16h19

O leitor pode ter duas reações com a análise da pesquisa telefônica:rir ou se comover. Ou, melhor, ficar com as duas. O contorcionismo para tentar dar vida aos ternos 12% de Ciro é digno, para os céticos na generosidade do ser humano, de risadas. Os que ainda acreditam na Humanidade, porém, devem se emocionar com o, sim, comovente esforço para apontar que Ciro teria alguma chance.

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Alexandre Neres

24 de julho de 2020 às 15h02

Quanta bobajada! Primeiramente, por que dar tanta importância ao desimportante Instituto Paraná, inda mais associado à Veja? Só porque junta o inútil ao desagradável?

O texto não passa de wishful thinking. Se se pretende fazer jornalismo, dever-se-ia pelo menos tentar disfarçar um pouco. É tão somente uma construção de narrativa, tal qual a utilizada pela Lava Jato para desconstruir a imagem de Lula, entretanto a força-tarefa tinha o apoio da Globo e da imprensa amiga, que promoviam uma série de vazamentos concatenados em um timing calculado. Nesse mister, Ciro Gomes já demonstrou que a tática política não é o seu forte, embora reconheça que angariou holofotes ao se prestar a fazer o serviço sujo. Tá se portando como um velhaco útil para o sistema, isto é, quinta-coluna do espectro progressista.

Quanto ao Sr. Miguel do Rosário, não perde por esperar a volta do cipó de aroeira. Vamos poder observar com o tempo o ovo da serpente que ajudou a dar forma e os prejuízos gerados para o campo democrático e popular com sua tática suicida. Como diria o saudoso Brizola, trabalhista de raiz, a política adora a traição, mas abomina o traidor.

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Vixen

24 de julho de 2020 às 15h00

É ruim não, é otima….kkkkk

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Alan C

24 de julho de 2020 às 14h55

Menos de 5% “não sabem”??? Isso a 2 anos e meio das eleições?? Sei não… Esse Paraná Pesquisas é muito estranho, mas dá pra esperar tudo de quem elegeu Aécio em 2014, né?

Discordo da matéria quando sugere que o bozo não se elegeu com o apoio da Globo. Se ele elegeu sim, lembram daquela presepada do kit gay em pleno JN?? A Globo encobriu, não quis comprar briga com o capitão cloroquina pra não correr o risco de favorecer o poste do PT. Aquilo foi um baita apoio.

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Fábio maia

24 de julho de 2020 às 14h50

Ciro 8% consolidado. Única candidatura progressista viável fora o PT. Haha. Com o trabalho eficiente de comunicação seu e do CIRAO da massa de queimar todas as pontes possiveis e imagináveis com a esquerda e o mov. Social sabe o que aconteceu?
Vcs estão trocados. Vcs não atraem o bolsonistao nem mesmo os arrependidos e co seguiram simplesmente fulminar qualquer possibilidade de diálogo com o campo progressista.
Dino tá dando aula p vcs.

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