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Economista rebate matéria do JN que compara gastos em Educação e Saúde com despesas no funcionalismo

Por Redação

11 de agosto de 2020 : 14h47

O economista e professor da Universidade de Brasília (UniB), José Luis Oreiro, escreveu um artigo rebatendo a reportagem veiculada na última segunda-feira, 11, pelo Jornal Nacional que comparou os gastos na Saúde e Educação com despesas no funcionalismo.

Para assistir a reportagem, clique aqui.

Segundo o economista, a reportagem navegou numa espécie de terraplanismo econômico ao fazer tal comparação baseado em estudo feito por um instituto neoliberal. Leia o artigo na íntegra!

O Instituto Millenium em seu estudo comparando o gasto com servidores públicos versus gasto com saúde e educação avançou no terraplanismo econômico ao retirar dos gastos com educação e saúde os salários dos servidores das áreas de educação e saúde (o “estudo” pode ser visto aqui: https://campanha.institutomillenium.org.br/wp-content/uploads/2020/08/Reforma-administrativa-Vers%C3%A3o-final.pdf ).

No universo paralelo dessa turma os doentes tratam a si mesmos nos hospitais e os alunos dão aula pra si mesmos nas escolas e universidades. Os gastos com saúde e educação são gastos apenas com capital físico, não com trabalho. É muita picaretagem ideológica travestida de “estudo”.

Qualquer pessoa com mais de dois neurônios e não comprometido ideologicamente com a tese do “Estado Mínimo” sabe que os serviços públicos de saúde, educação, segurança e defesa são prestados por médicos, enfermeiros, professores, policiais, bombeiros e militares. Não tem como prestar esses serviços sem “gastar” com salários de servidores públicos.

Dessa forma é um completo non-sense comparar os gastos com funcionários públicos com os gastos com saúde e educação, pois a maior parte destes últimos – se corretamente mensurados, ou seja, ao se incluir os vencimentos dos servidores dessas áreas – é constituído pelos salários dos servidores de saúde e educação.

Quanto ao alegado crescimento excessivo do número de funcionários públicos, isso ocorreu basicamente a nível municipal e estadual, sendo fundamentalmente a contratação de médicos, enfermeiros, professores e policiais.

O que essa turma do Instituto Millenium queria? Que os estados e municípios construíssem hospitais e UPA´s e não contratassem médicos e enfermeiros? Que construíssem escolas e não contratassem professores? Que construíssem quarteis de policia e comprassem viaturas e não contratassem mais policiais. É muita cara de pau.





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14 comentários

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Rodrigo Rodrigues

12 de agosto de 2020 às 10h56

É promiscuidade nossa imprensa com o mercado financeiro. Quando querem fazer sobrar dinheiro, tirando dos serviços públicos prestados a sociedade, para dar incentivos fiscais bilionários e garantir pagamento da dívida pública mentem de forma vexatória e sem nenhum escrúpulo. O serviço da globo é uma concessão do Estado que é usada contra o Estado brasileiro

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Paulo Kluivert

12 de agosto de 2020 às 00h22

Parabéns, Oreiro! Obrigado por jogar uma luz nessa escuridão de jumentos do Instituto Millenium.

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Paulo

11 de agosto de 2020 às 21h56

Parabéns a Jose Luís Oreiro! Honestidade intelectual é isso. É esperar muito do Instituto Millenium e da Rede Globo que digam a verdade. Ainda mais em tempos de engajamento pela tal Reforma Administrativa, cujo projeto ninguém conhece, mas ao qual os jornalistas juraram fidelidade desde criancinhas. A Reforma Previdenciária do Capetão também se deu assim, sem nenhum respaldo técnico e com apelos emotivos ao público em geral, contra o servidor (o civil, porque o militar eles queriam poupar desde o começo)…

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Ilma

11 de agosto de 2020 às 21h15

Concordo plenamente contigo José Luís! O Inst. Millenium e a Globo transformam o servidor público em bode espiatório, apontando para a ‘necessidade’ de privatização! Um absurdo!

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Jauri

11 de agosto de 2020 às 20h19

O que seria da esquerda se não fossem os cargos públicos, não é mesmo?
Uma tetinha que sempre jorra e pouco trabalho é mesmo muito bom!

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    Ismael

    12 de agosto de 2020 às 08h51

    Acho que você não entendeu o que está escrito, pois cargos públicos ao qual se refere são nomeações e não contratações por concursos ou seletivas em setores que necessitam de eficiência do funcionalismo.
    E se as pessoas de esquerda estudam mais é ótimo, assim temos funcionários mais capacitados.

    Responder

Adevir

11 de agosto de 2020 às 20h15

Qualquer pessoa com mais de dois neurônios e não comprometido ideologicamente com a tese do “Estado Máximo” sabe que é mto melhor ao público e economicamente mais barato se saude e educação fosse toda privada e o governo financiasse quem não puder pagar com uma politica de vouchers.

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    Alexandre Neres

    12 de agosto de 2020 às 00h51

    Há de vir alguma ideia original daí? Duvide-o-dó. Vá ler um pouco sobre o sistema de saúde americano privatizado, ô infeliz, lá o cidadão tem que escolher até o dedo que será imputado ou pede pra morrer por causa do corona porque se sobreviver posteriormente a uma internação nunca terá como pagar a fatura. Pare de repetir ideias extraídas da deep web desprovidas de fundamento e procure se informar antes de falar besteira. Voucher? Fala sério, deixe de molecagem.

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    Eduardo Fernandes

    23 de agosto de 2020 às 23h13

    Hahahahahahahahahahahahahahahahaahhahahahahaha!

    Responder

Romeu

11 de agosto de 2020 às 18h54

há referência, mas não tem o link para o artigo

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Leandro

11 de agosto de 2020 às 18h46

Esse economista é uma piada. Defende ditadura estatal , favor do socialismo.

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Luiz Pereira

11 de agosto de 2020 às 18h34

O fato da pesquisa ter sido realizada pelo Instituto Millenium já diz praticamente tudo. Mesmo se pagarmos a área da saúde, é mais importante investir nos funcionários para que médicos cheguem em áreas isoladas do que no equipamento, pois a atenção primária já evita grande parte dos problemas

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Romeu

11 de agosto de 2020 às 18h03

Link para o artigo? Há referência, mas não o link

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